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sábado, 31 de maio de 2003

Existe algo mais ambivalente do que a SAUDADE?
Há muita coisa para escrever sobre hoje. Mas não agora. É preciso tranqüilidade e dedicação. Foi um dia especial. Inesquecível. Saiba depois por quê.
"Certeza firme é para os feios." (John Voyers)

sexta-feira, 30 de maio de 2003

AINDA procura-se baterista para O RESTAURANTE DO FIM DO UNIVERSO.
Josiane Camarotto é uma das meninas mais bonitas.
Em tempo: ontem não saía da minha cabeça a música Have You Passed Through This Night?, dos Explosions In The Sky. (Linda: substituirei a coletânea que eu fiz para ti por uma nova em que tal música toque numa estação de rádio bem sintonizada.)
Vem aí: Celebração no Jardim Zoológico - Parte II.
"As tevês me levaram pra outro lugar, junto com o sample de Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera. Foi uma espécie de dejavu, alguma coisa que me deu." (Gabriel Renner)
(Comecei a ler o Mate-me Por Favor da Manuela.) "Do meu ponto de vista, ninguém estava fazendo na música nada nem próximo da coisa real, exceto nós. Estávamos fazendo uma coisa específica que era muito, muito real." (Lou Reed)

quinta-feira, 29 de maio de 2003

Já imaginou o que se passa neste momento na mente, sei lá, do Ary Toledo? Já pensou que, neste momento, todas as pessoas que existem estão pensando, dentro de si mesmas? Já imaginou uma maldição de ouvir todos os pensamentos de todas as pessoas? (Isso já aconteceu ficcionalmente num Além da Imaginação.) Já pensou em quantas pessoas estão pensando em você agora? Ou então: quantos sonhos (quantas histórias malucas) estão se passando em mentes adormecidas, neste momento?
Se tudo se confirmar, dia 12 de julho tem um festival em Santa Maria, no qual tocarão Blanched & Tom Bloch (entre outras bandas). Em agosto tem show no Dr. Jekyll, novamente com a Viana Moog. (Alô Mack, vamos fazer aquele barulho de novo?)

quarta-feira, 28 de maio de 2003

Ressonância mórfica*. Além da telepatia do telefonema, que eu contei aqui esses dias, tem mais umas. Vou contar duas.

1. 1999. A Manuela entra no MusicZine. Eu estou no MusicZine. Ambos escrevemos sobre o disco 13, do Blur, para a mesma edição.

2. Domingo. Eu, no trem, indo encontrar a Manuela. A Manuela, no ônibus, voltando de Nova Prata. Ambos escutamos Strokes, na mesma hora.

*Peçam para o Marcos Ludwig explicar melhor.
Meu walkman: segunda teve Clinic (cuja primeira música tem a maravilha dum zumbido de enxame), ontem teve Mogwai Rock Action e hoje tem Mogwai Young Team. Que beleza. Impossível não sorrir e ter vontade de pular em plena calçada com o pandemônio de Like Herod. Eu já disse que o pós-rock é o máximo porque reúne as coisas boas de todos os estilos musicais? (Parece que ontem teve um programa no Multishow sobre pós-rock e orquestras. Alguém viu?)

terça-feira, 27 de maio de 2003

Fotos que a Jamile tirou e nas quais eu apareço: Fórum de dia e de noite e show de sábado passado no BR-3, o Muriel e eu (com a toalha do Dia da Toalha).
"o douglas perdeu o vigor. invés de canalizar a paixão para compor frases, ele se deleita com o sucesso do show que sua banda fez no último final de semana & um novo amor. sua produtividade deve estar canalizada em outros pontos. o douglas eu não vou cobrar porque daqui a pouco ele aparece com alguma novidade que vai me fazer feliz." (Felipe Dreher)

Num momento como este, muitas frases são compostas e reveladas para uma só pessoa. Mesmo assim, várias estão aqui e no LIAA. Se são vigorosas ou não, é subjetivo, e o que mais importa é que eu estou BEM. Obrigado por acreditar que vêm novidades de mim. E é legal saber que o senhor fica feliz com essas novidades. Minha placa de som voltou a funcionar, o que quer dizer que podem vir novidades a partir disso.

segunda-feira, 26 de maio de 2003

Um do Tequila Pub ainda. "O show da Blanched estava excelente: alto pra caralho." (Träsel)
Socorro! Estou preso com casacos em volta de mim! (Ligaram o ar condicionado do mundo, aqui.)
"Logo o show começa e achei este melhor que o de semana passada. O Muriel é muito importante no som da banda, é marcante a sua participação na primeira música. Desta vez tb pude ouvir o Daniel tocando, coisa que não tinha acontecido no show do Tequila. O show foi pesado, forte e simples, mais uma vez as guitarras do Douglas carregaram o som, deixaram tudo mais barulhento, mais melódico. Outra coisa que chama muito a atenção é a flauta que deixa a música ainda mais bonita. Não são todas as bandas que os integrantes são imprescindíveis e a Blanched é o tipo de banda que se todos não estiverem presentes no palco, a coisa fica muito diferente ou, diria eu, impossível." (Arlen Andrade)
Pré-confirmado: dia 10 de junho, Blanched no Sarau Elétrico. O sarau é realizado às terças-feiras, no Ocidente (esquina da Osvaldo Aranha com a João Telles, em Porto Alegre), a partir das 21h. Kátia Suman, Frank Jorge, Luís Augusto Fischer e Cláudio (?) Moreno fazem o sarau com um tema e mais um convidado, que, na ocasião, vai ser o Daniel Galera (baixista e guitarrista da Blanched). A canja musical dura uns 20 minutos.
Eu não falava com o Nelson Dutra desde que eu descobri que ele estava tentando convencer os outros de que eu era uma má pessoa (veja só, isso já havia acontecido comigo), por causa das diferenças que nós tínhamos como editores do MusicZine (a Manuela também era editora, de 1999 a 2000), que resultaram na saída dele e em muitas falações pelas minhas costas. Mas isso foi no Paleozóico. Hoje eu telefonei para o programa Radar, da TVE, e foi ele quem atendeu.

- O Boca tá aí?
- Não, o Boca não tá mais no Radar.
- Quem é o responsável agora?
- O fulano, a fulana e o Nelson.
- Algum deles tá aí?
- É o Nelson que tá falando.
- E aqui é o Douglas Dickel.
- Ô, cara, como é que tá?
- Bem.
- Onde tu tá agora?
- Na PGE.
- Procuradoria?
- É.
- Conseguiu uma vaguinha na assessoria?
- Não. Passei no concurso pra agente administrativo.
- E o que mais tu conta de novo?
- Eu tô namorando com a Manuela.
- Sério?
- Sim.
- Tu tá brincando?
- Não.
- Mas é firme ou só tá rolando?
- Firme.
- Tu vê o que é o destino...
" . . . ainda estou surdo daquela noise-jam do final... será que vou voltar a escutar?" (Muriel Paraboni)

Como eu estava tocando ajoelhado de lado para o meu amplificador, meu ouvido esquerdo direito passou o domingo surdo.
A Comment from your IUMA web page!

