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quarta-feira, 11 de junho de 2003

A humanidade é burra. Um velho cutucou uma moça que estava sentada no banco do trem reservado para idosos, gestantes, deficientes e pessoas com crianças no colo. Ele fez a moça sentir-se constrangida e apontou para uma grávida que estava de pé, com cara de braba e os braços cruzados. Primeira dificultação. A moça levantou-se para ceder o lugar, mas a grávida permaneceu imóvel, com a mesma cara e os mesmos braços. Segunda dificultação. E o espaço permaneceu vago até que alguém, sem criança dentro ou fora da barriga, sem deficiência nem idade avançada, resolveu sentar. A humanidade sente prazer com a dificultação. Quando algo dá errado, faz questão de estragar mais ainda. Não se conforma e não percebe que depois do estrago só resta conformar-se e perceber que o estrago não foi nada, que ele não é nada. Que o verdadeiro estrago está no estômago acidulado pela burrice e a falta de autocontrole e a falta de preocupação com o bem-estar de si e dos queridos. E no aborrecimento, que o estragado ansia por promover, daqueles ao redor que ainda não estão acidulados. Ele trata de fazer com que o máximo de outros possível iguale-se a ele, para sentir-se melhor, em vez de tratar de si mesmo. Não há nada com que se preocupar. Tudo o que já foi feito não tem como evitar, então resta esquecer do fato PASSADO. Isso pode chamar-se otimização do estado de espírito.

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