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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Danilo Gentili: "A imprensa, ao invés de de cumprir a função dela, que é a função de um agente de informação, ela acaba ocupando o espaço de agente político. Ao invés de o jornalista passar a informação, apurar os fatos e passar os fatos, ele fica militando por seu partido, por sua ideologia, para convencer a população da verdade que ele quer muitas vezes construir, só pra fazer propaganda ideológica. Às vezes nem é verdade, mas o jornalista hoje, no Brasil, ajuda uma mentira a virar verdade se ela for positiva pra propaganda do partido do político que ele venera. (...) As feministas e a imprensa agem juntas: o jornalista geralmente ou é uma feminista, ou é um militante do PT, ou é militante de algum movimento social. Isso acontece muito no Brasil. Muitas vezes a jornalista é feminista, as feministas tentam se passar por donas do rebanho chamado 'mulheres', tentam se passar por donas das opiniões femininas, mas não são. Nas últimas eleições, o discurso feminista, o discurso jornalístico, o argumento das feministas, dos jornalistas, era: 'Vote em mulher. Se você não votar em mulher, você é machista. Vote na Dilma, porque ela é mulher'. Sororidade - essa é a palavra que eles gostam de usar quando convém - sororidade. 'Mulher vota em mulher. Vamos colocar a mulher no poder.' E por aí vai. Então quando eu percebi o movimento da classe jornalística com as feministas, pedindo ali entre eles se o candidato deles é o Ciro Gomes ou o Haddad, eu falei: vou usar o mesmíssimo argumento que os jornalistas e as feministas usaram na última eleição, que era sororidade. 'Vote na mulher, uma feminista deve votar em mulher' - é o que eles disseram na última eleição. Só que, quando eu disse isso, subiram de uma forma biônica a hashtag não-espontânea #calabocagentili. O argumento é típico. Quando não se tem argumentos, manda calar a boca. O pessoal é autoritário. Eles não querem opinião divergente, não querem opinião contrária. Eles querem que, se você falar uma coisa de que eles não gostam, ou se eles não têm argumento, que você cale a boca. Eles não gostam da democracia, não gostam de opiniões diferentes. Isso é fato. Subiram de forma biônica a hashtag #calabocagentili. Aconteceu o movimento coordenado que sempre acontece e que tantas evidências eu tenho. A jornalista da imprensa, que é a mesma militante do movimento feminista, pegou uma hashtag biônica e noticiou como se fosse espontânea. Então eles fazem parecer que uma coisa levantada por uma minoria militante é a opinião de toda a população. E veja só como é que foram as matérias: eles então colocam apenas os militantes comentando a tag contra mim, como se essa fosse a opinião pública. Eles não colocam sequer um print de pessoas comuns me defendendo e sendo contra a tag. Muito bem. Passou-se um tempo, e a tag #falagentili foi para os trend topics mundiais. Essa, sim, de forma espontânea, porque eu não tenho militância, eu não tenho robô. Como as pessoas viram e, de forma espontânea, se manifestaram, não virou notícia. Então eles fabricam uma verdade. Qual é a verdade que eles fabricaram? Que a população, que a internet odeia quando alguém questiona um argumento feminista. Dessa maneira eles deixam a opinião pública e a classe artística intimidada a expressar qualquer opinião que não seja a opinião que eles querem que seja expressada. Por isso que você só vê artista a favor de tudo isso que aí está. Os raríssimos que se opõem, os raríssimos que questionam, eles pintam uma letra escarlate no cara e penduram no poste e falam 'Esse cara aqui é um monstro, será fuzilado'. É o Wagner Moura apoiando candidato que invade terra, que quebra vidraça, que comete crimes... Está criada aí a hegemonia de opinião na mídia. Eu ia guardar esse episódio para o documentário, mas hoje teve um outro desdobramento que eu achei legal fazer o vídeo, pra vocês ficarem espertos no modus operandi. Como é que as feministas, que nas eleições passadas estavam dizendo 'tem que votar na Dilma porque ela é mulher', estão apoiando Ciro Gomes, que é um cara que diz que a sua esposa só serve pra dormir com ele? Esse cara machista está apoiado pelas feministas e, se você ousar questionar, vão mandar #calabocagentili, com todo o apoio da imprensa. Eu acordei vendo um vídeo dele agredindo um jornalista. Zero sororidade da classe jornalística com o jornalista. Aí eu sugeri o seguinte: vamos subir a hashtag #calabocaciro, porque, veja bem, não é que ele argumentou no seu twitter, como eu fiz - ele simplesmente empurrou e agrediu um ser humano pessoalmente. Então eu pedi pra subir a hashtag #calabocaciro para ver se isso ia virar notícia como a minha tag virou. A tag subiu, ficou em primeiro, ficou lá no topo do trending topics, e a tag sumiu do twitter. Apagaram a tag do twitter, assim que ela chegou no topo dos trending topics. Não virou notícia. (....) Eu achei legal você ficar esperto, é período de eleição e você deve sempre questionar, você não vai acreditar em tudo que você lê. Outra coisa que eu sempre vou falar pra vocês, como o documentário vai mostrar, é que sempre que você ler um jornalista, vai no facebook dele. Você vai aprender a ler jornal. Lê a matéria, pega o nome do jornalista e pesquisa o jornalista. Você vai ver ele levantando bandeira vermelha, você vai ver ele militando política e partidariamente. Então eles querem regular as piadas para que as piadas virem propaganda ideológica. Se eles estão fazendo isso com o humor, com a piada, com o humorista, que não deve ser levado a sério, imagina o que eles não fazem ou querem e pretendem fazer com o resto!"

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