This is a message for Douglas Dickel from Fabiano

Oi Douglas

Assisti hoje o curta do Muriel na cultura e fiquei vidrado na música do final. Resolvi procurar na internet, sem muita esperança, e para minha felicidade cheguei aqui! Realmente adorei a música e queria te dar os parabéns!

Um abraço

Fabiano
Strokes de trem. (Update: ELA TAMBÉM estava ouvindo Strokes.) Dezessete horas e dezessete minutos e o sol entrando pela direita e atravessando um dos tijolos ocos grudados e em movimento. É meu ritual, já: segundo domingo em que apenas espero a hora de pegar o trem e ir ver o meu amor. A saudade mata. Sabe? Foi para ser HONESTO que eu escrevi as M A N U nas falanginhas da mão esquerda, de modo que aparecessem tocando. (E L A estão na falange do dedão.) This place is a zoo, you're right, it's true. Não consegui dar tchau para os meus FAMILIARES no aniversário da minha tia. Falei com o meu pai, comi e fui para casa, dizendo que já voltava. Voltei, mas não para ficar, mas não avisei. Não havia como ficar mais algum segundo vendo a seguinte seqüência de EXPRESSÕES HUMANAS:

1. alguém fala algo ENGRAÇADO;
2. todos URRAM e jogam o corpo para trás, explodindo gargalhadas agudas, numa sincronia bonita até - daria para uma cena do Lynch.

Gargalhadas demoníacas dos PARENTE do HIPPIE Douglas Dickel. Eles acham que a culpa por eu ignorá-los era da Madi. Não sabem que é deles. Disseram que a Manuela parece mais bonita do que a Madi. Por que diabos todos sempre têm que comparar? O CAMPEONATO mais longo de todos os tempos está sendo BARBA x NÃO-BARBA, com larga vantagem, até o momento, apra a NÃO-BARBA, embora o Rafael prefira as minhas fotos com a barba. A mãe dos meus irmãos por parte de pai acha que a barba é o meu visual mais feio de todos os tempos. Mais do que o cabelo vermelho, até. Agora tem nuvens cinza-violeta-rosadas no céu à direita, onde o sol está se pondo, no lado contrário ao sentido de rotação do planeta. Terminou o Strokes e agora eu vou providenciar outra coisa. Cat Power. Vou buscar a Manuela na rodoviária e acho que ela não sabe disso. Hoje não há crianças bonitas no vagão. Mas há a voz da Chan Marshall. Na outra vez era a voz do Michael Stipe MAIS as crianças bonitas. O que pensam agora, e falam, os meus PARENTES? Não era o que eu queria fazer, voltar lá. Eu queria apenas esperar a minha menina. Com a minha família de fato: o Marcos. Fizemos compras, incluindo uma garrafa de xarope de groselha com crianças desenhadas sorrindo. Tomei aquilo e tive um orgasmo saudosista. Tomei até demais. O Galera disse que eu como como um cavalo. A luz na rua já é rarefeita. Tem gente que ferra o cara pelas costas e na frente faz de conta que nada aconteceu. Aquilo foi simplesmente ridículo, meu caro. Não precisa me cumprimentar. Ou pelo menos não precisa falar comigo. Pelo menos por enquanto. He's related to you (hora em que o CD pula na gravação), he's dying to meet you. Um menininho está tomando nescau prontinho sem canudinho. Só no furinho. A mulher do meu lado já pensou bastante sobre o que eu estou fazendo neste bloquinho que perdeu recentemente capa e contracapa, uma tragédia. Mais pessoas em volta compartilham da curiosidade sobre a minha ação. Acabo de avistar a cidade. Estou chegando. É a próxima estação. Até. (Logo mais vem mais.)
A carência é individual quando estamos sozinhos. Quando estamos amando, ela é compartilhada e chama-se saudade. Ou inexistência da carência, por extinção.
"A Blanched parece Radiohead e Los Hermanos, só que com menos vocal e mais distorção." (um carinha que comprou o EP depois do show)
eu te amo.
é uma
necessidade
fisiológica
transpirar um
eu te amo.
ou suspirar.
"O show de ontem foi bom, e melhor ainda foi a apresentação catártica da Viana Moog e a jam session supersônica que o Douglas puxou no palco no fim da noite." (Daniel Galera)
" . . . alguns dos tradicionais metaleiros que freqüentam o BR-3 pararam junto ao palco da Blanched e ficaram vendo o show de boca aberta. Juro que eu vi estupefação naqueles olhos. Coisa bonita de se ver." (Charles Pilger)

sábado, 24 de maio de 2003

Estamos indo para o lugar do show, que é ali no quintal.
"Descubram quem escreveu o que no espaço abaixo." (Douglas Dickel)

estamos aqui escutando o show da blanched (pq a imagem nao nos mostra nada. e a música ficou bem registrada). :))))
na tevê só se vê o escuro e as luzes das tevês dentro.

mas daqui a pouco a banda vai se mostrar de novo, e cada vez mais bonita. as pessoas estão felizes.

tah todo mundo celebrando, o setlist esta nascendo...

minha meia está caindo, olha meu sapatinho!

e a meia dela está caindo também!!!
e o sapato não é meu.
o sapatinho é meu...
oi!!!

transcendência
(simples).
ingredientes:

minha mente-alma,
meu amor pela manuela,
vespertine no walkman,
início de noite de sexta,
frio, luzes amarelas,
caminhada de 20 minutos
pela borges de medeiros,
fim da semana de trabalho.
De: "Muriel Paraboni"
Para: "Douglas Dickel"
Assunto: Sexta
Data: Sat, 24 May 2003 00:35:21 -0300

Essa é pro teu blog:

