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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Com quem já me acharam parecido.

(Atualização de número vinte e dois.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horatio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos
36. Dexter/Michael C. Hall
37. Angela Francisca
38. Giampaolo Pazzini
39. Ney Matogrosso
40. Malvino Salvador
41. Tiago Leifert
42. Ben Foster
43. Rafael Cardoso
44. Harry Potter
45. Hrafna-Flóki Vilgerðarson (Gustaf Skarsgård)
46. Christoph Waltz * NEW *

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Ficar incomodado por uma crítica verdadeira (como já fiquei) é sinal de dupla deficiência: naquilo que errei e na própria falta de maturidade. Muitas críticas são excelentes. Há a crítica ruim. Ela nasce da não leitura atenta do texto ou da fala, nasce do ressentimento, da grosseria gratuita e da dor do crítico. Sou frequentemente atacado pelo que eu não disse ou pelo que uma pessoa imagina que eu tenha dito ou por uma frase perdida no contexto. Sempre achei que deveríamos, por vezes, limitar a exposição pública de uma nossa crítica não por humildade, mas por vaidade, para não trazer ao mundo nossa dor. De repente, de algum lugar, alguém me insulta e berra: quem é você, seu idiota, para dizer isto? A resposta é óbvia: não sou ninguém, tal como você, mas tenho ideias claras sobre onde está minha dor e sei que você não é a causa dela." (Leandro Karnal)
Loiras em série.




