Estou famoso na Procuradoria-Geral do Estado porque eu sou a única pessoa em toda a história do órgão que, na folha-ponto, justificou assim uma falta: "Problema pessoal da maior gravidade (anúncio de separação). Sem condições psicológicas para trabalhar. Sem coordenador para solicitar dispensa. Sem atestado médico para esse tipo de dor." (Isso foi lá em janeiro deste ano.) Os colegas consideraram-me corajoso por registrar "esse tipo de dor" num documento que seria aprovado (ou não, mas foi) pelo coordenador da procuradoria específica onde eu trabalho e, depois, usado como base para o pagamento do meu salário e arquivado na equipe de recursos humanos. Cristine Leão, uma procuradora que já não é mais minha colega, mas é minha amiga, disse ontem, numa festinha dos colegas: "Eu acredito na evolução da espécie e aqui está um exemplo", apontando para mim. Os colegas estão prometendo fazer uma comitiva para me ver tocando na Blanched, terça-feira. Ontem eu toquei gaita-ponto para eles...
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