. . . por onde quer que eu andasse ou olhasse ao horizonte deste dia que passou o tempo todo brincando com as luzes, com as texturas, com as temperaturas e com as cores todas. Aqui dentro e lá fora. O tempo todo. A chave afinal tilintou seca na fechadura que abriria a porta do meu refúgio. A lufada que então senti no rosto era mesmo a mão quente de um longo e sensual afago de mulher. A pele macia. E morna. Lisa. E crua. Acamando-se pela superfície da pele e devagarinho penetrando por entre os poros que o dia cretino sujou. E assim quente e lentamente se foi o aconchego de minha casa delizando para dentro da alma e logo ela a alma já estava tomada pelo reconforto da paz. A partir daquele instante a ordem era deixar o dia lá fora. Lá longe. Lá fora. E aqui dentro, aqui dentro seria diferente. Puxei o aparelhinho de som pra dentro do banheiro. Peguei a luminária do quarto e apontei ela para o espelho. Apaguei as luzes. Só a luminária. E o reflexo. Do espelho. Liguei o chuveiro bem quente. E deixei esquentar por um tempo. Coloquei pra tocar a faixa três do "F# A# Do", deles mesmos, dos "Godspeeders", e embarquei então numa deliciosa odisséia espiritual por entre as rajadas quentes da água que caía redentora pelo corpo. Os poros pouco a pouco se foram abrindo, abrindo, abrindo, e purificando, purificando, purificando. Senti o ar entrando e renovando os pulmões. A vida regressanto à sua morada. Ar. Ar. Ar. Os músculos se iam relaxando. Aquela música magistral levava minha alma à passeio pelo espelho que no céu se fazia de minha própria figura. Pouco a pouco o coração aquietava. E aquietava. E aquietava. O alívio tomava conta do corpo. E tudo era leve como um sonho. Eu sentia a água quente massageando as costas, os ombros, a espinha dorsal do meu corpo, os nervos, as emoções. (...) E foi então que a Andréia chegou lá em casa. Outra imagem que me reafirmava que o tempo aqui dentro era outro e diferente daquele lá de fora. Outra prova de que as coisas agora haviam mesmo voltado ao normal. E estavam diferentes de antes, e do tempo e do dia lá fora. E estavam bem. Ela sorriu longamente. E em silêncio. Me olhando na penumbra da sala. Depois sentou. E então percebi que parte daquele sorriso era mesmo meu. A outra ela tirava de si mesma. Ela me narrou em pormenores como tinha sido a sexta-feira dela. (...)

(Muriel Paraboni - 23/05/2006) Partes selecionadas por mim.
Overdose Blanched. Blanched hoje na rádio Unisinos (das 18h às 19h) e no Jornal VS (na contracapa).

sexta-feira, 23 de maio de 2003

O trabalho sem nada para fazer vira uma jaula.
E depois daquele temporal todo, meu resfriado NÃO voltou!
Um longo passeio à eternidade: como Kurt Vonnegut conheceu sua mulher (IMPERDÍVEL para os que gostam do amor).
Eu sou um novo homem.
Quando abriu a porta do elevador eu já senti a ventania lá fora. Saí, e já começou a chover, e a ventania virou a minha sombrinha do avesso. Tive que segurá-la como se eu fosse um windsurfer. Logo eu estava tomando um banho gelado: sentia a água gelada escorrendo por todo o corpo, entre ele e os tecidos das roupas. A melhor saída é conformar-se. Não há nada a fazer. Não demorou para a sombrinha quebrar. Larguei-a no primeiro lixo que encontrei. Fui caminhando impávido, caminhando dentro de poças, tendo o cabelo lambido pela água e o rosto como calha. Sentia que o movimento contínuo mantinha meu corpo aquecido. Minha alma já estava. Impermeável. Quando eu tinha que parar por causa das pessoas mais lentas na minha frente, eu sentia a roupa encostando na pele e esfriando-a um pouco. No túnel do metrô, como se eu tivesse saído de uma piscina, torci minha camiseta e molhei o chão perto da escada rolante. Dentro do trem, sentei no chão, encostado na porta, e dormi ouvindo Spiritualized no walkman. All I want in life is a little bit of love to take the pain away, getting strong today, giant step each da-a-ay. Da Estação São Leopoldo até em casa, novo banho gelado, desta vez com a proteção extra do casaco-do-vô que até então estava seco e me esquentando.

quinta-feira, 22 de maio de 2003

"A Blanched, vinda de Novo Hamburgo, passou por várias mudanças em sua formação, abrigando agora mais ambição e dissonância em sua sonoridade. As composições da banda usualmente são contruídas em camadas sutis que denotam um forte teor emocional, culminando em explosões destruidoras de barulho. A banda tem claras intenções vanguardistas e o rótulo 'pós-rock' se adequa perfeitamente à estética adotada pela grupo, resultado de uma grande influência de grupos experimentais como Mogwai, Radiohead e Slint. O tipo de show que deixa diversas marcas indeléveis na pele. A banda já conta com dois EPs, Blanched [2001] e Ter Estado Aqui [2002]." (Diego Fernandes)

quarta-feira, 21 de maio de 2003

A história sempre tem seus requintes, como as coincidências-ou-não: seis meses exatos & duas pescarias de pescarias.

1.

From: "Douglas Dickel"
Date: Wed Nov 6, 2002 11:28 pm
Subject: Blanched

Leonardo Fleck> Douglas, aceitamos sugestões significa: aceitamos sugestões de guitarristas e guitarristos, inclusive auto-sugestão.

Eu me auto-sugiro. Guitarristo.

Douglas

2.

From: "Manuela Colla"
Date: May 6, 2003 almost 07:00 pm
Subject: sem subject, foi ao vivo

Se tu quiser ser meu namorado eu deixo...
Tem conversa com a Blanched no Programa do Ouvinte da Unisinos FM 103.3, na próxima terça-feira (dia 27), das 20h às 21h.
Comentário no blog do Apanhador. "A noite de Sábado em NH com Blanched poderia ter durado a noite inteira se não houvesse uma limitação das músicas a serem tocadas. O grupo está no limite máximo da superação musical. Parabéns." (Carolina Bettim)
Flyer do show de sábado (Viana Moog e Blanched):

<img src="http://www.oapanhador.net/imagens/blog/vianablanched_flyer.jpg">
"Ninguém está aqui pra puxar o tapete de ninguém. Em um primeiro momento é importante que as pessoas gostem de rock de uma forma geral. Depois, que diferenciem rock de folclore." (Leonardo Fleck)
O outro rock gaúcho
Por Daniel Spot
(Site Candango. Fico devendo o link.)

"A cena independente do sul do país é uma das mais comentadas do Brasil. Fala-se que lá as bandas são unidas, organizadas e o público realmente apóia os eventos. Quando se menciona essa cena, alguns nomes logo vêm à cabeça: Cachorro Grande, Feichecleres e Tequila Baby. Mas o rock gaúcho é formado apenas por grupos for fun? Pode ter certeza que não. Apesar de não muito conhecido, existe todo um conjunto de bandas no Sul que não são engraçadinhas nem filhotes de Cascaveletes, e não seguem à risca a cartilha de Joey Ramone. Músicas mais tristes, ou com mais poesia, mais densas... Várias são as vertentes. E influências de Sonic Youth, Radiohead e Jesus And Mary Chain também são comuns. E aí temos uma outra cena, formada entre outros por Superphones, ESS e as três que daremos enfoque aqui: Blanched, Tom Bloch e Deus E O Diabo. (...)"