Portia Doubleday, Angela Moss, Mr. Robot
Evan Rachel Wood, Dolores Abernathy, Westworld
Mackenzie Davis, Yorkie, Black Mirror
Brit Marling, Prairie Johnson, The OA
Caitlin FitzGerald, Libby Masters, Masters of Sex
January Jones, Betty Draper, Mad Men
Sofia Helin, Saga Noren, Bron - Broen - The Bridge
Yvonne Strahovski, Hannah McKay, Dexter
Anna Torv, Olivia Dunham, Fringe
"Uma crítica bem fundamentada destaca dados que um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. Mais de uma vez percebi que um olhar externo via melhor do que eu. Inexiste ser humano que não possa ser alvo de questionamento. Horácio garantia, com certa indignação, que até o hábil Homero poderia cochilar (Quandoque bonus dormitat Homerus - Ars Poetica, 359). A crítica pode nos despertar." (Leandro Karnal)
José Saramago: Cadeira.
"Aquilo que chamamos de mistério do mundo não é em si mais profundo do que a impotência dos olhos em ver as costas de seu homem. A nuca é um mistério para o olho." (VALERY, Paul. Maus pensamentos & outros.)
"O simples desejo de resolver um problema é uma fuga do problema, não é? Eu não examinei o problema, não o estudei, não o explorei, não o entendi. Não conheço a beleza ou a feiura ou a profundidade do problema; minha única preocupação é resolvê-lo, afastá-lo. Esta urgência para resolver um problema sem o ter compreendido é uma fuga do problema e, assim, se torna outro problema. Toda fuga gera mais problemas. A maioria de nós está acostumada a fugir imediatamente quando surge um problema, e consideramos muito difícil ficar com o problema – apenas observá-lo sem interpretar, condenar ou comparar, sem tentar alterá-lo ou fazer alguma coisa com ele. Isso exige a completa atenção da pessoa, mas para a maioria de nós nenhum problema é tão sério que nós queiramos dar a ele nossa completa atenção, pois levamos uma vida muito superficial, e facilmente nos satisfazemos com respostas loquazes, reações rápidas. Queremos esquecer o problema, afastá-lo e procurar alguma outra coisa. Apenas quando o problema nos toca intimamente, como no caso da morte, ou uma completa falta de dinheiro, ou quando o marido ou a esposa nos deixou – só então o problema pode se tornar uma crise. Mas nós nunca permitimos que um problema provoque uma crise em nossa vida; sempre o empurramos com explicações, com palavras, com as várias coisas que usamos como defesa." (Krishnamurti)
<< Falamos tanto sobre o sentido e significação da obra de arte, que já não podemos ocultar a dúvida que nos assalta em princípio: será que a arte realmente "significa"? Talvez a arte nada "signifique" e não tenha nenhum "sentido", pelo menos não como falamos aqui sobre sentido. Talvez ela seja como a natureza que simplesmente é e não "significa". Será que "significação" é necessariamente mais do que simples interpretação, que "imagina mais do que nela existe" por causa da necessidade de um intelecto faminto de sentido? Poder-se-ia dizer que arte é beleza e nisso ela se realiza e se basta a si mesma. Ela não precisa ter sentido. A pergunta sobre o sentido nada tem a ver com a arte. Se me colocar dentro da arte, tenho que submeter-me à verdade dessa afirmação. Quando, porém, falamos da relação da psicologia com a obra de arte, já estamos fora da arte e nada mais nos resta senão especular e interpretar para que as coisas adquiram sentido, caso contrário, nem podemos pensar sobre o assunto. Precisamos reduzir a vida e a história, que se realizam por si mesmas, em imagens, sentido e conceitos, sabendo que, com isso, estamos nos afastando do mistério da vida. Enquanto estivermos presos ao próprio criativo, não vemos nem entendemos, e nem devemos entender, pois nada é mais nocivo e perigoso para a vivência imediata do que o conhecimento. Para o conhecimento, porém, devemos deslocar-nos para fora do processo criativo e olhá-lo desse lado, pois só então ele se tornará imagem que exprime um sentido. Neste caso, não só podemos, mas até devemos falar de sentido. E assim, o que antes era mero fenômeno, transforma-se em algo que, juntamente com outros fenômenos, terá sentido, algo que representará determinado papel, servirá a certos propósitos e terá efeitos significativos. E, quando vemos tudo isso, temos a sensação de ter conhecido e esclarecido algo. Desta forma, ficam garantidos os requisitos da ciência. Quando, há pouco, comparávamos a obra de arte a uma árvore que surge do solo do qual extrai seu alimento, também poderíamos ter usado a comparação, mais corrente, da criança no ventre materno. Como, porém, todas as comparações claudicam, usaremos de preferência, em vez das metáforas, a terminologia mais exata da ciência. Quero lembrar que denominei a obra in statu nascendi como um complexo autônomo. Este conceito abrange quase todas as formações psíquicas que se desenvolvem em primeiro lugar bem inconscientemente e só a partir do momento em que atingem o valor limiar da consciência, também irrompem na consciência. A associação que então se dá com a consciência não significa uma assimilação, mas uma percepção. Isto significa que o complexo autônomo é resguardado; não pode ser submetido ao controle consciente, nem à inibição e nem a uma reprodução arbitrária. >> (JUNG, Carl Gustav. O espírito na arte e na ciência.)
"É importante saber como ouvir porque se sabemos ouvir verdadeiramente, alguma coisa extraordinária acontece conosco, porque então, sem nenhuma tendência, sem nenhum preconceito, podemos ir até a raiz do assunto imediatamente. Mas se lançamos mão de uma porção de argumentos, tramamos conselhos ou contradições para ver quem está certo e quem não está certo e seguimos com nossas próprias idiossincrasias e ideias, então nós realmente não vamos descobrir a verdade da questão. Estaríamos interessados apenas em nossas conclusões particulares, em nosso próprio ponto de vista. Assim, se me permitem sugerir, é importante que possamos ouvir verdadeiramente porque se podemos saber como ouvir, a verdade se revelará. Nós não precisamos explorar o problema, mas se sabemos como ouvir o canto de um pássaro, a voz do outro, se podemos ouvir como música sem nenhuma interpretação ou tradução, isto definitivamente clareia a mente; assim, do mesmo modo, se for possível, vamos ouvir com essa intenção – não para refutar ou para concordar, mas para diretamente descobrir a verdade por nós mesmos." (Krishnamurti)
<< Estamos sob a regência do Sol, desde 1981, e por esse motivo, estamos todos mais voltados para nosso ego, o narcisismo ganhou força e nos tornamos mais egocentrados e individualistas. Só para você entender melhor, no século XX, por exemplo, o ciclo de 1909 a 1944, foi regido por Marte, o deus da guerra, e não foi à toa que durante esse ciclo tivemos duas guerras mundiais.

