O /rickyfitts está menos ativo por falta de munição. Em breve, a Manuela vai escanear as fotos não-digitais que eu tenho e que se encaixam nesse meu projeto.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2003
Acho que não dá 8 horas de sono somando as últimas duas noites minhas. Ontem começamos a tocar lá pelas 2h, depois de exibição de curtas, de um póquet, da Feira de Filhotes, da prévia metropolitana do Garota Verão 2004, da Convenção Nacional do Exército de Libertação dos Anões de Jardim, do passeio de ônibus para conhecer os pontos turísticos de Porto Alegre iluminados com luz artificial & do show de uma banda. Depois do show dessa banda, de metal, Projeto Uivo, a dona da brincadeira, estávamos montando tudo no palco quando a apresentadora anunciou a exibição de mais dois curtas "enquanto eles se preparam". Eu achei isso irônico e repeti em voz alta. Depois, ela veio tirar satisfação. Ao ouvir minha reclamação sobre não termos sido avisados do cronograma e sobre o nosso sono, ela disse "Esse é o mundo do rock, e eu tenho uma banda de 14 anos". O show da Blanched foi bom - só os elogios da Mirella, uma fã de Blonde Redhead e Slits (apenas dois exemplos), bastaram. Ela disse que a última música foi perfeita. Casa De Descanso, a nova. E eu amo a minha noiva, e 2004 vai ser ano.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2003
quarta-feira, 3 de dezembro de 2003
What I hate about recording
Steve Albini
(Trecho de The Problem With Music, publicado na Baffler nº 5, de 1993.)
1. Produtores e engenheiros que usam palavras sem sentido para fazerem seus clientes pensarem que eles sabem o que estão fazendo. Palavras como punchy, warm, groove, vibe, feel. Especialmente punchy e warm. Toda vez que eu ouço estas palavras, eu quero estrangular alguém.
2. Produtores que não são TAMBÉM engenheiros e, por isso, não têm a mínima idéia do que eles estão fazendo num estúdio, apesar de estar falando o tempo todo. Historicamente, a progressão dos esforços necessários para se tornar um produtor tem sido esta: Vá para o colégio, ganhe nota vermelha. Ganhe um emprego como assistente num estúdio. Eventualmente torne-se um segundo engenheiro. Aprenda o trabalho e se torne um engenheiro. Faça isso por alguns anos, então você pode tentar ser um produtor. (...)
3. Eletronicismos e outras merdas da moda, de que ninguém precisa realmente. (...) A moda atual é a compressão. (...) Eu quero encontrar o cara que inventou a compressão e arrancar seu fígado. Eu odeio. Faz tudo soar como uma propaganda de cerveja.
4. Aparelhos DAT. Eles soam como merda e todo estúdio de bosta tem um agora porque eles são bem baratos. (...) Fitas DAT deterioram com o tempo, e, quando isso acontece, a informação contida nelas é perdida para sempre. Eu pessoalmente vi fitas realmente ruins em menos de um mês. Usá-las como fitas-master é praticamente uma irresponsabilidade criminosa. (...)
5. Tentar soar como os Beatles. Toda gravação que eu ouço nestes dias tem vocais inacreditavelmente altos e comprimidos, e um pequeno murtmúrio de uma banda de rock no fundo. Por favor, Thurston Moore não é Paul McCartney, e ninguém na Terra pode fazer os Smashing Pumpkins soarem como os Beatles. Isso só faz eles soarem mais idiotas. (...)
Steve Albini
(Trecho de The Problem With Music, publicado na Baffler nº 5, de 1993.)
1. Produtores e engenheiros que usam palavras sem sentido para fazerem seus clientes pensarem que eles sabem o que estão fazendo. Palavras como punchy, warm, groove, vibe, feel. Especialmente punchy e warm. Toda vez que eu ouço estas palavras, eu quero estrangular alguém.
2. Produtores que não são TAMBÉM engenheiros e, por isso, não têm a mínima idéia do que eles estão fazendo num estúdio, apesar de estar falando o tempo todo. Historicamente, a progressão dos esforços necessários para se tornar um produtor tem sido esta: Vá para o colégio, ganhe nota vermelha. Ganhe um emprego como assistente num estúdio. Eventualmente torne-se um segundo engenheiro. Aprenda o trabalho e se torne um engenheiro. Faça isso por alguns anos, então você pode tentar ser um produtor. (...)
