Na visão sugerida pelo eternalismo, não existe a passagem do tempo; um relógio mede durações entre eventos como uma fita métrica mede distâncias entre dois objetos.
Nós aparentemente tememos a morte porque acreditamos que não vamos existir mais depois da morte. Mas se o eternalismo está correto, a morte é apenas uma das nossas fronteiras temporais, então não deve ser mais ou menos preocupante que o nascimento.
Imagine duas situações: 1. você vai ao dentista e 2. você já saiu de lá. O senso comum diz que você deve preferir já ter ido ao dentista. Mas se o eternalismo está correto, tanto faz em qual das situações você está.
Se o indeterminismo pode ser removido das teorias de fluxo-do-tempo, ela pode ser agrupada com as teorias eternalistas? Surpreendentemente, a resposta é um qualificado "sim", na forma de teorias multiversas, nas quais múltiplos e alternados futuros existem num cenário fixo, mas observadores individuais não têm como saber qual das alternativas acabará acontecendo.
(Wikipédia)
Em filosofia do tempo, presentismo é a tese que nem o futuro nem o passado existem. O oposto de presentismo é eternismo, a tese que aceita a existência em algum "lugar", de alguma maneira, eternamente, ou ao menos fora do tempo, do passado e do futuro.
Santo Agostinho propôs que o presente é um corte afiado entre o passado e o futuro e por isso não contém nenhuma extensão de período de tempo. Isso parece evidente porque, se o presente tivesse extensão, ele poderia ser separado em diversas partes [e o que cada uma dessas partes seria?].
(Wikipédia)
Talvez o mais famoso argumento contra a realidade do tempo seja o de McTaggart. Ele diz que podemos distinguir duas "séries" ou características do tempo, a série-A e a série-B, que chamaremos de características-A e características-B. As noções de passado, presente e futuro são as características-A, e as noções de antes e depois, ou anterior e posterior, são as características-B. Segundo McTaggart, as características-B são redutíveis às características-A, e as características-A nos levam ao regresso ao infinito. Tome como exemplo um evento presente, a leitura deste artigo da Wikipédia. Esse evento é presente, foi futuro e será passado. Ser presente é ser presente no presente, ter sido futuro no passado e vir a ser passado no futuro. Ser presente no presente é ser presente no presente no presente, ter sido futuro no passado no presente, vir a ser passado no futuro no presente etc. Resumindo, por levarem ao regresso ao infinito as características-A não podem ser atribuídas ao tempo. Como, após a redução das características-B às características-A, não há outras características do tempo, McTaggart conclui que o tempo não tem característica alguma por ser irreal. Em suma, ele diz que o tempo não existe, embora tenhamos a ilusão do tempo.
Uma das duas principais famílias de soluções para esse problema tem caráter epistemológico e metafísico. Nessa visão, traçamos a visão de uma direção no tempo por causa da assimetria da causação. Sabemos mais sobre o passado porque os elementos do passado são causas do efeito que é nossa percepção.
(Wikipédia)
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário