"Qualquer objeto, intensamente contemplado, pode ser uma porta de acesso para o incorruptível éon dos deuses. Isso é James Joyce. (...) Seja, por exemplo, um lápis, (...) qualquer coisa, e, segurando-o à frente com as mãos, contemple-o durante algum tempo. Esquecendo-se de seu uso e nome, mas continuando a contemplá-lo, pergunte-se seriamente, 'O que é isto?'... Isolado de seu uso, aliviado da nomenclatura, abre-se sua dimensão de encantamento; pois o mistério da existência dessa coisa é idêntico ao mistério da existência do universo - e de você mesmo.
"Vou passar aquela que me parece a mais clara e correta exposição da teoria estética básica que eu conheço, qual seja, a de James Joyce em Retrato do artista quando jovem. Joyce faz uma distinção entre arte própria e arte imprópria. (...) A arte que excita o desejo pelo objeto como objeto tangível é chamada por ele de pornográfica. A arte que excita a aversão ou o medo pelo objeto é didática. (...) Para auxiliar-nos a entender a arte própria, Joyce vale-se de Tomás de Aquino. Ele diz, e usa as palavras latinas, que o objeto estético sugere três momentos: integritas, 'integridade', consonantia, 'harmonia', e claritas, 'radiância'.
" . . . moldura é uma fronteira que sela hermeticamente o objeto, para que o que você está vivenciando, a única coisa que importa, fique dentro dessa fronteira. É um campo sagrado, e você se torna o sujeito puro para um objeto puro. E você não precisa mais saber o nome dessas coisas, nem o que pode fazer com elas. Este é o a-b-c da estética." (CAMPBELL)
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