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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Certo dia um jovem aspirante pediu ao Mestre Zen que aquietasse sua mente. O Mestre disse:

— Traga sua mente aqui, entregue-a a mim e eu a aquietarei.

O jovem saiu procurando pela mente. Onde estaria? Seriam pensamentos, memórias? Seriam silêncios e quietude? Seriam sonhos e pesadelos? Seria feita de palavras, conceitos? Seria apenas a massa encefálica, a matéria? O jovem pensava e não pensava. Cada vez que acreditava ter apanhado a mente, percebia que ela fugia, que já estava em outro pensamento, em outra ideia. Que o próprio conceito se desfazia. Cansado, voltou a procurar o Mestre e disse:

— Senhor, é impossível apanhar a mente.

O Mestre disse com alegria:

— Pois então, já está aquietada.

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