Para entender melhor, 2016 é um ano 9 (2 + 0 + 1 + 6), o que também, segundo a numerologia, indica fim de ciclo. Se pararmos para refletir, podemos observar que 2016 foi sobretudo um ano de fechamento de ciclos. Para muitos, um ano em que a força solar ficou ofuscada, mas, de uma aneira ou de outra, algo novo começou a despontar e o que não fazia mais sentido, terminou.

Sempre que começa um novo grande ciclo de 36 anos, o planeta regente desse ciclo rege o primeiro ano desse mesmo ciclo. Portanto, no dia 20 de março de 2017, por volta das 7h40, começaremos um novo grande ciclo, regido pelo planeta Saturno, já conhecido pela sua severidade e cobranças, pelos seus obstáculos e limites, mas também pelas suas grandes, transformadoras e maravilhosas lições.
Iniciando um novo e grande ciclo de Saturno, 2017 será regido novamente por esse planeta, exigindo de todos nós mais responsabilidade e comprometimento, de uma forma mais global e planetária, além da individual.

Devemos sair de nosso umbigo, de nós mesmos, para olhar responsavelmente para o planeta que vivemos e começarmos a arregaçar as mangas e começar o grande trabalho de reestruturação de valores, baseados em novos princípios. Acabou a farra da adolescência solar, onde o narcisismo e o individualismo fizeram parte da vida de todos. Agora é hora de abraçarmos a maturidade, ou ao menos de começarmos a levar tudo mais a sério para começarmos a amadurecer. Comprometimento com a construção de novas bases, novas estruturas, maior racionalidade e responsabilidade em tudo o que fizermos, maior consciência, paciência e compromisso com a renovação e a construção de uma nova Terra.

Como regente do novo ano e do novo ciclo, Saturno será duplamente vivenviado, portanto, é preciso começara trabalhar. Saturno é um planeta de grande importância na vida de todos nós e da sociedade. Ele nos traz limites e responsabilidades.

Podemos esperar por um tempo muito diferente dos que vivemos, especialmente pessoas nascidas a partir de 1981, que conhecem apenas uma sociedade solar totalmente isenta de valores humanitários e focada em valores individualistas e narcísicos.

Saturno é um planeta de carma, seu símbolo, é uma caveira com uma foice. Podemos esperar um pai severo, que chega ceifando tudo o que não está de acordo com nosso crescimento e evolução, tanto pessoal quanto coletivamente. Não serão anos fáceis, pois seremos convocados a refletir sobre valores perdidos há muito tempo. Quem não conseguir entrar na vibração de Saturno, e essa tarefa sempre é mais difícil para os jovens, pode sentir o peso de sua mão. Portanto, é hora de perceber qual a mensagem que Saturno trás para nossas vidas, quais os caminhos que ele aponta e quais devemos seguir.

Quando Saturno toca nossas vidas, não aceita desculpas. É severo, duro e seco. Portanto devemos esperar por cobranças em 2017. Ele certamente chega para colocar nossas vidas no trilho, no caminho reto e correto, o caminho que diz respeito ao nosso carma. Ele pode trazer provações, necessidade de novas estruturas e isso só nos será dado depois de muita luta pessoal e coletiva.

Saturno está diretamente ligado ao trabalho, tanto pessoal e individual como as lutas de cada dia. Novas estruturas serão criadas, muitas responsabilidades exigidas e o mais interessante desse período pode ser a mudança total de valores humanos, coletivos, morais e éticos, que se perderam nos últimos anos. Mas agora chega uma nova moral, baseada na aceitação da humanidade como um todo, e não em dogmas criados pelos homens e religiões.