3. Eletronicismos e outras merdas da moda, de que ninguém precisa realmente. (...) A moda atual é a compressão. (...) Eu quero encontrar o cara que inventou a compressão e arrancar seu fígado. Eu odeio. Faz tudo soar como uma propaganda de cerveja.
4. Aparelhos DAT. Eles soam como merda e todo estúdio de bosta tem um agora porque eles são bem baratos. (...) Fitas DAT deterioram com o tempo, e, quando isso acontece, a informação contida nelas é perdida para sempre. Eu pessoalmente vi fitas realmente ruins em menos de um mês. Usá-las como fitas-master é praticamente uma irresponsabilidade criminosa. (...)
5. Tentar soar como os Beatles. Toda gravação que eu ouço nestes dias tem vocais inacreditavelmente altos e comprimidos, e um pequeno murtmúrio de uma banda de rock no fundo. Por favor, Thurston Moore não é Paul McCartney, e ninguém na Terra pode fazer os Smashing Pumpkins soarem como os Beatles. Isso só faz eles soarem mais idiotas. (...)
terça-feira, 2 de dezembro de 2003
Programação da Mostra Copesul Cinema e Identidade, que vai exibir no encerramento, domingo, às 19h, o Eraserhead, do David Lynch, havendo, após, o debate Estranhamento e Fragmentação da Identidade, baseado no filme.
A terceira banda que eu tive, segunda de tentativa de música-própria, chamava-se Dionisio. Começou comigo e o Muriel (hoje na Blanched), o Rodrigo Souto (hoje com o Jupiter Apple) e o Bira, um guitarrista obcecado por Soundgarden - o que não tinha nada a ver com o som que os outros queríamos fazer. E o Rodrigo insistia em manter o Bira. E nós o achavamos chato, e achávamos a situação chata. Cinco anos depois, a Blanched está no estúdio do Fruet, e o produtor mostra gravações da Zumbira E Os Palmares, cujo líder seria um tal de Bira, e cuja reputação é boa por aí - eu já ouvi falar bem. Lembrei-me do Bira, e eu o Muriel nos entreolhamos. Quando estávamos de saída, chegou o Bira, o da Dionisio. Eu falei "Bira?", e ele "Sim, a gente tocou junto", e eu "Tu tá gravando aqui?", e ele "Ahã", e eu "Mas não é Zumbira E Os Palmares", e ele "Ahã". E eu saí com aquela sensação de que a história sempre tem seus requintes.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2003
100 melhores discos dos anos 90, segundo o Pitchformedia.com:
001: Radiohead - OK Computer [Capitol; 1997]
002: My Bloody Valentine - Loveless [Creation; 1991]
003: The Flaming Lips - The Soft Bulletin [Warner Bros; 1999]
004: Neutral Milk Hotel - In the Aeroplane Over the Sea [Merge; 1998]
005: Pavement - Slanted & Enchanted [Matador; 1992]
006: Nirvana - Nevermind [DGC; 1991]
007: DJ Shadow - ...Endtroducing [Mo'Wax; 1996]
008: Pavement - Crooked Rain, Crooked Rain [Matador; 1994]
009: Bonnie "Prince" Billy - I See a Darkness [Palace; 1999]
010: Guided by Voices - Bee Thousand [Scat; 1994]
011: Talk Talk - Laughing Stock [Polydor; 1991]
012: Slint - Spiderland [Touch & Go; 1991]
013: Nirvana - In Utero [DGC; 1993]
014: Belle & Sebastian - If You're Feeling Sinister [The Enclave; 1996]
015: Radiohead - The Bends [Capitol; 1995]
016: The Dismemberment Plan - Emergency & I [DeSoto; 1999]
017: Public Enemy - Fear of a Black Planet [Def Jam; 1990]