Uma vez eu escrevi aqui que eu poderia morrer feliz porque eu já tinha sido convidado para tocar nas três melhores bandas do Rio Grande do Sul. O Daniel Spot, do fanzine Cheirando Cola, de Brasília, concorda comigo, e eu me lembro daquilo que eu pensei e fico feliz.
Ladies and gentlemen we are floating in space
(Spiritualized)

All I want in life's
A little bit of love
To take the pain away
Getting strong today,
A giant step each day

(...)

I will love you till I die,
And I will love you all the time
So please put your sweet hand in mine,
And float in space and drift in time
All my time until I die,
We'll float in space just you and I
So please put your sweet hand in mine,
And float in space and drift in time.

(...)
Céus. (ALÉM deles.)

terça-feira, 20 de maio de 2003

"Recados: Manu: (...) Você e Douglas me enchem de alegria só por estarem ali, abraçados e sorrindo um para o outro." (Josie)
Ainda mais Blanched. "No sábado: O certo é que senti um medinho de pegar o trem, ir até São Leopoldo, entrar numa casa estranha, conhecer tantas pessoas estranhas. Mas a Blanched redimiu meu medo. Isso também é certo. Foi alto, impressionante, lindo, lindo. Queria também ter sentado no chão, bem pertinho do palco, mais no meio do barulho. Fechar os olhos como os garotos tocando. Na próxima semana eles tocam outra vez, e juro que queria ver de novo, ouvir com mais calma, confortável." (Josie)
E, de quebra, O RESTAURANTE DO FIM DO UNIVERSO vai voltar, COM BATERISTA! Stay tuned.

segunda-feira, 19 de maio de 2003

Fotos espetaculares do Henrique Fanti: as tevês (que eu acho que têm que ficar na banda), a Madi (sensível, absorvendo a intensidade das músicas), eu (com a guitarra reserva) e parte do equipamento.
Mais impressões sobre a Blanched. "O show começou com a música acima, as duas guitarras e o sampler me deixaram estranhamente sensível, e eu quase comecei a chorar. mas as lágrimas não vieram e se transformavam em arrepios cada vez que era tocado tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera." (Fagner Marques)
Scott Weiland foi a primeira voz que cantou para mim hoje de manhã. Bela voz. Ele ainda está vivo? (Fita com as trilhas de Great Expectations e Trainspotting no meu walkman.)
Mais fotos: eu e a Manuela com o Mojo e com o Marcos, eu tocando e o Kó, uma das quatro tevês e o toca-sample em cima da tevê.
Blanched: próximo sábado (24) tem mais, no BR-3 com a Viana Moog.

domingo, 18 de maio de 2003

Fotos do show: (por enquanto) eu e o (por Bruno Galera).
"Blanched. Há muito tempo que eu incomodava o Leonardo e o Douglas para que eles fizessem um show e eu pudesse assisti-los ao vivo. Pois, valeu a pena esperar. Foram momentos de muita emoção, fechei os olhos e deixei o som entrar pelos ouvidos e tocar fundo no meu coração. Beleza é o que posso falar da apresentação deles. Muito noise, coisa que sou chegado e, muito peso, na medida certa, combinada com a flautinha discreta e maravilhosa em meio ao caos das guitarras magníficas do Douglas e do Léo. Felizmente a participação do Muriel nos teclados não atrapalhou o som, melhorou muito. Isto que era uma incógnita para muita gente, muitos ficavam com medo da Blanched com teclados mas nada ficou a desejar, o cara tocou na medida certa, não atrapalhou e apareceu o suficiente. Acredito também que o Douglas deixou mais bonita a banda. Posso comparar com a banda antes com o Israel através do ep “Ter estado aqui” e tipo, o Douglas melhorou muito o som. Lembrou muito meus heróis Lee Ranaldo(Sonic Youth) e Johny Greenwood(Radiohead)." (Arlen Andrade)
"And in the end, the love you take is equal to the love you make." (Vocês já sabem de quem é.)
"Dá para perceber que temos aí uma banda conceitualmente integrada, onde todos tem uma visão no que se refere a onde eles querem chegar. (...) E quanto às músicas novas? Boas, ótimas, sensacionais. (...) O destaque todo especial que dou é para Um Palhaço No Campo De Concentração, onde o Muriel assumiu a terceira guitarra. Sim, Blanched com três guitarras conversando perfeitamente entre si. Há momentos que definem a beleza, e esse foi um desses. E é legal comentar uma coisinha: logo no começo do show não tive dúvidas e sentei no chão. Acho que a melhor forma de curtir o show da banda é assim, e como eu sei que ninguém vai pogar num show da Blanched (loucos existem, mas não a tal ponto) fiquei lá, curtindo, viajando nas várias texturas que alisavam meus ouvidos. Depois do show o Leonardo chegou e me disse Tu fez o que eu queria que todo mundo fizesse mas que eu esqueci de pedir :)" (Charles Pilger)

" . . . acertada essa decoração de palco -- deu um clima legal à apresentação. (...) Marcelo Koch mostrou-se o grande destaque da noite, com baquetadas eficientíssimas e bem dosadas, sem excesso de técnica e capacidade invejável de se manter no tempo e carregar o som da banda. (...) Gostei particularmente de Cada Um, belo épico suave e angustiante que termina na tradicional e bem posta explosão de distorção. O vocal do Leonardo complementado pelo Douglas ficou harmonioso, num momento da música em Mogwai e Joy Division andam de mãos dadas sem se estapear." (Bruno Galera)

mack
por ter estado lá hoje estou melhor...
domingo, 18/05/2003 @ 14:36:19

mack
encantado | encantador...
domingo, 18/05/2003 @ 14:38:12
"E eu inocente, fui buscar o que tinha esquecido(lógico só não esqueço a cabeça), quando avistei o MEU irmão LINDO.
Logo pensei: "A Manu está por perto."
Foi quando olhei para a esquerda e vi uma linda moça deitada sobre a cama. Parecia uma deusa ao telefone.
Nunca tinha imaginado que ela seria tão linda. Tão apaixonante...
Foi impossível segurar a emoção ao vê-la.
Tive que abraçá-la.
Tive que beijá-la.
Tive que tocá-la para ver se era real.
Era, bem real. E foi nesse momento que eu descobri que o meu irmão é um cara de muita sorte." (Nay)

Filha da puta.

: ~~~~~

:D

Ela ENXERGA.

Sortudo(s).