Acredito que os primeiros anos de sua regência, serão anos mais difíceis e podemos esperar algumas dificuldades já em 2017. No entanto, devemos olhar para este novo ano como o primeiro ano de um grande ciclo, como um bebê recém nascido, que precisa de cuidados amorosos, de atenção constante e muito carinho e afeto, para crescer emocionalmente saudável.

Espero que todos possam abrir os braços para receber esse nosso Grande Pai, que chega para colocar ordem em uma casa que nos foi dada, mas que fomos negligentes em seus cuidados. Saturno chega para ensinar e exigir de todos nós a construção de uma nova morada. Uma morada que possa nos acolher e sustentar a todos, física e emocionalmente. >>

(Eunice Ferrari)
"O pensamento deve existir para nossas vidas funcionarem. Mas internamente, psicologicamente, como o pensamento gera dor, sofrimento e este constante impulso para o prazer – trazendo por consequência frustrações, desapontamentos, raiva, ciúme e inveja – o pensamento não tem absolutamente espaço nessa dimensão, nesse nível. A pessoa pode de fato fazer isto: só exercer o pensamento quando ele é absolutamente necessário, e no restante do tempo, observar, olhar. De modo que o pensamento, que é sempre velho, que agora impede a real experiência de olhar, possa se afastar, e assim seria possível viver totalmente neste momento, que é sempre o agora." (Krishnamurti)


Programa-056 by Revelações*DouglasDickel on Mixcloud

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

<< Se tudo na cultura actual por vezes parece ter sempre uma filiação ou um eco de fenómenos passados, The OA – e não, não se pode explicar o que significa esta sigla – é um absoluto original. Brit Marling, outra original, não refere séries, filmes ou livros como fonte da sua inspiração. Fala do mundo, de perguntas, de crescer no século XXI. “Os desafios da maioridade agora são particularmente tensos. Alguma coisa ficou desamparada, os velhos valores perderam fundamento, o consumismo é vazio e a ideia tradicional e linear do que é o sonho americano descarrilou ou não funciona. Como é que se amadurece se não se sabe para onde se vai e por quê?”, suspira ao PÚBLICO. (...)

“Agarramo-nos à ideia de uma identidade e de uma personalidade sólida porque nos ajuda a encontrar sentido no caos que é estar vivo”, reflecte Brit Marling sobre o seu próprio percurso de vida, em que se mudava muitas vezes, e começou a ver a identidade como um conceito efémero. Agora, “The OA é uma história sobre desvendar de identidade, é como uma matriosca com tantas lá dentro, tentando chegar à base de quem é The OA”, e aqueles que gravitam em torno de... The OA.

Esta é também uma série sobre a qual pouco se pode dizer sem desembrulhar a prenda antes do Natal. Saltita entre géneros, afia ferramentas de vários dicionários visuais, e tem e vem de Brit Marling, que rumina as perguntas que lhe chegam ao telefone.

O New York Times já se interrogou sobre o seu sucesso em Hollywood “apesar de ser mesmo bonita”, e o Daily Beast chamou-lhe “anti-it girl”. Ela abordou a sua carreira criando os seus próprios projectos e actuando neles, encantando-se agora, depois de um ano em Cuba a fazer um documentário e das experiências no cinema indie, com “o formato longo”, em que “não há regras. A história é rainha, e pudemos fazer o que a história exigia – alguns capítulos têm mais de uma hora, outros menos, são o que precisavam de ser. O ADN é muito mais do romance” do que da TV em serviços como o Netflix, defende. A forma é tão importante quanto o conteúdo, que desenvolveram detalhadamente.

“Passámos uns bons três anos a contar a história um ao outro [ao realizador e co-autor e argumentista Zal Batmanglij], a criar um mistério e a resolvê-lo para o final da primeira temporada e, possivelmente, se tivermos essa sorte, para a segunda temporada”, explica. Queriam muito fazer "slipstreaming de géneros. É uma palavra com que me cruzei e que descreve a ficção em que há um movimento sem costuras entre romance e coming of age, sci-fi, horror...”, exemplifica.

