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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Da série ele-é-muito-diferente-de-nós.

"'Fonte da vida' é como aquela menina de seis anos que se esconde no quarto da mãe e rouba o estojo de maquiagem. Querendo ficar bonita, ela se pinta inteira, sem senso de equilíbrio, excesso ou mesmo a simples noção de harmonia visual. Realizando um projeto pessoal, talvez até mesmo o filme de sua vida (dizem), Darren Aronofsky preferiu achar que excesso de sentimento corresponde a excesso de espalhafato, e encheu seu filme de desenvolvimentos rocambolescos, efeitos visuais de gosto duvidoso, movimentos de câmera sem sentido (entre os quais um, repetido duas vezes, que mostra tudo de cabeça para baixo e depois dá um 180º 'ágil' para voltar ao normal, sem razão aparente), e um certo sentimento rasgado de emoção que jamais é compartilhado pelo espectador. Como a menina de seis anos, ele se estrepou quando a primeira pessoa olhou. Pois 'Fonte da vida' é de uma feiúra indescritível, uma mistura de imaginário new age com computação gráfica cafona (Aronofsky deve gostar dos filmes de Peter Jackson) com trama 'profunda' sobre como o homem é incapaz de dominar a natureza completamente. (...) Curiosa época essa nossa, em que se pede à computação gráfica que componha nossos sentimentos mais íntimos. O amor na era do CGI não vem dando muito certo: quase fracasso em 'Brilho eterno de uma mente sem lembrança' (afinal, nossas lembranças são muito mais profundas, não se apagam com borrachas eletrônicas), e fracasso total em 'Fonte da vida'. Quem nasce para Aronofsky não chega a Kubrick ou Lynch. Esses diretores podem criar uma linguagem visual impactante, mas não às custas de compulsivos efeitos banais e uma história de contornos exagerados mas que no fundo é trivial. Talvez, com o filme feito, Aronofsky tenha aprendido alguma coisa sobre os poderes do excesso. Quanto a nós, espectadores, vemos 'Fonte da vida' como alguém que vê um livro do Paulo Coelho sendo encenado à maneira de 'O senhor dos anéis' com trilha sonora de Enya, Evanescence e Bruno & Marrone." (Ruy Gardnier/Contracampo)

Em tempo: se ele tivesse visto os extras do DVD, saberia que o que ele acha que é "CGI", no filme, não é CGI - é reação química.

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