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domingo, 22 de agosto de 2004

O filme do Todd Solondz Happiness (1998) é o mais triste que eu, a Manu e o Tony já vimos. Não é daqueles que, em certa hora do filme, vem uma cena triste e aí dá vontade de chorar, quem dera fosse assim. Ele tem 130 minutos de uniformidade triste, da parte mais podre da natureza humana. O objetivo dele é alcançado: provocar mal-estar no espectador do início ao fim. Não há um personagem sequer que não tenha algum detalhe tenebroso em sua personalidade. O personagem do Philip Seymour-Hofmann, em dado momento, diz que todos temos virtudes e defeitos, mas o diretor tira a pura polpa dos defeitos, e apenas dos defeitos - a maioria deles sexuais. "Mal-estar que provoca gargalhadas", diz uma citação do jornal O Globo impressa na capa do vídeo. Sim, é tanta a podridão humana que às vezes a gargalhada é reação natural. Mas, no fim do filme, o organismo está estraçalhado. Não por mexer com traumas inconscientes, mas justamente pelos 130 minutos de mal-estar ininterrupto. No elenco, mais alguns coadjuvantes notórios como Jane Adams (Adoro Problemas, Mensagem Para Você, Eternal Sunshine Of A Spotless Mind - e a Oola, de Wonder Boys) e Dylan Baker (Spider-Man 2, Requiem For A Dream).

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