E as mais de oito horas de The OA deram-lhe a possibilidade de “inventar as regras do mundo” e depois “brincar nesse mundo”, nesse “espaço fantástico”. Onde vai contar a sua história, ou a de Prairie, a protagonista que só precisa de wi-fi depois de uma experiência quase-morte ou da ajuda de jovens estranhos, que a ouçam e que recebam “um alimento que lhes falta na sua vida”. >> (Joana Cardoso/Público.pt)

sábado, 7 de janeiro de 2017



Programa-055 by Revelações*DouglasDickel on Mixcloud
Por Nando Pereira, Dharmalog.com:

O mestre budista Sogyal Rinpoche, em seu "Livro Tibetano do Viver e do Morrer" (Palas Athena), diz que encher nosso dia com inúmeras atividades é, pasme, uma forma de preguiça: a "preguiça ativa", que seria típica do Ocidente (no Oriente, ele diz, o mais comum é as pessoas não fazem nada mesmo). Com essa diferença: ele não se refere exatamente a uma "incapacidade de parar", mas à atitude ativa de "atrolhar nossas vidas com atividade compulsiva“" o que traz uma nuance notavelmente diferente. Por essa compreensão, estamos enchendo os dias com movimento supérfluo, e nossa incapacidade de parar seria então uma consequência dessa compulsividade.

A preguiça, segundo Rinpoche, seria de enfrentar as questões reais de nossas vidas. E de questões reais evitadas o mundo está cada vez mais cheio. Mas quais são as questões reais? Evitamo-las tão bem que sequer sabemos mais quais são. Enchemos nossos dias tão bem que está tudo bem evitado — até a próxima crise, pelo menos.

Mas trás dessa ativa compulsão de criar movimento, por trás dessa preguiça ativa, obviamente deve haver alguma motivação mais profunda. Ninguém sai por aí criando movimento compulsivo à toa. E como Rinpoche aponta, essa motivação tem a ver com não deixar nenhum tempo para as questões reais. Então seria a evitação pura e simples das questões reais, ou de algo que está envolto nelas, e que será trazido à consciência se dermos tempo a isso. A profundidade desse algo pode ser o próprio "obscurecimento ôntico", uma expressão que é normalmente usada para se referir à ignorância do próprio ser, à ignorância de nós mesmos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

The OA

"It’s exciting to see people be open to something more fluid."
(Brit Marling)



SPOILERS
Nancy Johnson tem cabelo idêntico ao da mãe do Norman Bates.




Referências encontráveis na série The OA, de Brit Marling e Zal Batmanglij. Podem-se chamar também "teorias" ou "explicação".
"I saw her from across the room, and she just seemed to be operating at a different frequency," Marling says. "So when she told me she had this near-death experience — and described leaving her body and what she felt inside herself on the return — you understand why she felt like a person who was both apart from the world, but also more deeply in it. The idea of a character like that became really appealing." (Brit Marling)

Com base nisso que a Brit Marling falou, enxergo os dois símbolos do cartaz, O/ \, da seguinte forma:

O representa o more deeply in the world, uma vez que se trata de um contorno, um cercado, o formato de um planeta, o formato da Terra - tudo acontece aqui.

/ \ eu vejo como apart from the world, uma abertura no topo da mente para o extra-terrestre, para o elemento ar, para o espaço sideral, inclusive ele aponta para lá, como uma seta. Alguns monges cristãos e os antigos samurais raspavam o cabelo do topo da cabeça como forma de ligação com o divino.




Creativity / enjoy life / center of attention.

Prairie disse para Elias: "I am not alone!"



Lutar para fugir dos experimentos do DESTINO.