Eu amo essas meninas. Desculpem por eu estar escrevendo tanta coisa bonita, OK?
Hoje eu tou melhor. Ontem foi um dia histórico. E ele começou às 22h15 de sexta-feira. Os choros da Manuela e da Madi diante das músicas da Blanched são os melhores elogios que eu já recebi como artista: infinitamente mais densos que palavras. Para mim, foi o melhor show que uma banda comigo já fez. O sample e as tevês funcionaram muito bem. Um outro grande elogio veio do Coelho, o técnico de som, mesmo sem querer elogiar: "Jamais alguma banda tocou nessa altura. A polícia vai aparecer."

sexta-feira, 16 de maio de 2003

Vejo rosas caindo enquanto leio estes comentários ; )
Prevejo canções de amor.
Confirmo a minha lista de convidados, onde ao lado de Douglas e Marcos constava "+ 1".

(Thiane)
Grandaddy no walkman. O cara que canta é um filho da puta. (Assim como o Lee Ranaldo é um filho da puta.) Só música boa em fones de ouvidos consegue desemperrar os ponteiros dos segundos dos relógios quando a saudade encontra-se com o ócio no trabalho. (Mas eu só trouxe uma fita e ela já acabou...)
Telepatia existe. Eu já sabia que quando eu tinha uma intuição muito forte era certo que ela estava certa. Mas hoje foi demais, foi para não ter dúvida. Eu não estava conseguindo falar com a Manuela. Certa hora, eu fui até a janela e tentei identificar o prédio dela, que dá para ver daqui. Olhando para aqueles lados, tive a sensação de que naquele momento eu poderia telefonar que ela atenderia. Telefonei, e ela atendeu.

- Bá, acabei de ligar o fio do telefone.
- Eu sei.

quinta-feira, 15 de maio de 2003

A vida está muito boa.
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo.

6. O tamanho importa

. . . Brooke Shields e Uma Thurman, de 1,82m, Nicole Kidman e a falecida Princesa Diana, de 1,78m, e Cameron Diaz e Gwyneth Paltrow, de 1,75m.

Antropólogos afirmam que há culturas em que os seios não são considerados sensuais.

As mulheres são os únicos mamíferos que desenvolvem seios redondos na puberdade e os conservam, estando ou não produzindo leite. Os outros mamíferos têm peitos que incham somente quando estão cheios de leite, se reduzindo quando termina a amamentação. Os seios não são símbolos sexuais em outros animais, de jeito nenhum, já que indicam se uma fêmea está grávida, amamentando ou se é estéril. Para os chimpanzés, gorilas e orangotangos, os seios são desestimuladores sexuais.

Desmond Morris sugeriu que os humanos desenvolveram seios grandes e redondos como uma maneira de desviar o interesse masculino para a parte da frente e encorajar a união face a face.

Com tanta comida disponível e tão pouca energia gasta, não é de admirar que as cinturas estejam se alargando.

Não somos preguiçosos, hipócritas, glutões ou malvados, somos humanos. E temos de lidar com milhões de anos de evolução, que selecionou pela capacidade de comer com grande apetite, armazenar gordura e consumir o máximo de gordura, sal e açúcar. Estamos adaptados a um mundo de fome periódica provocada pelas secas, inundações, terremotos e a escassez de plantas e caça.

A razão por que nos tornamos obesos não é um mistério: temos comida em abundância, um corpo não equipado com freios suficientes para gordura e doces e organizamos o mundo de modo a precisarmos cada vez menos de exercícios físicos para sobreviver. Somos obrigados a fazer o que não é natural: a recusar comida e nos envolver em uma atividade sem propósito em nome de queimá-la e manter nosso corpo em forma.
Teve matéria sobre O Apanhador no Segundo Caderno da Zero Hora de hoje, incluindo divulgação do show da Blanched no sábado.

[a matéria]
[special edition]
Atenção pessoas que se correspondiam comigo através do meu e-mail do BOL: abandonei aquele TROÇO, portanto comecem a escrever para o Yahoo. Antes da @ é tudo igual e tem o .br no final (tem que ser assim para os abutres não comerem meu endereço). Se alguém mandou e-mail nas últimas semanas e não obteve resposta é porque minha conta não abre; então manda de novo, para o novo endereço.

PS: Por falar em abutre, aqueles que eventualmente o são, de alguma forma, que deixem as outras pessoas desfrutarem de sua felicidade. Obrigado.
Parece que hoje tem eclipse total da lua e sábado vai ser lua cheia. Céus.

quarta-feira, 14 de maio de 2003

Que saudade que eu estou destes dois!
Estou preso na escuridão. Ragnarok. Eu acordo, é escuro. No meu segundo despertar, que é a saída do trabalho, é escuro. Quando vai voltar o Horário de Verão? Quero passear no sol, com o sol.
Talvez o talento para o enquadramento fotográfico seja uma das melhores provas de gosto estético visual de uma pessoa.
"sonhei com uma flor que virava uma antena. uma árvore de telefones celulares. um trem-bala de vagões de cachorros. um cigarro que encarnava deus." (Felipe Dreher)

terça-feira, 13 de maio de 2003

Eu ganhei um chaveiro-urso chamado Roward. Ele tem um R vermelho na camiseta azul-claro. Ele é marronzinho, quase do tamanho de um palmo, e tem olhinhos e nariz e boca e unhas-não-unhas pretos. Viu Sintonia De Amor?

segunda-feira, 12 de maio de 2003

Indo de trem a Porto Alegre, ontem.

A beleza depende da sintonia

Para ler (melhor) este texto, fume e coloque Sweetness Follow no fone de ouvido. Alto. Grave. Pois. Eu conheci no trem a menina de quase quatro anos mais linda do mundo. Ela olhou para mim e eu olhei para ela. Eu não conseguia esconder a alegria de ver alguém tão bonita - nem dos pais dela. Desde a Estação São Leopoldo, havia um casal sentado no banco oposto ao meu. A mulher era bem bonita. Entraram duas menininhas negras bonitas. A menor, de uns cinco anos, não conseguiu lugar para sentar, mas ganhou colo da mulher bonita. Ouça a música. R.E.M. Veja a menininha sorrindo de alegria e conforto. A mulher sorri muito, também; pergunta coisas para a menininha, que tem uma ferida rosinha na testa redonda. A mulher observa os detalhes das trancinhas da menininha, ajudando com os dedos da mão. Como as crianças são mais bonitas. Só não mais que o meu amor. Agora: Nightswimming. "Water. They cannot see me naked."