018: Smashing Pumpkins - Siamese Dream [Virgin; 1993]
019: Beck - Odelay [DGC; 1996]
020: Björk - Post [Elektra; 1995]
021: Björk - Homogenic [Elektra; 1997]
022: Built to Spill - Perfect from Now On [Warner Bros; 1997]
023: The Beta Band - The Three EPs [Astralwerks; 1999]
024: Built to Spill - There's Nothing Wrong with Love [Up; 1994]
025: Yo La Tengo - I Can Hear the Heart Beating as One [Matador; 1997]
026: Weezer - Weezer [DGC; 1994]
027: Guided by Voices - Alien Lanes [Matador; 1995]
028: Pixies - Bossanova [4AD; 1990]
029: Modest Mouse - The Lonesome Crowded West [Up; 1997]
030: Liz Phair - Exile in Guyville [Matador; 1993]
031: Wilco - Summerteeth [Reprise; 1999]
032: The Notorious B.I.G. - Ready to Die [Bad Boy; 1994]
033: Nas - Illmatic [Columbia; 1994]
034: Beastie Boys - Check Your Head [Grand Royal; 1992]
035: Boards of Canada - Music Has the Right to Children [Warp; 1998]
036: Wu-Tang Clan - Enter the Wu-Tang (36 Chambers) [Loud; 1993]
037: Magnetic Fields - 69 Love Songs [Merge; 1999]
038: The Jesus Lizard - Goat [Touch & Go; 1991]
039: Olivia Tremor Control - Dusk at Cubist Castle [Flydaddy; 1996]
040: Aphex Twin - The Richard D. James Album [Warp; 1996]
041: Yo La Tengo - Painful [Matador; 1993]
042: Fugazi - Red Medicine [Dischord; 1995]
043: R.E.M. - Automatic for the People [Warner Bros; 1992]
044: Boredoms - Super Ae [Birdman; 1998]
045: Godspeed You Black Emperor! - F# A# Infinity [Kranky; 1998]
046: Air - Moon Safari [Astralwerks; 1998]
047: Oval - 94diskont [Thrill Jockey; 1995]
048: Portishead - Dummy [Go! Discs; 1994]
049: Tom Waits - Bone Machine [Island; 1992]
050: Outkast - Aquemini [LaFace; 1998]
051: Stereolab - Emperor Tomato Ketchup [Elektra; 1996]
052: PJ Harvey - Rid of Me [Island; 1993]
053: Weezer - Pinkerton [Tommy Boy; 1991]
054: Blur - Parklife [SBK; 1994]
055: Spiritualized - Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space [Dedicated; 1997]
056: A Tribe Called Quest - The Low-End Theory [Jive; 1991]
057: Brainiac - Bonsai Superstar [Grass; 1994]
058: Jesus Lizard - Liar [Touch & Go; 1992]
059: Elliott Smith - Either/Or [Kill Rock Stars; 1997]
060: Palace Music - Viva Last Blues [Drag City; 1995]
061: Pulp - Different Class [Island; 1995]
062: Aphex Twin - Selected Ambient Works, Vol. II [Warp; 1994]
063: De La Soul - De La Soul Is Dead [Tommy Boy; 1991]
064: The Breeders - Last Splash [4AD; 1993]
065: Daft Punk - Homework [Virgin; 1997]
066: Tricky - Maxinquaye [Island; 1995]
067: Mouse on Mars - Iaora Tahiti [Too Pure; 1995]
068: Elliott Smith - XO [Dreamworks; 1998]
069: Jeff Buckley - Grace [Columbia; 1994]
070: Jawbox - For Your Own Special Sweetheart [Atlantic; 1994]
071: Dr. Octagon - Octagonecologyst [Dreamworks; 1996]
072: Silver Jews - American Water [Drag City; 1998]
073: Brainiac - Hissing Prigs in Static Couture [Touch & Go; 1996]
074: Ride - Nowhere [Sire; 1990]
075: A Tribe Called Quest - Midnight Marauders [Jive; 1993]
076: Mercury Rev - Deserter's Songs [V2; 1998]
077: Primal Scream - Screamadelica [Sire; 1991]
078: Stereolab - Mars Audiac Quintet [Elektra; 1994]