1 A 5


Há escritos em braille no rosto da Khatun, e o braille está em alemãoThe top row on Khatun's forehead says "wer wenn' which translates to 'who if'. I can't figure out the bottom row on her forehead. Her right cheek, left screen I can see only close to her nose. Top says 'denn' or 'because' and bottom says 'engel' or ' angel'. Left cheek, right side of screen, I can only see another 'engel'. For the dad, I can only make out his right cheek, on the left side of the screen to say '5 as leere jene' which according to Google translate is '5 as empty ones'. 

5 rachaduras em direção ao centro de Prairie/OA depois dos 5 amigos fazerem os 5 movimentos.



// Para o historiador e filósofo Richard Tarnas, Homero - independentemente da polêmica sobre sua existência histórica - foi "uma personificação coletiva de toda a memória grega antiga". \\


I'M THE OA

ou

I.     D.      AWAY



... exatamente a pronúncia que o Elias deu a
seu nome ao se apresentar à família Johnson!
O mais famoso Elias, por sua vez, // de acordo com o Livro dos Reis, defendeu o culto de Javé contra a veneração do deus canaanita Baal (que era considerado um culto idólatra); ele ressuscitou os mortos, fez chover fogo dos céus, e foi levado por um redemoinho (acompanhado por uma carruagem e cavalos em chamas, ou cavalgando-os. No Livro de Malaquias, o retorno de Elias foi profetizado "antes que venha o grande e temível dia do Senhor", o que fez dele um arauto do Messias nas diversas fés que reverenciam a Bíblia hebraica. Referências a Elias aparecem no Talmude, na Mishná, no Novo Testamento e no Corão. \\


O nome Renata tem origem no latim, renatus, que significa nascida pela segunda vez, renascida e ressuscitada.

O nome Raquel (Rachel) tem origem no hebraico Rahel, que quer dizer literalmente "a ovelha" e por extensão é atribuído também o significado de "mansa" ou "pacífica".

Abel: vapor, névoa
Nancy: graça, caridade
Alfonso: nobre e bravo

Beth is, the second letter in many Semitic alphabets, including Hebrew, Arabic, Syriac, Aramaic, and Phoenician. Beth is also the Hebrew word for "house", often used in the name of synagogues and schools (e.g. Beth Israel).

Stephen (/ˈstiːfən/) or Steven (/ˈstiːvən/) is a first name derived from the Greek name Στέφανος (Stéphanos), in turn from the Greek word "στέφανος", meaning "wreath, crown, honour, reward", literally "that which surrounds or encompasses". In ancient Greece, a wreath was given to the winner of a contest (from which the crown, symbol of rulers derived). The use of the noun was first recorded in Homer's Iliad.


Nos arredores de Saint Louis, que é a cidade do hospital para o qual Prairie é levada depois de pular da ponte, há as localidades de Crestwood, Prairie, Cuba e Moscow!

Também por ali, fica a Floresta Nacional Mark Twain:
A próxima publicação de impacto de Twain, Adventures of Huckleberry Finn, solidificou sua reputação como escritor. Definido por alguns como o "maior romance americano", o livro tornou-se leitura obrigatória em muitas escolas dos Estados Unidos. Huckleberry Finn foi um desdobramento de Tom Sawyer, apresentando um tom mais sério que seu predecessor. A principal premissa por trás da obra é a do jovem Huck Finn em fazer o que ele acredita estar certo, mesmo que seja considerado errado por outros. Quatrocentas páginas foram manuscritas por Twain em meados de 1876, logo depois da publicação de Tom Sawyer. Alguns relatos dão conta que o escritor interrompeu o trabalho por sete anos após este primeiro momento de criatividade, eventualmente terminando o livro em 1883.


O ambiente onde OA encontra Khatun é uma sala de espelhos...

