"Minha mente começou a vagar. Eu pensei assim: pensei em como, todo dia, cada um de nós experimenta alguns poucos momentos que têm apenas um pouquinho mais de ressonância do que outros - ouvimos uma palavra que permanece na nossa mente -, ou talvez tenhamos uma pequena experiência que nos puxa para fora de nós mesmos, mesmo que brevemente - estamos num elevador de hotel junto com uma noiva de véu, digamos, ou um desconhecido nos dá um pedaço de pão para alimentar os patos selvagens na lagoa; uma criancinha começa a conversar com a gente numa lanchonete - ou vivemos um episódio como aquele que eu vivi com os carros com aparência de barra de chocolate M&M que eu vi lá no posto de gasolina Husky.
"E se fôssemos reunir esses pequenos momentos num caderno de anotações [um blog!] e guardá-los por alguns meses, veríamos certas tendências emergirem da nossa compilação - surgiriam certas vozes que têm tentado falar através de nós. Perceberíamos que estávamos tendo uma outra vida, uma vida que nós nem sabíamos que estava acontecendo dentro de nós. E talvez essa outra vida seja mais importante do que aquela que nos consideramos real - esse mundo atormentado do dia-a-dia, cheio de móveis, ruídos e metais. Então, talvez sejam esses pequenos momentos silenciosos os verdadeiros acontecimentos que fazem a história de nossas vidas. (...)" (COUPLAND, Douglas. Primeiro, o amor. Depois, o desencanto (e o resto de nossas vidas). 1994.)
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