079: Dr. Dre - The Chronic [Death Row; 1992]
080: The Pharcyde - Bizarre Ride II The Pharcyde [Delicious Vinyl; 1992]
081: The Breeders - Pod [4AD; 1990]
082: Sonic Youth - Goo [DGC; 1990]
083: Pixies - Trompe le Monde [4AD; 1991]
084: Company Flow - Funcrusher Plus [Rawkus; 1997]
085: Massive Attack - Blue Lines [Virgin; 1991]
086: Destroyer - City of Daughters [Triple Crown; 1998]
087: GZA/Genius - Liquid Swords [Geffen; 1995]
088: Wilco - Being There [Reprise; 1996]
089: Squarepusher - Music Is Rotted One Note [Warp; 1999]
090: Cocteau Twins - Heaven or Las Vegas [4AD; 1990]
091: Tortoise - TNT [Thrill Jockey; 1998]
092: Scott Walker - Tilt [Drag City; 1995]
093: Bob Dylan - Time Out of Mind [Columbia; 1997]
094: Frank Black - Teenager of the Year [4AD; 1994]
095: Massive Attack - Mezzanine [Virgin; 1998]
096: Herbert - Around the House [!K7; 1998]
097: Mogwai - Young Team [Jetset; 1997]
098: KMD - Mr. Hood [Asylum; 1991]
099: Raekwon - Only Built 4 Cuban Linx [Loud; 1995]
100: The Orb - The Orb's Adventures Beyond the Ultraworld [Big Life; 1991]
001: Radiohead - OK Computer [Capitol; 1997]
002: My Bloody Valentine - Loveless [Creation; 1991]
003: The Flaming Lips - The Soft Bulletin [Warner Bros; 1999]
004: Neutral Milk Hotel - In the Aeroplane Over the Sea [Merge; 1998]
005: Pavement - Slanted & Enchanted [Matador; 1992]
006: Nirvana - Nevermind [DGC; 1991]
007: DJ Shadow - ...Endtroducing [Mo'Wax; 1996]
008: Pavement - Crooked Rain, Crooked Rain [Matador; 1994]
009: Bonnie "Prince" Billy - I See a Darkness [Palace; 1999]
010: Guided by Voices - Bee Thousand [Scat; 1994]
011: Talk Talk - Laughing Stock [Polydor; 1991]
012: Slint - Spiderland [Touch & Go; 1991]
013: Nirvana - In Utero [DGC; 1993]
014: Belle & Sebastian - If You're Feeling Sinister [The Enclave; 1996]
015: Radiohead - The Bends [Capitol; 1995]
016: The Dismemberment Plan - Emergency & I [DeSoto; 1999]
017: Public Enemy - Fear of a Black Planet [Def Jam; 1990]
018: Smashing Pumpkins - Siamese Dream [Virgin; 1993]
019: Beck - Odelay [DGC; 1996]
020: Björk - Post [Elektra; 1995]
021: Björk - Homogenic [Elektra; 1997]
022: Built to Spill - Perfect from Now On [Warner Bros; 1997]
023: The Beta Band - The Three EPs [Astralwerks; 1999]
024: Built to Spill - There's Nothing Wrong with Love [Up; 1994]
025: Yo La Tengo - I Can Hear the Heart Beating as One [Matador; 1997]
026: Weezer - Weezer [DGC; 1994]
027: Guided by Voices - Alien Lanes [Matador; 1995]
028: Pixies - Bossanova [4AD; 1990]
029: Modest Mouse - The Lonesome Crowded West [Up; 1997]
030: Liz Phair - Exile in Guyville [Matador; 1993]
031: Wilco - Summerteeth [Reprise; 1999]
032: The Notorious B.I.G. - Ready to Die [Bad Boy; 1994]
033: Nas - Illmatic [Columbia; 1994]
034: Beastie Boys - Check Your Head [Grand Royal; 1992]
035: Boards of Canada - Music Has the Right to Children [Warp; 1998]
036: Wu-Tang Clan - Enter the Wu-Tang (36 Chambers) [Loud; 1993]
037: Magnetic Fields - 69 Love Songs [Merge; 1999]
038: The Jesus Lizard - Goat [Touch & Go; 1991]
039: Olivia Tremor Control - Dusk at Cubist Castle [Flydaddy; 1996]
040: Aphex Twin - The Richard D. James Album [Warp; 1996]
