|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
domingo, 15 de abril de 2012
Amit Goswami: Sim,
Deus é a fonte de todas as idéias criativas. Por isso pessoas criativas
freqüentemente dizem que a idéia nasceu por intermédio da graça de
Deus. Carl Friedrich Gauss [(1777-1855), "príncipe dos matemáticos",
astrônomo e físico alemão que fez diversas contribuições importantes
para diversos campos da ciência] disse isso [nas palavras de Gauss:
"Cada análise profunda da Natureza conduz ao conhecimento de Deus"]. O
grande músico [Johannes] Brahms [(1833-1897), compositor alemão de
origem humilde que figura entre os grandes nomes do romantismo] disse
isso. Rabindranath Tagore [(1861-1941), escritor e músico indiano cuja
obra é extensa e marcada pelo caráter humanista. Recebeu o prêmio Nobel
de literatura em 1913, "em reconhecimento aos seus versos profundamente
sensíveis, frescos e harmoniosos"], um grande poeta, disse isso. Einstein disse: "Eu não descobri a teoria da relatividade
somente por meio do pensamento racional". E em outros lugares ele disse
que passou a confiar em Deus por causa de sua criatividade. Dessa
maneira, essa repentina experiência que chamamos de criatividade é uma
experiência comum entre as pessoas. Esse "aha!", essa surpresa. Algo
completamente novo. O próprio contexto do pensamento se modifica. É
precisamente nessa experiência que o poder da causação descendente e
essa liberdade quântica de escolha se revelam. Comumente nós nos
tornamos condicionados e, portanto, nossa escolha é muito restrita. Por
causa do nosso condicionamento, nós apenas escolhemos o que antes já
experimentamos, já respondemos. Em experiências criativas nada disso
importa, nenhum condicionamento passado e nada conhecido tem relevância.
Significa uma total exploração do desconhecido. Dessa forma, realmente
podemos chegar ao poder da causação descendente, de olhar para todas as
possibilidades e, então, escolher aquela gestalt [palavra alemã
sem tradução exata para o português, quer dizer algo como "o que está
exposto diante dos olhos", considerando que esses olhos vêem mais do que
um amontoado de linhas, curvas e outras formas geométricas. Remete à
noção de um funcionamento holístico do cérebro e de que o todo
psicológico do ser humano é mais do que a soma de partes] específica que
será uma solução para esse problema. É claro que escolhemos no nosso
inconsciente. Não somos conscientes do processo de escolha. A
consciência cósmica – Deus – escolhe por nós. Mas perceba o que está
ocorrendo: Deus está no inconsciente e o "eu", no ego, está dançando com
Deus, porque aquela idéia, aquela escolha deve ser manifesta em
pensamento. E somente o ego pode fazer isso. Porque, para tal,
necessita-se de toda a experiência aprendida. Então, perceba como as
pessoas já descreveram esse processo. No teto da Capela Sistina,
Michelangelo pintou uma imagem onde Deus e Adão estão estendendo as mãos
um para o outro [Goswami se refere à pintura "A criação de Adão"] Esta é
a imagem do processo criativo, a experiência do fluxo da criatividade
que os pesquisadores estão descobrindo. Isso é o que a nova ciência
quântica nos diz. Mas note como já foi intuído nas grandes mentes
criativas como a de Michelangelo. É uma comprovação do trabalho deles.
Então, o que você está esperando? A sabedoria e o conhecimento já
existem. A nova ciência está apenas redescobrindo, justifica e embasando
cientificamente toda a sabedoria que precedeu o meu tempo. Em tudo
isso, não há mérito meu nenhum.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário