Joseph Campbell conta:
É sobre um evento ocorrido em 1958, quando eu estava no Japão para o IX Congresso Internacional da História das Religiões. Um de nossos principais filósofos sociais de Nova York, que era um notável representante daquela reunião extraordinariamente pitoresca - um cavalheiro instruído, genial e encantador, que, no entanto, tivera pouca ou nenhuma experiência anterior tanto sobre o Oriente como sobre religião (na verdade, eu me perguntava por qual milagre ele estaria ali) - tendo nos acompanhado em nossas visitas a vários santuários xintoístas e belos templos budistas, estava finalmente pronto para fazer algumas perguntas significativas. Havia muitos membros japoneses no congresso, vários deles sacerdotes xintoístas, e por ocasião de uma grande festa ao ar livre no recinto de um fabuloso jardim japonês, nosso amigo se aproximou de um deles. "Sabe", disse ele, "estive presente em muitas cerimônias e conheci vários santuários, porém não consigo perceber a ideologia; não consigo perceber sua teologia." Os japoneses (vocês devem saber) não gostam de desapontar visitantes, e esse cavalheiro, educado, aparentemente respeitando a profunda questão do estudioso estrangeiro, fez uma pausa, como se estivesse em profundos pensamentos, e em seguida, mordendo os lábios, meneou a cabeça lentamente. "Penso que não temos ideologia", disse. "Não temos teologia. Nós dançamos."
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
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