11/05/2003, 17:13

P.S.: Se eu fosse visitar a Gabriela, demoraria menos. Que espera.
"Desejo me pronunciar a favor da Natureza, a favor da mais absoluta liberdade e do estado mais absolutamente selvagem, em contraste com uma liberdade e uma cultura meramente civis - quero defender o homem como um habitante, uma parte e uma parcela da Natureza e não como membro da sociedade. Quero que meu pronunciamento seja radical, se isso o ajudar a ser enfático, pois existe gente suficiente para defender a civilização (...)." (Henry Thoreau)
o Douglas está namorando a Manuela Colla.

e eu estou namorando a Nay! : )))

(Marcos Ludwig)
Cadeialimentar
(Astromato)

...
A morte gera a vida
O mundo se recicla
Só você e eu

domingo, 11 de maio de 2003

Sábado que vem vai ter show da Blanched com a nova formação e com a minha velha idéia de iluminação de palco, e a Manuela vai estar junto comigo. Céus, obrigado.

sábado, 10 de maio de 2003

"Meus amigos estão se apaixonando, mas ssshhh, fala baixo, esse assunto é piegas... Depois da tempestade de rompimentos e desilusões dos últimos meses, agora, aparentemente, um novo ciclo começa." (Leonardo Fleck)
Sobre o jornalismo: "A maior parte das novidades não fala ao nosso espírito. É a mais mofada das repetições. (...) Que importância têm elas, mesmo no caso de o planeta explodir, se não há um grão de caráter envolvido na explosão? (...) Não leiamos os Diários. Leiamos as eternidades." (Henry Thoreau)
Caco e Carol se formaram hoje. Eu fui ver. A Carol falou, no discurso, dos amigos de música dela, do "Doug, que deve estar por aqui também", "Aqui", "Oi, Doug". Ela chorou porque vai embora e por outras coisas e eu chorei por minutos. O Caco também me viu e me citou e eu gritei o nome dele. Depois peguei o trem e fiz uma re-seleção nas minhas letras de música.
De: Bruno Coelho
Data: 09/05/2003 09:53
Assunto: troca de material


Olá

O meu nome é Bruno e sou o baterista dos Bypass [leia mais sobre a banda em posts anteriores]

Admiro mto a tua procura de novos sons e contactos, acho q devíamos trocar material de modo a conhecermos melhor o q se faz do outro lado do oceano

tentei ouvir no vosso site mas não consegui, tentei até inscrevendo-me num site qq de mp3s, enfim, sugiro q troquemos moradas para o efeito:

Bruno Coelho

Largo da Eira da Pedrinha, 2 - Amoreira

2705-431 S.JOAO DAS LAMPAS

PORTUGAL

já agora, como curiosidade, quase na mm altura recebemos um e-mail de uma rádio de São Paulo a pedir-nos material, Coquetel Molotov é o programa de rádio, talvez conheças??

um abraço e boa música

Bruno/Bypass

sexta-feira, 9 de maio de 2003

(Mais) trem, 5 de maio de 2003.

[nosso carinho eterno]

nosso carinho eterno
não merece palavras.
para não sacrilegiá-lo,
merece o silêncio
comunicativo das almas,
o silêncio reativo
da química incomum,
o silêncio estático
da sintonia única,
o silêncio aerado
dos corpos vivos
em total conforto.

se não for você,
então quem seria?
"Com pouquíssimas exceções, as formas de ganhar dinheiro são todas degradantes. Se você fez alguma coisa pela qual recebeu apenas dinheiro, aí então você foi vadio de verdade, ou pior ainda." (THOREAU, Henry. A desobediência civil e outros escritos.)


Something we did changed everything.

quinta-feira, 8 de maio de 2003

Eu ando encontrando pessoas duas-em-uma. Exemplos: Timothy Leary e Andy Kaufman (do Jim Carrey), Russel Crowe e Martin Donovan.
Samantha agora também é capacitora de fluxo . (Lembrando a ela e ao Tony que o único padrão do Explorers é que as histórias sejam contadas como se fossem histórias mesmo, sem falar, por exemplo, no fim: "aí eu acordei". OK?) Espero que esse blog seja mais conhecido agora, com os novos contadores de sonhos.

quarta-feira, 7 de maio de 2003

(Só avisando que o link que não estava funcionando - e dificultando entendimentos - agora está.)
Criado está o grupo para facilitar a reunião de interessados e a marcação de partidas do jogo de Segunda Guerra Mundial chamado Medal Of Honor, numa LAN house de São Leopoldo. Para unir-se à diversão, mande um e-mail em branco para: bazuca-subscribe@yahoogroups.com
Deixaram e pisoteaream para mim, na calçada da Borges, uma capa-contracapa do Segundo Caderno da ZH de ontem. Vi-a no chão e juntei-a e continuei caminhando e comecei a procurar o que era para mim ali. Era a nota sobre a Tom Bloch na página do Roger Lerina. Eles finalmente participaram do Programa do Jô.

terça-feira, 6 de maio de 2003

Trem, 5 de maio de 2003.

[you are my favourite star]

se eu desconserto as estrelas,
tu és o sol, oh pessoa linda!
tão enorme que doem meus olhos
e as noites me desconfortam.
eu tanto quero morar no teu fogo
que tenho medo de te atrapalhar.
mas como eu poderia adorar a lua,
se a luz dela és tu quem a empresta?
como sentir-me-ia vivo sem
mergulhar convicto no teu calor?

Guaipeca, 6 de maio de 2003.

- Sabia que são sete horas?
- Não.
-
-
- Agora tu sabe. São sete horas.
Meu deus do céu, o que está havendo? As ruas estão servindo apenas para, elas e a gravidade, evitarem que eu me solte no espaço. Na verdade, minha alma já está lá, dançando no infinito. Uma sensação estranha é esta de parecer que as coisas estão mais rápidas e devagar ao mesmo tempo. Eu penso que não pode ser verdade, de tanto que eu mereço e ela merece e nós merecemos e nossos amigos merecem e a vida merece - e muito. Lentamente, meus olhos fecham e abrem, e fecham e abrem, e eu respiro e estou vivo. A história está andando, o universo não paralisou e num final o bem sempre vence o mal.
Começos de discos têm uma certa facilidade de se tornarem a parte preferida, uma vez que se considera com mais simpatia algo que já conhecido (reconhecimento) e levando em conta que se começa a ouvir o disco pelo seu começo e que é grande a probabilidade de não se ouvi-lo até o fim.
"a indiferença carcome a minha alma. não existe esperança. não existe luz. já não quero mais abrir a boca. ela me trai. ela me machuca. ela me devora de fora pra dentro. e por ela só entram ratazanas. e sombras. não quero mais sair de casa. nem do meu quarto. nem de dentro de mim mesmo. nem da morte de minha alma. o corpo é decrépito. tem ação própria. perambula sozinho pelo patético mundo dos mortos. dos mediados. dos nada. o corpo podre se socializa. o corpo podre é aceito. o corpo podre é celebrado. é amado. a alma brilhante se esconde por entre as farpas pedidas e úmidas desta carcaça imberbe que é apenas corpo e mais nada. não quer ser rejeitada. não quer ser vista nem lembrada. nunca mais. aqui não há credo. não há esperança. e não quero que ela exista. que surja. que perdure. desejo secar. desejo espremer as últimas gotas azedas da alma. e secar. despir-me do sentimento que sempre ofereço de graça ao mundo que é miséria e que é nada. guardar. catalisar. reservar. acumular dentro de mim todo esse sentimento. toda essa emoção. em silêncio. sem abrir mais a boca. e sem esboçar mais sorrisos. nem qualquer emoção. guardar tudo em mim. tornar-me selibatário de mim mesmo. isolar minha alma dos entes mundados. são eles que nos fazem sofrer. deixar que o corpo assim decrépito caminhe por entre a massa e faça as suas vezes sociais. que é o que eles querem. é o que eles gostam. e então usar todo o sentimento para o nada. que é a arte. que sou eu. e que e é e sempre será a única coisa que realmente importa nesta vida. só não sei pra que." (muriel)
Tony é o novo capacitor de fluxo do Explorers. (E Manuela é a nova drugue do Apanhador, já há duas semanas.)
Estou num momento desfavorável para a leitura e a criação poética. Nunca terminei uma composição musical comigo mesmo. Improvisos ou criação de arranjos junto com a banda é o que eu faço a qualquer momento.
The Sky Is Falling (Songs For The Deaf, Queens Of The Stone Age) está involuntariamente em REPEAT INFINITO na minha cabeça SURDA pelos shows de ontem. Dave Grohl é um CAVALO (ele é um BATERISTA). Josh Homme, idem.
Fale mal de mim
(Autoramas)

