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domingo, 29 de dezembro de 2013

Post Tenebras Lux

"Trato apenas de compartilhar o que vivo, sinto e imagino. Me sinto livre em todos os sentidos. Às vezes até tento fazer um filme mais fácil, mas não consigo. Não me importa o que a imprensa pensa de mim. Se não gostarem dos meus filmes, isso pode até ser positivo. Meu objetivo não é agradar o máximo de gente possível. Me interessa que algumas pessoas possam ser tocadas pelo filme." (Carlos Reygadas)


"Exercício de futilidade, pretensioso, entediante, vazio e, finalmente, a minha preferida: um filme onde o factor WTF (what the fuck) é estratosférico. Estas são algumas das belas expressões com que a quarta longa-metragem do mexicano Carlos Reygadas tem sido 'acarinhada' após ter vencido o prémio de melhor realizador em Cannes no ano passado. Se estas palavras não bastassem, só por si, para sair a correr porta fora para ir ao cinema, eis mais algumas razões. (...) Esta criação de uma nova intimidade no desconhecido, que pressupõe ver as coisas pela primeira e nomeá-las (como Rut faz na extraordinária sequência inicial em que o filme abre para a treva, para a tempestade, mas também como próprio modus operandi de Reygadas) dá esse salto que a todos convoca. E em primeiro lugar ao espectador, a quem é dado o 'poder' de ser um 'boi a olhar para um palácio' e nessa exacta medida, perscrutar na 'intimidade fútil e escusada' de um homem-autor e nela divisar o impulso telúrico, de contacto violento com a natureza, de renomeação do próprio fenómeno da intimidade. Do home movie ao universal, do impenetrável ao chocante, do poético ao intelectual eis o 'salto de tigre' de Reygadas. É por tudo isto, por todos estes ínvios caminhos, por este 'vai e dá-lhes trabalho', que o 'pior filme do ano' é afinal, e até à data, o melhor e mais provocador filme do ano." (Carlos Natálio)


"Post Tenebras Lux opens with two of the most astonishing sequences in recent memory. In the first, a little girl of about 2 or 3 wanders gleefully across a muddy landscape filled with cows and large dogs, taking evident pleasure simply in being alive. As she does so, darkness gradually falls and a thunderstorm moves in; there's no overt threat of danger, but the juxtaposition of child and nature has an elemental power that's truly breathtaking. This slight sense of the uncanny gets multiplied a thousandfold in the following scene, which sees an animated demon composed entirely of bright red light moving silently through a dark house in the middle of the night, carrying a (non-animated) toolbox for reasons unknown. At this point, about 12 minutes in, Post Tenebras Lux (the title is a Latin phrase meaning 'after darkness, light') looks like a contender for the greatest movie ever made—especially since director Carlos Reygadas' previous feature, 2007’s Silent Light, ranks among the best films of our young century to date." (Mike D'Angelo/A.V. Club)

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