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sábado, 21 de setembro de 2013

"Ao longo da história da humanidade, Lúcifer sempre se fez ver através da disfarces e fantasias, adotando as palavras de outra pessoa. Ele também fez isso no Início, se revestindo da pele da Serpente e usando linguagem da Serpente. (…) Ele é realmente o primeiro a trabalhar na superabundância da linguagem, para explorar o teatro como uma energia, dando assim origem à arte. A arte encontra neste núcleo originário sua relação privilegiada com o mal. O mal é, aliás, o aspecto extremo da liberdade que Deus concedeu a todos os seres. Lúcifer vive no estado de sua condenação que é precisamente de viver na região do não-ser. Para retornar ao estado de ser, Lúcifer foi forçado a assumir a aparência de outra pessoa, a voz de outra pessoa. Arte torna-se necessária quando não se está mais no Paraíso. (…) Porque o Anjo da arte é Lúcifer. Este é o primeiro Ser que assume o figurino e roupas de um outro ser. (…) Ele vem da região de não-ser. A única possibilidade para ele voltar para a área do Ser é fazê-lo na voz, no corpo e no nome de outro, e isso é teatro. Esta zona de não-ser é a condição genital de cada criação, ele permite esta necessária destruição que afasta e evita todas as superstições." (Romeo Castelucci)

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