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domingo, 13 de janeiro de 2002

Gostar do cheiro de uma outra pessoa tem a ver com o sexo, com o amor ou com as duas coisas? Vai dizer que você não se sente em casa sentindo aquele cheirinho na nuca do seu amor? Mas você cheiraria a nuca de suas amigas? Sim? Então não tem a ver com sexo. Pode ter a ver com amor de amigo. Ou com sexo de amigo. Mas você cheiraria a nuca de seus amigos? Não? Então tem a ver com sexo, mesmo, porque você não transaria com seu amigo. Mas também você não amaria seu amigo como poderia amar sua amiga, por ela ser do sexa da sua preferência sexual. Uma hora dessas vou pedir para uma menina Posso cheirar sua nuca?

Maconha é muito bom, não é? Quando eu conseguir terminar o meu site pessoal de acordo com um novo projeto, vou colocar textos sobre o assunto. Mas maconha é muito bom nas interações pessoais, não muito para viajar sozinho em casa, embora muitos sejam adeptos da máxima que a maconha é uma droga introspectiva. Eu gosto de ter viagens coletivas, de usar a expansão da mente para trocar idéias e energias, fazer exercícios coletivos de liberdade e imaginação. [Como ontem, quando eu pulei na piscina de madrugada. Tirei a camiseta e tive vergonha de tirar a bermuda na frente de todos os caras e de uma menina, que não viajam tanto quanto eu ou pelo menos não coletivamente, ou não demonstram. Tirei na garagem e fui com minha cueca preta apertada que está mais para sunga de banho pelo desconforto. Entrei até o joelho e a coxa estava com medo. Então viajei e fiquei mole, até deixar o corpo cair reto para a frente. Foi uma delícia. Tinha inimigos na piscina, um parecia uma folha e outro parecia uma mosca, ambos eram. Os chapados-sóbrios riam do chapado-chapado, o bobo da corte que já tinha imitado o Beavis e o Arnaldo Antunes (com a nossa-sua composição Tema do Sassá Mutema). Numa das voltas do mergulho bati palmas e fiz voz de foca, para tirar sarro de estarem tirando sarro de mim. Quando eu disse que o barulho que água fazia numa boca (aquela que evita que a piscina transborde) parecia o barulho de peixes que eles jogavam para mim na piscina, foi a gota d'água. Disseram Esse sabe aproveitar. Será que era sério ou era pejorativo?] Então o meu trauma é que em todas as sessões coletivas de auto-reflexão, eu sou o último a dormir, todo mundo vai pegando no sono por causa da maconha, se entrega aos mecanismos do cérebro e não aproveita os benefícios, apenas absorve os malefícios e o mínimo de bebefício para justificar o ato ilícito. Fumar para dormir? Que coisa pobre, muito pobre. Vamos acordar. Sonhar acordados. Ouvir músicas, olhar vídeos, conversar! Conversar aquilo que a gente não conversou quando o subconsciente estava alerta. Fazer demonstrações de amor, ou de carinho, ou de tesão. Ter idéias, ler textos, criar imagens no cérebro. Transcender, viver, ser feliz. Ou então é melhor dormir direto, sem a ressaca do dia seguinte, sem gastar com traficantes. Porque também é possível viajar acordado sem drogas. Depois que elas lhe ensinam o caminho, não é difícil chegar até lá. Ou pelo menos perto.

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