Ode ao contra-a-minha-vontade. É interessante como funciona a aversão, porque ela é subjetiva, a uma pessoa asquerosa e repelente, que provoca asco e repelência. Nauseante que provoca náusea, sonífera que provoca sono, retardada que provoca mal-estar. E tem uma dessas apenas três passos diante de mim neste momento insuportável. Eu não suporto quem eu não suporto. Socorro. E desculpa. O sujeito é um palhaço. Um humano transmutado em gazela que imagina ser leão. Paspalho, panaca. Eu queria fazer guisado do teu vazio e jogá-lo aos vermes em estado pastoso. Eu sei diferenciar um humano de um impostor, vigarista, salafrário de uma figa. Poems, my boy, poems. Os atores amadores fulltime workaholics dominam a Terra, agora que os dinossauros apagaram. Todo mundo é humano, têm defeitos que não são culpa sua. Eu também sou um, e tenho aversão. (Porto Alegre, 15 de abril de 2004.)
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