
"Em 2000, uma mancha verde invadiu um dos rios que atravessam Estocolmo [foto acima; abaixo, intervenção em Moss, Noruega, 1998]. Por quase uma hora, os pedestres e os motoristas nas margens não sabiam o que pensar. Alguns entraram em pânico achando tratar-se de um ataque terrorista. Outros gargalharam. E os jornais da capital sueca, na ânsia de tentar acalmar a população, publicaram a versão oficial do governo de que o episódio fora causado por algas marítimas. Bobagem. Dias depois, todos ficaram sabendo que o responsável foi o dinamarquês [islandês!] Olafur Eliasson, um dos mais respeitados artistas plásticos vivos, o mesmo que oito anos depois criaria quatro cachoeiras artificiais e transformaria por cinco meses a paisagem de Nova York. Mas por que manchar na surdina um rio com pigmento colorido nãopoluente? Eliasson responde por e-mail: 'O rio estranhamente verde fez com que as pessoas enxergassem o mundo de uma outra maneira.' Com somente uma frase, o artista resumiu uma das sensações mais ricas que as artes plásticas podem oferecer a seu público: um novo olhar diante das coisas." (Fonte: Vida Simples)

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