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domingo, 15 de abril de 2012

"O Experimento da Escolha Retardada é um experimento muito interessante, pois demonstra que, mesmo com escolhas retardadas, a física clássica sugeriria já ter se iniciado o acontecimento das coisas. Mas as coisas não acontecem dessa forma na dimensão quântica. Na física quântica, as coisas permanecem como possibilidade até que um ser consciente, de fato, as observe. Isso somente é possível na física quântica. O pensamento clássico não te levará a lugar nenhum. A ideia, então, é que o universo espera como possibilidade, assim como o Big Bang, a criação das galáxias, das estrelas, dos planetas, a solidificação suficiente dos planetas, a formação da atmosfera... Tudo isso permanece possibilidade até que o primeiro ser vivo, aquela única célula viva... Isso aconteceu há cerca de quatro bilhões de anos na Terra ou, provavelmente, também, em outros planetas, o que é bem possível. Mas até que aquela única célula viva complete o que John Wheeler chamava de 'circuito de significado', complete o que eu chamo de circuito da hierarquia entrelaçada, na qual se pode aferir a medição quântica uma circularidade... Porque o observador é necessário para o colapso de um evento quântico. De outro lado, o colapso é necessário para a criação do observador, isto é uma lógica circular, uma lógica de hierarquia entrelaçada que se aplica a todos os eventos da criação. Então, até que isso aconteça, até que o circuito de significado esteja completo, não há colapso, não há Big Bang. Como, então, acontece o Big Bang? Ele aconteceu – retornando do tempo, daquele momento do colapso do evento até a origem – há 15 bilhões de anos. Então, onde existe o Big Bang? Ele algum dia aconteceu de fato? Ele aconteceu somente de forma figurada, nas memórias. Então, como sabemos que o Big Bang aconteceu? É claro que as memórias do evento do Big Bang – radiação de microondas cósmicas – podem ser observadas. E é justamente o que observamos. (...) Esse experimento da escolha retardada, que acabei de mencionar, é muito útil. Depois da morte, as possibilidades não podem mais sofrer colapso, não há evento real. Nisso você está completamente correto. Mas, no momento do nascimento da próxima encarnação, haverá um evento por colapso. Naquele evento por colapso, o percurso inteiro de eventos descritos pelo Livro Tibetano dos Mortos se realizará. Somos incapazes de dizer se realmente se realizou. Porque somos somente memórias disso, como no Big Bang, que apenas se apresenta nas suas próprias memórias, nunca poderemos realmente comprovar o Big Bang, somente se apresentarão memórias semelhantes, apenas as memórias permanecerão. Onde elas permanecerão? Na memória do bebê recém-nascido." (Amit Goswami)

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