|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
segunda-feira, 14 de junho de 2010
"Mallarmé observou que desejava jornais em que os habitantes de Paris relatassem seus sonhos (em vez dos acontecimentos políticos cotidianos). De fato, os discursos cênicos se aproximam em vários aspectos de uma estrutura onírica e parecem contar algo acerca do mundo onírico de seus criadores. É essencial para o sonho a não-hierarquia entre imagens, movimentos e palavras. O sonho é o modelo por excelência da estética teatral não-hierárquica, uma herança do surrealismo. Assim como o sonho demanda uma diversa compreensão dos signos, o novo teatro precisa de uma semiótica 'desbloqueada' e de uma interpretação 'turbulenta'. O aparato sensorial humano dificilmente suporta a falta de referência. Privado de seus nexos, ele procura referências próprias, torna-se 'ativo', fantasia 'descontroladamente', e o que lhe ocorre então são as semelhanças, conexões, correspondências, mesmo as mais remotas. O reastreamento de conexões anda junto com a desamparada concentração da percepção nas coisas que se oferecem (talvez elas ainda sussurem seu segredo)." (Hans-Thies Lehmann)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário