Pessoas que se colocam sempre na posição de observador, de não-participante, de nunca entrar, têm tendência ao escárnio (desdém, zombaria, desprezo com orgulho) diante de situações que não fazem parte da absoluta normalidade do dia-a-dia - e diante de ações que elas não são capazes de fazer. Nesta reportagem do Teledomingo, programa da RBSTV, sobre meditação, por exemplo:
- são usados sons (sonoplastias) de trapalhada em desenho animado (?);
- a repórter Regina Lima, na defensiva, diz que é muito difícil não fechar os olhos e ao mesmo tempo não os deixar totalmente abertos;
- e a mesma pessoa relaciona meditação com "relaxamento" e "desligação do mundo", sendo que não são esses os objetivos, pelo contrário, os objetivos são a atenção plena e a conexão profunda com o mundo.
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domingo, 1 de abril de 2012
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2 comentários:
Engraçado ver a "multidão" em volta do grupo meditando. A multidão assistindo um grupo fazer a coisa mais natural do mundo: existir. A multidão não existe, não encontra tempo pra existir, porque inventam tanta coisa pra fazer num dia que acabam cumprindo o dia e não vivendo o dia. Esse circulo em volta do grupo meditando me pareceu um tanto ridículo (o ridículo do real urbano), no sentido de que, imaginam eles que estão vendo uma performance, ou uma seita em um ritual estranho, quando na verdade é nada mais nada menos a mesma coisa que ver um jardineiro plantar uma árvore.
meditar é tipo essas pinturas http://laborda.tumblr.com/post/19691458847/black-tangled-heart-paintings-by-jaroslaw
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