041: Yo La Tengo - Painful [Matador; 1993]
042: Fugazi - Red Medicine [Dischord; 1995]
043: R.E.M. - Automatic for the People [Warner Bros; 1992]
044: Boredoms - Super Ae [Birdman; 1998]
045: Godspeed You Black Emperor! - F# A# Infinity [Kranky; 1998]
046: Air - Moon Safari [Astralwerks; 1998]
047: Oval - 94diskont [Thrill Jockey; 1995]
048: Portishead - Dummy [Go! Discs; 1994]
049: Tom Waits - Bone Machine [Island; 1992]
050: Outkast - Aquemini [LaFace; 1998]
051: Stereolab - Emperor Tomato Ketchup [Elektra; 1996]
052: PJ Harvey - Rid of Me [Island; 1993]
053: Weezer - Pinkerton [Tommy Boy; 1991]
054: Blur - Parklife [SBK; 1994]
055: Spiritualized - Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space [Dedicated; 1997]
056: A Tribe Called Quest - The Low-End Theory [Jive; 1991]
057: Brainiac - Bonsai Superstar [Grass; 1994]
058: Jesus Lizard - Liar [Touch & Go; 1992]
059: Elliott Smith - Either/Or [Kill Rock Stars; 1997]
060: Palace Music - Viva Last Blues [Drag City; 1995]
061: Pulp - Different Class [Island; 1995]
062: Aphex Twin - Selected Ambient Works, Vol. II [Warp; 1994]
063: De La Soul - De La Soul Is Dead [Tommy Boy; 1991]
064: The Breeders - Last Splash [4AD; 1993]
065: Daft Punk - Homework [Virgin; 1997]
066: Tricky - Maxinquaye [Island; 1995]
067: Mouse on Mars - Iaora Tahiti [Too Pure; 1995]
068: Elliott Smith - XO [Dreamworks; 1998]
069: Jeff Buckley - Grace [Columbia; 1994]
070: Jawbox - For Your Own Special Sweetheart [Atlantic; 1994]
071: Dr. Octagon - Octagonecologyst [Dreamworks; 1996]
072: Silver Jews - American Water [Drag City; 1998]
073: Brainiac - Hissing Prigs in Static Couture [Touch & Go; 1996]
074: Ride - Nowhere [Sire; 1990]
075: A Tribe Called Quest - Midnight Marauders [Jive; 1993]
076: Mercury Rev - Deserter's Songs [V2; 1998]
077: Primal Scream - Screamadelica [Sire; 1991]
078: Stereolab - Mars Audiac Quintet [Elektra; 1994]
079: Dr. Dre - The Chronic [Death Row; 1992]
080: The Pharcyde - Bizarre Ride II The Pharcyde [Delicious Vinyl; 1992]
081: The Breeders - Pod [4AD; 1990]
082: Sonic Youth - Goo [DGC; 1990]
083: Pixies - Trompe le Monde [4AD; 1991]
084: Company Flow - Funcrusher Plus [Rawkus; 1997]
085: Massive Attack - Blue Lines [Virgin; 1991]
086: Destroyer - City of Daughters [Triple Crown; 1998]
087: GZA/Genius - Liquid Swords [Geffen; 1995]
088: Wilco - Being There [Reprise; 1996]
089: Squarepusher - Music Is Rotted One Note [Warp; 1999]
090: Cocteau Twins - Heaven or Las Vegas [4AD; 1990]
091: Tortoise - TNT [Thrill Jockey; 1998]
092: Scott Walker - Tilt [Drag City; 1995]
093: Bob Dylan - Time Out of Mind [Columbia; 1997]
094: Frank Black - Teenager of the Year [4AD; 1994]
095: Massive Attack - Mezzanine [Virgin; 1998]
096: Herbert - Around the House [!K7; 1998]
097: Mogwai - Young Team [Jetset; 1997]
098: KMD - Mr. Hood [Asylum; 1991]
099: Raekwon - Only Built 4 Cuban Linx [Loud; 1995]
100: The Orb - The Orb's Adventures Beyond the Ultraworld [Big Life; 1991]
marcadores:
Bob Dylan,
Radiohead,
Sonic Youth
E começa a série Produtores. (Leia também neste blog a série Trabalhos Paralelos Dos Filhos Da Puta).
