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domingo, 20 de janeiro de 2002
Escrevendo. Comendo uvas niágara bem docinhas. Vendo o céu azul-amanhecer com nuvens avermelhadas-azuladas, um festival de combinações lindas de cores lindas. São ovelhinhas psicodélicas, cor-de-rosa sem serem tingidas como aqueles poodles podados. A prima do Leonardo foi atrás de comida e comprou para nós um pote de sorvete napolitano da kibon, mais dois saquinhos de stiksy e dois saquinhos de ruffles. E ainda disse que tinha só isso... Antes eu havia descoberto sem querer uma garrafa de coca-cola recheada de suco de vinho, sangari, sangria, aquela coisa refrescante que desceu como um elixir supremo da larica pelas vias bebetórias do meu organismo. Foi repeteco da Festa da Piscina na casa do Leonardo, marcando a despedida do estado de Baia Liberada. Eu não tinha levado maconha porque achei que o Eric e o Fábio levariam sua lata de pastilhas valda, mas eles não estavam lá. Cheguei e fui entrando, assustei as pessoas na janela, principalmente a namorada do Leonardo. Ele, o Leonardo, perguntou do material auto-reflexivo, e eu disse que não trouxe e ele quis buscar na minha casa, que é noutra cidade. Um motivo nobre era a vontade de se iniciar na arte de viajar de duas meninas de cabelos loiros, uma era simpática, parecia a Mariana Ximenez, tinha 19 ou 20 anos. Ela viajou bastante, até que a namorada do Leonardo teve uma emoção profunda da viagem que muitos infelizes classificaram como fiasco ou mico, então o rapaz levou as duas irmãs para dentro de um quatro e fechou. Nos privou de acompanhar um caso de segunda vez e um caso de primeira vez, desvirginamento da válvula redutora do cérebro. A outra estreante era namorada ou parente de um carinha que disse que mico já era o ato de fumar. E eu oferecendo o baseado para o Jesus crucificado em cima do vão que vai para a dupla cozinha da casa de três pisos. E há pouco se foi mais uma festa em que as pessoas não resistiram e fumaram a erva maldita, sagrada e angustiante ao mesmo tempo, um desafio para uma vida feliz. Tentei reproduzir os tons maravilhosos desta aurora com tinta guache numa folha de ofício. Vamos ver como ficou depois de umas doze horas de sono, ando dormindo muito e sonhando muito, uma vida inteira (ou meia) acontecendo na terra-do-nunca, no paraíso livre do sonho, onde podemos muitas vezes voar, ativar interruptores de lâmpada à distância, ter sentimentos de amor e tesão num mundo de fantasia, onde não existe parâmetro. Escrever. É a vida :D
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