
"Como gostaria de falar das coisas sem precisar dar nome a elas. Gostaria de falar da natureza, do céu, das árvores, dos animais, das estrelas, dos astros e do Universo inteiro sem precisar usar dessa linguagem que personificamos as coisas. Se para falar da 'natureza' uso tal palavra não é porque a natureza é uma coisa, as coisas não são coisas, não são entes, não são nem deixam ser, e eu não sei o que são e nem sei o que deixam de ser. Uso todos esses nomes para poder falar, mas as coisas não têm nome. Se personifico o mundo é por uma imposição da linguagem, mas eu não acredito em nada do que falo. Ficaria contente se todos nós não acreditássemos no que falássemos. Precisamos de uma linguagem sem linguagem. Não me pergunte como, só sei que toda linguagem é um sopro de morte sobre tudo o que vive." (Adriel)

4 comentários:
Ai como é bom ouvir palavras de alguém que também não leva a sério tudo o que diz!!
Porque as palavras saem porque são um recurso muito utilizado pra comunicação, mas nem sempre elas conseguem dizer o que tentamos... e nem sempre elas dizem alguma coisa. Às vezes me parece que falo (enquanto penso ou sinto coisas) na tentativa de compartilhar aquilo que tenho dentro de mim... mas nunca as pessoas conseguem entender com as palavras! São sempre tantas palavras mais pra tentar explicar o que as primeiras não conseguiram e fica uma conversa circular que chega a exaustão! Cansa. Mas como é bom saber que tem gente que também não acredita nas palavras e que sabe que precisamos aprender a nos comunicar indo além delas! :)
Ahhh palavras que li, mas não ouvi! Confundo os sentidos porque não consigo separar um do outro...
Precisamos retornar um pouco ao instinto, às formas não verbais, à comunicação e à vivência corporais, à intuição etc. Somos poucos, infelizmente, os adeptos do budismo, da complexidade, da arte, do mito etc., mas pelo menos existimos - aqui e ali.
e onde encontra estas?
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