Você fica irritado comigo
Só porque você me acha mais bonito que você
Você já fica todo nervoso
Quando te dizem que eu sou mais talentoso que você
Sua vida anda mesmo sem graça
Pois a única saída que você acha é me difamar
Isso até que veio bem a calhar
Eu estava precisando de alguém para me divulgar

Fale mal de mim
Fale o que quiser de mim
Mas por favor, não deixe que em nenhum momento
Eu deixe de estar no seu pensamento
Fale mal de mim
Fale o que quiser de mim
Porque todo mundo que te conhece
Sabe que é isso o que você merece

Minha reputação continua intacta
Apesar de todas estas historinhas que você inventou
E se a vida pra você é uma disputa
Lembre-se que pra todo o jogo há um perdedor

Você sabe que eu nem sei
Que eu te falei
Isso vai matar você
Isso irrita você
Sabe que eu nem sei
Que eu te parei
Isso incomoda você
Isso vai matar você
Sabe que eu nem sei
Que eu te parei
Isso incomoda você
Isso irrita você
Sabe que eu nem sei
Que eu te falei
Isso incomoda você
Isso vai matar você

segunda-feira, 5 de maio de 2003

"no começo do ano enviei uma carta pro tomyork. tava escrita em português. falei que seria legal se o radiohead viesse fazer uns shows no brasil. comentei o quanto a banda é massa, como acho as músicas engraçadas, fiz um texto sobre o douglasadams pra eleler & que pelo menos quatro pessoas que eu conheço iriam no show deles (numa tentativa de convencê-los). expliquei, também, que se não tivessem onde ficar, dava pra por umas barracas no quintal aqui de casa. ele ainda não respondeu, mas acho que já pediu pra alguém traduzir." (Felipe Dreher)
Coisas que eu queria MUITO fazer em vez de trabalhar hoje de tarde:

1. continuar com a Manuela
2. chorar
3. dormir
Parabéns por tamanha nudez. "Eu fiz amor muitas vezes com poucas pessoas (2...), pois quando não faço amor não faço nada, fica pela metade e daí então parece que eu dei a volta na quadra e voltei pro mesmo lugar. Não chega a ser triste mas perco tempo, iludo a pessoa, e fica aquela coisa doída envão... Eu me acho infantil sexualmente, não pela minha performance, mas pelas minhas experiências. Samantha por Samantha tem poucas referências de qualidade, no amor...." (Samantha Carvalho)
Bandas sem baixo não chegam ao estômago.
"Como você se sente agora, que o seu blog chegou às 10.000 visitas?" (Frances)
O pai do Kó encontrou um pão com manteiga num pacote de açúcar União.
O tubarão é infalível, indestrutível, invencível, insuperável. É uma máquina, um monstro. Ele tem sete sentidos e duas carreiras de dentes em forma de triângulo muito mais pontiagudos que Doritos. Ele existe desde antes dos dinossauros. Não bastasse uma única mordida, que já bastaria para estraçalhar e matar, ele ainda sacode o morto. Não bastasse morder e sacudir, ele leva o bicho até o fundo do mar para que ele tente voltar à superfície e canse. Então, não bastasse tudo isso, ele morde mais uma vez e chacoalha mais uma vez. O tubarão é o cara, velhinho. (Não tem nem para o leão.)
"E é interessante ver que pelo fato da festa ter começado cedo às 2 da matina eu tinha a sensação de que já era tarde, muito tarde, tanto que fui prá casa dormir." (Charles Pilger)

" . . . horário confuso. Não é um horário em que as festas costumam acontecer. As pessoas agem por condicionamento." (Tiago Ribeiro)

É justamente isso. Se a cultura fosse modificada, o fim de semana não seria um inferno de desregulação do sono. Foi maravilhoso a festa que comemorou a criação da seita charbista ter acabado à 1h30 sem incomodar tanto os vizinhos e sem a sensação de que foi curta, PELO CONTRÁRIO. (Houve muitas gerações de visitas: Porsche, Nay, Tiago, Dudu, Felipeta, Arlen, sua acompanhante, Mauricio, Leonardo, Kó, Nina, Leobrit, Jamile, Zé, Fergs, Bruno, Paul Giamatti, Madi, Morsa, Vinícius, Vicente, Pimenta, Charles. Eu fiquei FORA DO AR com um certo bolo. A Manuela representou-se na camiseta azul do Washing Machine dela que eu usava. O Porsche atazanou falando mal do NYC Ghosts & Flowers e defendendo questões mercadológicas da arte. A Nay, com quem eu já havia almoçado, me deu abraços apertados. O Leonardo sorriu muito com o happening Poliéster. O Arlen foi uma ótima dupla para improvisos musicais. O Charles disse que o golfinho ganha do tubarão no combate corpo-a-corpo.) As pessoas começaram a chegar DUAS HORAS DEPOIS do marcado. A maioria deve ter pensado "A festa deve ir até a noite". Claro que ela iria, mas o Porsche, o primeiro a chegar, disse uma coisa interessante: "Eu não gosto de atraso, acho uma falta de respeito". Deve ter havido quem não compareceu PORQUE era à tarde a festa.
"Festa Charbista. Ontem, fui na casa do Douglas e do Marcos. Rolou uma pequena reunião de amigos e tava do caralho. Chegamos lá por volta das oito horas e tava todo o pessoal lá, com exceção do James. O Charles ficou lendo um livro sobre os Mutantes e fiquei cobiçando o livro, muito. Lá pelas nove, o Douglas ligou a guitarra e o baixo e ficamos fazendo um som. O Porsche entrou para a jam minutos depois atendido a pedidos do amigo Leonardo. E eu lá, bem tosco fazendo os baixos, que eu escutava com dificuldade, além disso fiquei bisoiando as mãos do Douglas e do Porsche para tentar tocar aquelas músicas que eu nem conhecia, grandes momentos..." (Arlen Andrade)

