"Não penso num conceito fechado de meditação. Na verdade existem várias técnicas, mas são apenas nomes. O importante é escolher uma delas e praticar. Qual é a melhor? Tanto faz. Acredito que todas funcionam. Você pode usar a técnica que envolve a concentração em um objeto, por exemplo. Ou simplesmente imaginar, visualizar e afirmar algo para si. (...) A diferença é que a técnica da concentração te ajuda a entrar num estado de consciência alterado. Por isso muitos instrutores recomendam essa técnica, ela leva ao estado meditativo. É como se você atingisse um ponto: fica cada vez mais concentrado, até sentir que não está mais em si. É um estado agradável, você se sente bem, não dá mais vontade de voltar. Sei porque já vivenciei esse estado. Parece que todos os problemas desapareceram, tudo está maravilhoso. Mas o que você faz com isso? Pessoalmente, não acho que tenha tanta utilidade. Ela é interessante, para alguma coisa me serviu. Nos primeiros meses de prática tive um insight. Aquilo me serviu para mostrar que tinha coisas grandes por trás da meditação. Atingir o estado de consciência alterada me incentivou, foi um reforço positivo. Agora, na minha opinião, o que precisamos para viver bem não é ficar saindo daqui para outros níveis de consciência. Eu prefiro outro tipo de trabalho: o de dizer para si o que deve ser feito, o de visualizar o que você quer que aconteça. É importante se esforçar para ficar focado sempre nisso e desfocado dos problemas. Não devemos ficar ruminando problemas, esse é o ponto." (Fernando Meirelles de Meirelles, médico, falando aos servidores do TRT4)
Além de ter entrado em contradição (todas funcionam X uma é inútil e aliena e só tem mais uma outra), o médico absolutamente não entendeu o método que ele chama de concentração. Tudo o que não deve acontecer é a pessoa "entrar em estado alterado e não querer mais sair de lá". Essa foi uma experiência dele e não é isso que se busca nas meditações. De fato, o que se busca é: aceitar a realidade tal como é, sem julgamentos; não deixar os pensamentos controlarem a mente, deixando-os se dissolverem; perceber a unidade, a interconexão de todos os seres, e, portanto, desenvolver a compaixão, a escuta; estabilizar e harmonizar o organismo/corpo/mente. O médico está induzindo os servidores que se interessam por meditação a acreditarem que a prática se resume a esse método neurolinguístico. Além das meditações de concentração, usando um objeto, existe também a forma de observar a respiração (é o método que eu adotei na prática de budismo zen com a Monja Isshin) e a forma de recitar - ou cantar, no caso do hinduísmo - mantras. Não se pode falar assim, inconsequentemente, sobre meditação, uma vez que a condição de médico, simplesmente, não credencia alguém para tal.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
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