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sábado, 7 de janeiro de 2017

Por Nando Pereira, Dharmalog.com:

O mestre budista Sogyal Rinpoche, em seu "Livro Tibetano do Viver e do Morrer" (Palas Athena), diz que encher nosso dia com inúmeras atividades é, pasme, uma forma de preguiça: a "preguiça ativa", que seria típica do Ocidente (no Oriente, ele diz, o mais comum é as pessoas não fazem nada mesmo). Com essa diferença: ele não se refere exatamente a uma "incapacidade de parar", mas à atitude ativa de "atrolhar nossas vidas com atividade compulsiva“" o que traz uma nuance notavelmente diferente. Por essa compreensão, estamos enchendo os dias com movimento supérfluo, e nossa incapacidade de parar seria então uma consequência dessa compulsividade.

A preguiça, segundo Rinpoche, seria de enfrentar as questões reais de nossas vidas. E de questões reais evitadas o mundo está cada vez mais cheio. Mas quais são as questões reais? Evitamo-las tão bem que sequer sabemos mais quais são. Enchemos nossos dias tão bem que está tudo bem evitado — até a próxima crise, pelo menos.

Mas trás dessa ativa compulsão de criar movimento, por trás dessa preguiça ativa, obviamente deve haver alguma motivação mais profunda. Ninguém sai por aí criando movimento compulsivo à toa. E como Rinpoche aponta, essa motivação tem a ver com não deixar nenhum tempo para as questões reais. Então seria a evitação pura e simples das questões reais, ou de algo que está envolto nelas, e que será trazido à consciência se dermos tempo a isso. A profundidade desse algo pode ser o próprio "obscurecimento ôntico", uma expressão que é normalmente usada para se referir à ignorância do próprio ser, à ignorância de nós mesmos.

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