Artigo| TEMPOS SEM ESCRÚPULOS
(Moisés Mendes/ZH)
(...)
Que combinação permite que aconteça hoje no país o que era inimaginável nos governos tucanos? Faltava, nos anos 90, um juiz com o vigor de um Sergio Moro? Uma Polícia Federal autônoma? Um Joaquim Barbosa? Um MP que não dependesse só do quixote Luiz Francisco? Ou as empreiteiras só agora, não se sabe por que, decidiram sair corrompendo todo mundo? Ou faltava coragem?
O que teria ficado jogado no canto, com os escrúpulos de Ricupero, nesse tempo todo, para só estourar agora?
Por que a CPI do Banestado não deu em nada? Por que as investigações da compra de votos para a emenda que permitiu a reeleição de FH em 1997 (com “provas cabais”, como já disse o jornalista Fernando Rodrigues) nunca avançaram?
Que escrupulosos poderiam nos contar hoje o que não se ficou sabendo daqueles anos? Talvez nunca apareça um desengavetador de escrúpulos e talvez nem seja preciso. As próprias perguntas servem como resposta.
Enquanto isso, os formuladores da moral seletiva dos anos 90 continuam faturando o que é bom e escondendo o que possa incomodar suas imagens, seus projetos e suas consciências.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
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