Alan Moulder começou como assistente do Brian Eno e especializou-se em sons experimentais e eletrônicos, nova tecnologia e efeitos, produzindo álbuns de The Jesus & Mary Chain, Swervedriver e My Bloody Valentine - Loveless, inclusive, que foi escolhido pela Pitchfork como segundo melhor álbum dos anos 90, somente atrás do OK Computer, do Radiohead. Sua experiência com o Depeche Mode levou-o a mixar o Downward Spiral, do Nine Inch Nails, e o Pop, do U2. Além disso, produziu The Fragile, do NIN, e Mellon Collie And The Infinite Sadness. (AMG)
Alan Moulder começou como assistente do Brian Eno e especializou-se em sons experimentais e eletrônicos, nova tecnologia e efeitos, produzindo álbuns de The Jesus & Mary Chain, Swervedriver e My Bloody Valentine - Loveless, inclusive, que foi escolhido pela Pitchfork como segundo melhor álbum dos anos 90, somente atrás do OK Computer, do Radiohead. Sua experiência com o Depeche Mode levou-o a mixar o Downward Spiral, do Nine Inch Nails, e o Pop, do U2. Além disso, produziu The Fragile, do NIN, e Mellon Collie And The Infinite Sadness. (AMG)
[seis frases]
o amor é egoísta enquanto autosuficiente, de mão única, sem esperar a contrapartida.
o amor é egoísta enquanto exigente, de mão dupla, alimentado pela recíproca.
o problema é o egoísmo, condição natural do indivíduo.
o problema é pensar.
é bom pensar e saber.
o problema é continuar pensando depois de pensar.
(resultante duma conversa de bar entre mim, o Muriel e o Suzin)
o amor é egoísta enquanto autosuficiente, de mão única, sem esperar a contrapartida.
o amor é egoísta enquanto exigente, de mão dupla, alimentado pela recíproca.
o problema é o egoísmo, condição natural do indivíduo.
o problema é pensar.
é bom pensar e saber.
o problema é continuar pensando depois de pensar.
(resultante duma conversa de bar entre mim, o Muriel e o Suzin)
É nesta quinta-feira, no Jekyll, Blanched, Deus E O Diabo e Projeto Uivo, com intervenção literária do Paulo Scott e exibição de filmes independentes. Tocaremos pela primeira vez em superfície riograndense Casa De Descanso, cujo final pede algo que tem o mesmo nome da música.
O Pinheiro, no seu texto Arte e sentido, diz:
"Assim como todos desconfiam de um artista sem um mínimo de técnica - embora até mesmo isto seja aceitável em alguns casos (1) - quase ninguém desconfia de um artista que perdeu contato com o sentido do que está fazendo, ou mesmo cujo sentido é pernicioso, egoísta ou fútil (2)."
(1) A questão técnica versus espontaneidade criativa é historicamente polêmica. Eu acredito que a técnica é importante, mas há exemplos de genialidade puramente espontânea.
(2) O que seria um sentido "pernicioso, egoísta ou fútil"? Pernicioso significa danoso, prejudicial; só seria prejudicial uma arte que pregasse algo negativo; algo só seria indubitavelmente negativo se antiético ou criminoso, e olhe lá. Egoísta a arte é, uma vez que é um exercício individual da sensibilidade, como diz o professor de estética Sérgio Euclides de Souza. Fútil a arte deve ser, uma vez que não deve ter objetivo direto, mesmo que haja um sentido; ou então, se toda arte tem um objetivo, mesmo que inconsciente, nenhuma arte é fútil, tampouco qualquer realização humana.
" . . . o critério do 'gosto ou não-gosto' - que serve a crianças mimadas . . . "
Na minha opinião, os juízos são basicamente positivos ou negativos, atrativos ou repulsivos; ou seja: sim ou não, gosto ou não gosto. Se eles são próprios das crianças mimadas, então que todo homem seja uma delas - que seja uma criança já foi o que desejaram Saint-Exupèry e Bukowski. Os subjuízos, que vêm com a adultez e a constante racionalização do ser humano no decorrer do seu desenvolvimento, não passam de ornamentos. Por exemplo, eu não vejo diferença em estar brabo, triste, magoado ou indignado com uma pessoa. Eu simplesmente não estou bem. Ou estou bem. Eu me sinto bem com relação a uma obra ou não me sinto bem diante dela. Eu gosto ou não gosto dela.
