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terça-feira, 1 de janeiro de 2002

Ontem foi foda. Anteontem eu fui dormir quando cheguei nos 8.000 dos 16.000 caracteres que devo escrever para a matéria da Aplauso. Dormi pensando em descansar e acordar bem no dia seguinte para tocar ficha e acabar de vez com a missão. Só que não começou bem. Acordei de mau humor. Acordei várias vezes com telefone tocando e a casa onde eu estou fica na margem da L1, em Brasília, e os carros passam sem parar. E as janelas têm micropersianas que não adiantam para nada e só há um tapa-olhos mágico capaz de fazer a pessoa dormir de verdade, sem ver luz e luz e luz. Mas tudo bem, tomei banho e me acalmei. Ia ter um almoço familiar nesta casa, só que eu não esperava que viessem sete crianças e seis adultos, treze pessoas fazendo barulho, crianças invadindo a salinha do computador querendo usá-lo apenas para ganhar de mim, para tomar o brinquedo da minha mão. Mas eu precisava trabalhar. Eu até já passei do limite de caracteres, mas falta incluir idéias e depois burilar e depois cortar um pouco. Depois do almoço fui dormir, esperando acordar numa nova era, sem extras na casa. Acordei com tudo igual. Alugaram Planeta Dos Chimpanzés (apes são chimpanzés, não macacos, seus tradutores bastardos!) e foi uma bela diversão, apesar do novo adiamento do término da matéria. Foi legal ver a Helena Bonham-Carter de chimpanzé, mas foi mais legal vê-la como humana naquelas frescurinhas bonus dos DVDs. É legal o jeito de ela se mexer, meio desengonçada. [FWD] Enchi a banheira com água fria, pois não descobri a água quente dela. Quando chegou no ponto, liguei as turbinas a massagem iniciou. Fiquei de pé, mas estava sem graça. Então desliguei os motores e decidi ver até onde eu agüentava mergulhar. Fui entrando milímetro por milímetro, como se fosse um ritual, e o gelo da água ia me esquentando de tão gelado. Mas foi bom. Só não consegui colocar o nariz dentro dágua nem as costas. Quanto tentei fazer isso, comecei a tremer e tive que sair, surpreendendo meus amigos e molhando o caminho até o banheiro e o quarto, onde tirei a roupa molhada, me sequei e fiz sexo.

Hoje começou bem, como um Contato MTV especial O Rappa. Deram uma aula de como ser uma banda boa, ainda que eles se preocupem muito com as mensagens sociais, e eu me concentro só nos efeitos que a música pode provocar na alma de uma pessoa. Massari entrevistando os caras, Yuka grande cérebro presente e direção de Rodrigo Lariú, o cara da Midsummer Madness está trabalhando na MTV?. O Rappa pensa tanto na mensagem que não sei se nota que faz um som único, de qualidade mundial. O ao vivo Instinto Coletivo, gravado no Opinião em Porto Alegre e que eu coloquei como quarto melhor CD do ano no Brasil para a pesquisa do Scream&Yell do Marcelo Costa, é para ter marcado o fim de uma fase da banda. Curioso estou para saber qual a próxima. "Estou ansioso para um novo disco de inéditas em 2002 e eu vou estar de volta tocando alguma coisa", disse Yuka.

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