Thurston Moore - (...) Nós vivemos em New York desde 1977. Desde aquela época, algumas bandas existiram com um tipo interdisciplinar de atividade, com cineastas e artistas visuais, e isso certamente saiu do mundo do Andy Warhol.
Vivien Goldman - E agora?
Kim Gordon - Eu acho que a cena musical ainda está muito não-comercial e vital. Mas o mundo da arte certamente mudou (...). É muito difícil encontrar alguém fazendo coisas experimentais realmente interessantes no mundo da arte hoje.
Thurston Moore - Não é uma teoria sólida, mas, no final dos 60 e no início dos 70, você realmente tinha essa linha divisória na cultura, em que a juventude era radical e os adultos eram quadrados. Mas agora há adultos radicais, de Neil Young a Yoko Ono. É disso que fala a música Radical Adults Lick Godhead Style. A cultura jovem radical está forte, mas completamente escondida do mainstream. (...) E isso realmente me excita, porque eu amo todas essas ótimas bandas novas, como Lightning Bolt, Black Dice, Erase Errata e Quixotic.
Vivien Goldman - E vocês ainda têm toda essa energia. Vinte anos depois. O que mantém o grupo fresco?
Kim Gordon - É divertido cantar quando Thurston escreve letras com o meu ponto de vista. Isso realmente confunde as pessoas.
Thurston Moore - Eu gosto de escrever letras para a Kim. Às vezes, eu escrevo como se eu fosse a cantora do Bush Tetras, a Pat Place, em 1978. Um monte de letras dela era "No-no, no-no-no", esse tipo de coisa pop niilista. Isso tem um efeito real em mim, como se eu tivesse 18 anos. Eu tenho sempre essa imagem em mente da Pat Place tocando. Tudo o que ela tocava era slide, grrwwwhhhii, grrwwhhiii, na guitarra. (...) Era a coisa mais legal que eu já tinha visto.
Kim Gordon - Você tem uma memória boa.
(Interview, 2002)
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