Não sei se estes meus argumentos são válidos. Todo caso, ei-los, para pensar.
"Assim como todos desconfiam de um artista sem um mínimo de técnica - embora até mesmo isto seja aceitável em alguns casos (1) - quase ninguém desconfia de um artista que perdeu contato com o sentido do que está fazendo, ou mesmo cujo sentido é pernicioso, egoísta ou fútil (2)."
(1) A questão técnica versus espontaneidade criativa é historicamente polêmica. Eu acredito que a técnica é importante, mas há exemplos de genialidade puramente espontânea.
(2) O que seria um sentido "pernicioso, egoísta ou fútil"? Pernicioso significa danoso, prejudicial; só seria prejudicial uma arte que pregasse algo negativo; algo só seria indubitavelmente negativo se antiético ou criminoso, e olhe lá. Egoísta a arte é, uma vez que é um exercício individual da sensibilidade, como diz o professor de estética Sérgio Euclides de Souza. Fútil a arte deve ser, uma vez que não deve ter objetivo direto, mesmo que haja um sentido; ou então, se toda arte tem um objetivo, mesmo que inconsciente, nenhuma arte é fútil, tampouco qualquer realização humana.
" . . . o critério do 'gosto ou não-gosto' - que serve a crianças mimadas . . . "
Na minha opinião, os juízos são basicamente positivos ou negativos, atrativos ou repulsivos; ou seja: sim ou não, gosto ou não gosto. Se eles são próprios das crianças mimadas, então que todo homem seja uma delas - que seja uma criança já foi o que desejaram Saint-Exupèry e Bukowski. Os subjuízos, que vêm com a adultez e a constante racionalização do ser humano no decorrer do seu desenvolvimento, não passam de ornamentos. Por exemplo, eu não vejo diferença em estar brabo, triste, magoado ou indignado com uma pessoa. Eu simplesmente não estou bem. Ou estou bem. Eu me sinto bem com relação a uma obra ou não me sinto bem diante dela. Eu gosto ou não gosto dela.
Não sei se estes meus argumentos são válidos. Todo caso, ei-los, para pensar.
Dizem que seu novo disco [Kid A] é difícil, o que quer dizer que não se parece com o último e pode não vender tanto quanto se gostaria. Teve consciência disso?
Ninguém se senta para compor uma música pensando nesse tipo de coisa. Se fosse assim, eu já teria saído da banda há muito tempo. A gente tem um som na cabeça, ou uma melodia, uma palavra que precisa pôr para fora. E a gente põe para fora porque precisa passar isso, do contrário você entra em parafuso e some. Sua pergunta dá a entender que as pessoas não acreditam que os sons e as texturas possam, de alguma forma, exprimir emoções ou evocar algo, o que para mim é sinal de atraso e é também muito sintomático da falta de criatividade do tipo de música que predomina. Se você decide compor ou fazer um som com o objetivo de alienar as pessoas, saiba que isso também é capaz de atraí-las: sons radicais combinam com emoções radicais, ou será que essas coisas não existem? Será que minha função é criar papéis de parede para o nada?
A arte nem sempre procede daí. Ela pode provir de lugares menos sombrios e com menor carga de culpa. O humor é capaz de produzir arte, assim como a alegria e a felicidade. (...) Seu empresário disse que você vê a banda mais como um projeto de arte do que como um grupo de rock.
Eu nunca quis fazer parte de nenhuma banda de rock. Os Pixies não eram uma banda de rock. O R.E.M. também não era, nem o Sonic Youth e tampouco o Nirvana. Só porque gostamos de guitarras elétricas isso faz de nós um grupo de rock? O que é um projeto de arte? Um exercício? Um tipo de passatempo? Será que é a gente se juntar só para fazer o que a maioria gosta? Será que é dar-se por satisfeito com o car contemplativo da crítica? Não. (...)
Não estou empregando a palavra arte no sentido negativo e baixo astral. Na minha opinião, todas as grandes bandas são bandas de rock e projetos de arte ao mesmo tempo. Não dá para não ser. (...) Você diz que suas energias foram sugadas. A que você está se referindo?