The young man stepped into the hall of mirrors
Where he discovered a reflection of himself
Even the greatest stars discover themselves in the looking glass 
Sometimes he saw his real face
And sometimes a stranger at his place
Even the greatest stars find their face in the looking glass 
He fell in love with the image of himself
And suddenly the picture was distorted
Even the greatest stars dislike themselves in the looking glass 
He made up the person he wanted to be
And changed into a new personality
Even the greatest stars change themselves in the looking glass 
The artist is living in the mirror
With the echoes of himself
Even the greatest stars live their lives in the looking glass
Even the greatest stars fix their face in the looking glass
Even the greatest stars fix their face in the looking glass
Even the greatest stars live their lives in the looking glass
Even the greatest stars live their lives in the looking glass


Acima, a ave da OA; 

abaixo, a criatura marinha do Homer.

^ Do Dicionário de Símbolos, o verbete CINCO. v









O Rei de Amarelo: Uma obra-prima de Robert William Chambers, que ficou esquecida durante muito tempo, porém retomou notoriedade por servir como inspiração à bem-sucedida série policial True Detective. O livro é uma coletânea de contos de terror cósmico, uma espécie de terror filosófico que envolve fenômenos com universos paralelos ou realidades alternativas.

A obra O Rei de Amarelo pode ser dividida em duas partes principais. A primeira parte engloba os quatro contos principais da obra. Há ainda dois capítulos de transição (um conto fantástico e uma seleção de poemas em prosa), e a última parte contém quatro contos.

Em O reparador de reputações, um dos contos mais interessantes do livro, o protagonista e narrador é o Sr. Hildred Castaigne, que passara uma temporada internado num sanatório, mas acredita que nunca esteve com qualquer alteração psicológica.

Camilla: O senhor deveria tirar a máscara.
Estranho: É mesmo?
Cassilda: É mesmo, está na hora. Todos tiramos nossos disfarces, menos o senhor.
Estranho: Eu não estou de máscara.
Camilla: (Horrorizada, em particular para Cassilda.) Não é máscara? Não é máscara! 
O Rei de Amarelo, Ato I, Cena 2. (Conto 2: A máscara, p.59)

O terceiro conto, No Pátio do Dragão, apresenta um fenômeno de experiência extracorpórea, em que o narrador-personagem ingressa em uma dimensão de sonho, ou melhor, pesadelo, como consequência da leitura da peça.

Os capítulos de transição da obra, pois sua estrutura e temática não se encaixam completamente em nenhuma das duas partes principais são: A Demoiselle d’Ys e O Paraíso do Profeta. O primeiro, inspirado num conto de fadas do folclore francês, sobre a lendária cidade de Ys ou Ker-Ys, narra uma experiência de viagem no tempo, em que um aventureiro americano, Philip, se perde num pântano de Kerselec e vai parar num vilarejo, em 1573, três séculos anteriores à sua época. Lá ele vive um romance com uma falcoeira, Jeanne D’Ys.






Depois de o Buddha Sakyamuni (Siddharta Gautama) atingir a iluminação, ele dividiu seus ensinamentos a cinco discípulos: Kondañña, Bhaddiya, Vappa, Mahānāma e Assaji.


Há uma teoria de cada um dos 5 movimentos representa cada uma das 5 fases do luto, sendo que a última é a ACEITAÇÃO.


Na última conversa de OA com Elias, antes da cena da cantina, ela 

fala a ele sobre sua preocupação com o sonho premonitório do tiro. 




OA pergunta a Khatun "Eu sou como você?", e ela responde "Não, você é o original", the Original Angel.

O anjo original é Lúcifer (aka Samael), o primeiro anjo a contestar Deus (Hap?) e, por isso, a cair (da ponte?). Samael também é conhecido como o Deus-cego!

Procurando por "Deus cego", encontrei Höðr, da mitologia nórdica (a mesma de Khatun e do lobo cinzento dos moletons), filho de Odin e irmão de Balder, que tinha pesadelos premonitórios e era casado com a deusa Nana (Nina?), que se atirou em sua pira funerária para habitar em Hel com seu marido (voltar para Homer?). São pais de Forseti, uma divindade da justiça, que alguns dizem presidir as Things, assembleias dos homens livres (reuniões na casa abandonada?).

Tirésias (em grego antigo: Τειρεσίας), na mitologia grega, foi um famoso profeta cego de Tebas – famoso por ter passado sete anos transformado em uma mulher.