domingo, 4 de maio de 2003

Enquanto tu me adorar, eu não vou esquecer que tu me adora, nem tem como. Se algum dia, por alguma seqüência da vida, tu deixar de me adorar, eu não vou esquecer de todo o tempo em que tu me adorou ("nosso carinho eterno").
Para acoplar o e-banner do show da Blanched que figura aqui em cima (e ajudar na divulgação), cole onde quiser no seu template o seguinte código, entre sinais de "menor que" e "maior que".

img src="http://nomore.sapo.pt/e-banner.jpg"

Se quiser centralizar, coloque center no início e /center no fim do código., também entre aqueles sinais.
A Organização Internacional de Espionagem Internacional Gato-Que-Ri apresenta seu relatório mais recente de escuta sobre o caso da conspiração internacional: "A Madi é uma pessoa maravilhosa. Mas eu ainda acho que você combina mais com a Manu." (Nay) "Eles não namoram? Mas como não? Eles combinam muito!" (Let) "Mas vocês têm alguma coisa." (Debora) "Manuela." (Space Cake) "Eu vi que o teu blog está florido. Parabéns, velhinho. Isso é bonito." (Mauricio) "Entra para essa família!" (Madi)
Estava tocando no McDonald's.

Love is all around

I feel it in my fingers, I feel it in my toes
Your love is all around me, and so the feeling grows
It's written in the wind, it's everywhere I go
So if you really love me, come on and let it show

You know I love you, I always will
My mind's made up by the way that I feel
There's no beginning, there'll be no end
So on my love you can depend

I see your face before me as I lay on my bed
I kinda get to thinkin' of all the things you said
You gave your promise to me, and I gave mine to you
I need someone beside me in everything I do
How I wish

sexta-feira, 2 de maio de 2003

ISTO É PERFEITO.

- (...) O que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Será para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

(...)

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

"O essencial é invisível paras os olhos."

"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante."
"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."
"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."
Mais um apelo público: se alguém interessar-se em ir junto comigo hoje, às 18h, no Salão de Atos da UFRGS, na formatura do Carlo Pianta no curso de composição musical, entre em contato (LOGO).
"As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando." (SAINT-EXUPÉRY, Antoine De. Le petit prince.)
Caras sem noção merecem ser mandados tomar no cu.

BILLY CORGAN, VAI TOMÁ NO CU!

Careca egocêntrico filho de uma puta: a URL do site oficial do Smashing Pumpkins (www.smashingpumpkins.com) redireciona os usuários pro site oficial do Zwan, agora. "Minha banda é nova, Smashing Pumpkins acabou, biriri, bororó".

CORNO DE MERDA. Então porque tu botou UMA VADIA e um JAPA pra ficar tudo igual? ÃHN? E porque aquela tentativa de guitarras equalizadas que nem o Siamese Dream, que de tão velho tu nem lembra como é mais, HEIN? E aquele solo de "Honestly" tentando tentando emular "Cherub Rock", HÃ? Vai dormir, pelo amor de deus.

(Bruno Galera)
Ninguém tem (ou sabe de alguém que tenha) um cãozinho filhote para dar?
Eu gostaria muito que houvesse uma alma solícita que se propusesse a definir NOVAS CORES para este template. Eu pretendo não trocar o template por causa das várias metamorfoses que eu provoquei desde a criação deste blog, que parece que é um dos mais antigos do RS. Criar templates do nada eu não sei. Mudar as cores eu já tentei, mas é algo muito árduo para a paciência de alguém sem tanta intimidade com HTML, pois há muitos itens diferentes neste template Sandbox que pedem cores diferentes. Pescar não custa nada.
Dia 25 de maio é o Dia da Toalha.

Ou seja: você tem 23 dias para comprar uma toalha bem bonita, que sirva tanto para você se enrolar nela pra esquentar enquanto você vaga pelas luas geladas de jaglan beta; deitar em cima e inalar os vapores marinhos nas brilhantes praias de areia marmórea de santraginus v; dormir embaixo dela sob as estrelas que brilham no mundo deserto de kakrafoon; usá-la para velejar numa jangada pelo lento e pesado rio moth; molhá-la para combate mano a mano; enrolá-la na cabeça para evitar gases tóxicos ou o olhar da faminta besta bugblatter de traal (um animal inacreditavelmente estúpido que assume que já que você não pode vê-la, ela também não pode ver você - burra feito uma moita, mas muito faminta); você pode agitar sua toalha em emergências como um sinal de socorro; e, é claro, enxugar-se nela se ainda parecer limpa o suficiente.

E qualquer coisa lembre-se: Não entre em pânico!
"Loucura é inspiração ou dom divino, amor à vida e tendência a vivê-la em sua simplicidade." (Platão)
"Dionísio é a afirmação religiosa da vida total, não renegada nem estilhaçada. Em outros termos, é o símbolo da aceitação integral e entusiasta da vida em todos os seus aspectos e da vontade de afirmá-la e repeti-la." (Nietzsche)
Análise do calhamaço: dickel@brhs.com.br e 9710238@midias.unisinos.br falaram-se pela primeira vez, por e-mail, em 3 de setembro de 1999. Em 3 de dezembro de 1999 eu escrevi para ela: "Tu é a única pessoa aí do RS (isso que a gente nem falou pessoalmente) que parece ainda saber que eu existo, apesar da distância (tirando minha mãe e o Luís . . . ) (...) Quero continuar assinando o Manu News, tá?" Sonhei com ela dia 16 de janeiro de 2000. Em 9 de abril de 2000, ela me escreveu: "É que tenho certeza que fazer um zine contigo (ao vivo) ia ser muito legal." Eis.

quinta-feira, 1 de maio de 2003

E tem também o Manoel Weinheimer, formado em letras, korrektur. Eu o conhecia desde agosto; mas, só agora, que ele passou a ser meu colega de setor e companheiro de almoços, que eu o enxerguei de fato. Supreendi-me. Parece que ME FOI ENVIADO, com as características pedidas inconscientemente por mim. Ótimas conversas estamos tendo. Grande sujeito ele é.