Isso foi quando, depois de uma turnê, em 1997 ou 1998, eu havia perdido a confiança e a fé em mim mesmo. Não conseguia concatenar as coisas, fiquei sem entender nada. Tive um bloqueio mental que durou cerca de dois anos depois que saiu o OK Computer. Escrevi tudo o que estava me acontecendo e logo em seguida rasguei ou apaguei tudo. O que me devolveu a confiança foram as longas caminhadas que fiz pelas regiões agrestes da Inglaterra, debaixo de tempestades que me deixaram ensopado, e os abrigos que encontrava em construções abandonadas. Quando digo que fui sugado, o que quero dizer é que minha motivação para compor tinha desaparecido; ela havia se tornado propriedade de alguém [o público, que pressionava]. Nunca soube exatamente quem tinha feito isso, portanto não tinha a quem culpar (ou culpava todo o mundo). [Por isso que ele decidiu pelo "suícidio comercial", pela guinada da sonoridade!] Você acha que a Britney Spears tem esse tipo de problema?
De todas as suas motivações, quais são aquelas que mais o deixam em dúvida?
As motivações de astro do rock. O desejo de ser famoso.
(Entrevista do Thom Yorke para a Spin; tradução de Antivan Mendes para o Estadão.)
Ninguém se senta para compor uma música pensando nesse tipo de coisa. Se fosse assim, eu já teria saído da banda há muito tempo. A gente tem um som na cabeça, ou uma melodia, uma palavra que precisa pôr para fora. E a gente põe para fora porque precisa passar isso, do contrário você entra em parafuso e some. Sua pergunta dá a entender que as pessoas não acreditam que os sons e as texturas possam, de alguma forma, exprimir emoções ou evocar algo, o que para mim é sinal de atraso e é também muito sintomático da falta de criatividade do tipo de música que predomina. Se você decide compor ou fazer um som com o objetivo de alienar as pessoas, saiba que isso também é capaz de atraí-las: sons radicais combinam com emoções radicais, ou será que essas coisas não existem? Será que minha função é criar papéis de parede para o nada?
A arte nem sempre procede daí. Ela pode provir de lugares menos sombrios e com menor carga de culpa. O humor é capaz de produzir arte, assim como a alegria e a felicidade. (...) Seu empresário disse que você vê a banda mais como um projeto de arte do que como um grupo de rock.
Eu nunca quis fazer parte de nenhuma banda de rock. Os Pixies não eram uma banda de rock. O R.E.M. também não era, nem o Sonic Youth e tampouco o Nirvana. Só porque gostamos de guitarras elétricas isso faz de nós um grupo de rock? O que é um projeto de arte? Um exercício? Um tipo de passatempo? Será que é a gente se juntar só para fazer o que a maioria gosta? Será que é dar-se por satisfeito com o car contemplativo da crítica? Não. (...)
Não estou empregando a palavra arte no sentido negativo e baixo astral. Na minha opinião, todas as grandes bandas são bandas de rock e projetos de arte ao mesmo tempo. Não dá para não ser. (...) Você diz que suas energias foram sugadas. A que você está se referindo?
Isso foi quando, depois de uma turnê, em 1997 ou 1998, eu havia perdido a confiança e a fé em mim mesmo. Não conseguia concatenar as coisas, fiquei sem entender nada. Tive um bloqueio mental que durou cerca de dois anos depois que saiu o OK Computer. Escrevi tudo o que estava me acontecendo e logo em seguida rasguei ou apaguei tudo. O que me devolveu a confiança foram as longas caminhadas que fiz pelas regiões agrestes da Inglaterra, debaixo de tempestades que me deixaram ensopado, e os abrigos que encontrava em construções abandonadas. Quando digo que fui sugado, o que quero dizer é que minha motivação para compor tinha desaparecido; ela havia se tornado propriedade de alguém [o público, que pressionava]. Nunca soube exatamente quem tinha feito isso, portanto não tinha a quem culpar (ou culpava todo o mundo). [Por isso que ele decidiu pelo "suícidio comercial", pela guinada da sonoridade!] Você acha que a Britney Spears tem esse tipo de problema?
De todas as suas motivações, quais são aquelas que mais o deixam em dúvida?
As motivações de astro do rock. O desejo de ser famoso.
(Entrevista do Thom Yorke para a Spin; tradução de Antivan Mendes para o Estadão.)
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