Uma teoria minha é que OA pode ter de fato morrido quando pulou da ponte. Ela pede confirmação, à enfermeira, se morreu. Ela não é taxativa e diz "Você vai ficar bem". Então OA pergunta "Tem certeza? Você viu o relatório da ambulância?", ao que a enfermeira responde "Não, mas está no seu prontuário."



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Subi várias faixas do input_output para o YouTube, resultando, até agora, nesta playlist de 28 faixas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Disco novo do input_output!

domingo, 1 de janeiro de 2017

[75 MELHORES DISCOS de 2016]
 
01. Klara Lewis - Too
02. Loscil - Sea Island
03. Olga Bell - Tempo
04. Deep Sea Diver - Secrets
05. Deerhoof - The Magic
06. Wye Oak - Tween
07. Nadja - SV
08. Thao & the Get Down Stay Down - A Man Alive
09. Róisín Murphy - Take Her Up to Monto
10. Bon Iver - 22, A Million
11. Blixa Bargeld / Teho Teardo - Nerissimo
12. Loscil - Monument Builders
13. Masayoshi Fujita / Jan Jelinek - Schaum
14. Emma Ruth Rundle - Marked for Death
15. Japanese Breakfast - Psychopomp
16. Frankie Cosmos - Next Thing
17. Kero Kero Bonito - Bonito Generation
18. Pretenders - Alone
19. Cross Record - Wabi Sabi
20. Radiohead - A Moon Shaped Pool
21. David Bowie - Blackstar
22. Garbage - Strange Little Birds
23. DIIV - Is the Is Are
24. The Besnard Lakes - A Coliseum Complex Museum
25. Wussy - Forever Sounds
26. Katie Dey - Flood Network
27. Jess Williamson - Heart Song
28. Moby - Long Ambients 1: Calm. Sleep.
29. Johnny Foreigner - Mono No Aware
30. Weval - Weval
31. Daughter - Not to Disappear
32. Jenny Hval - Blood Bitch
33. Lambchop - FLOTUS
34. Jay Som - Turn Into
35. Silva - Silva Canta Marisa
36. Chairlift - Moth
37. Nick Cave & the Bad Seeds - Skeleton Tree
38. Autolux - Pussy's Dead
39. Skating Polly - The Big Fit 40. Shura - Nothing's Real
41. The Julie Ruin - Hit Reset
42. Iggy Pop - Post Pop Depression
43. Wilco - Schmilco
44. Minor Victories - Minor Victories
45. Gazelle Twin - Out of Body
46. Surgeon - From Farthest Known Objects
47. Criolo - Ainda Há Tempo
48. Tortoise - The Catastrophist
49. maquinas - Lado Turvo/Lugares Inquietos
50. Marissa Nadler - Strangers
51. Sleigh Bells - Jessica Rabbit
52. M. Ward - More Rain
53. Warpaint - Heads Up
54. Agnes Obel - Citizen of Glass
55. Hinds - Leave Me Alone
56. Hamilton Leithauser / Rostam - I Had a Dream That You Were Mine
57. Wander Wildner - A Vida é Uma Toalha Estendida no Varal
58. Rihanna - Anti
59. Eleanor Friedberger - New View
60. Wire - Nocturnal Koreans
61. Radiation City - Synesthetica
62. Ladyhawke - Wild Things
63. Nicolas Jaar - Sirens
64. Justice - Woman
65. Norah Jones - Day Breaks
66. Band of Horses - Why Are You OK
67. Amber Arcades - Fading Lines
68. Parquet Courts - Human Performance
69. Poliça - United Crushers 70. Bat for Lashes - The Bride
71. Kevin Morby - Singing Saw
72. Thee Oh Sees - A Weird Exits
73. Brooke Waggoner - Sweven
74. Milk Teeth - Vile Child
75. Nine Inch Nails - Not the Actual Events

terça-feira, 27 de dezembro de 2016