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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Elementar, meu Charles Watson
(Carlos Saul Duque)


(...) O mais impressionante, o mais emocionante para mim foi ver Charles Watson, olhos brilhando, dedo em riste, iconoclastando contra os fariseus no templo. E depois contra o próprio templo. Afirmando que a luz divina que ele enxerga e que lhe serve de guia é a luz da ciência. Elevando o erro – como bom cientista – à categoria de fatia do acerto. Definindo a quantidade como o palheiro onde deve-se procurar a qualidade. (...)

Charles Watson é um cara honesto, apaixonado pelo que faz, o tempo todo procurando por aquilo que o faça chorar de felicidade ao ser sensorialmente abalado por uma obra/ideia. Não pelo estético, nem pelo belo, mas pelo sublime que nos lembra que estamos vivos e que isso não vai durar para sempre.

Uns procuram isso na religião, outros nas drogas, outros até em um blog. Charles procura nas ideias. Para mim é elementar. Mas eu precisei dele para assentar esse conceito na minha cabeça.

Do caralho esse Charles Watson.

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