Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tem gente que se identifica com algum rótulo/gênero musical e passa a classificar com aquela palavra tudo o que ouve e gosta. Já aconteceu comigo - pra tudo eu dizia "Isso é pós-rock!", por exemplo. Mas eu era adolescente. Arthur Dapieve tem 50 anos e é crítico musical já há uns 30:
O rock progressivo está pulverizado por muitos lugares mais: no Radiohead, no Sigur Rós, no Arcade Fire, no recém-finado The Mars Volta, no trabalho do guitarrista John Frusciante, ex-Red Hot Chili Peppers, e em infinitas miscigenações com o heavy metal. 
O trio inglês [Muse] fez um show grandioso. E sim, senhoras e senhores, meninos e meninas, ele é uma manifestação contemporânea — apesar de o grupo ter sido formado no ano de 1994 — de rock progressivo, prog para os íntimos. 
A música eletrônica, por exemplo, tem suas raízes entrelaçadas com a do progressivo. O que é, afinal de contas, o grupo alemão Kratfwerk?

Imagino, ainda, que seja possível pinçar elementos prog em Florence and The Machine, mas admito, igualmente, que minha capacidade de escutá-la é bastante limitada. Aquela mistura de Enya, Kate Bush e Tetê Espíndola me lembra que preciso me alimentar. 
Porém, o principal nas bandas que têm elementos prog — bem como na maioria das bandas de heavy metal, incluindo Metallica e Iron Maiden — é que elas pensam grande. Desenvolvi uma pinimba com muito do que se faz na música popular hoje em dia, aqui e lá fora, rock incluído: tem gente demais cantando baixinho, tocando baixinho, pensando baixinho, sentindo baixinho. Ouvir música é uma experiência muito poderosa para ser encarcerada no elevador da firma ou na espera do consultório. Por isso, hoje escuto mais música clássica, metal e prog do que qualquer outra coisa.

Nenhum comentário: