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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Zero Hora - Um trabalho como Bodas de Sangue, que é um dos grandes textos do teatro moderno, reforça a crença de vocês na dramaturgia, especialmente em um tempo em que o texto está sendo colocado de lado por diversas iniciativas teatrais?

Luiz Paulo Vasconcellos - Eu acredito na dramaturgia. Não nesta ou naquela dramaturgia, mas numa dramaturgia que corresponda aos anseios do tempo em que está sendo representada. Por isso dirigi Beckett, Shakespeare, Eurípides, Ivo Bender, Tchekhov, Nelson Rodrigues e tantos outros autores tão diferentes entre si e tão necessários no momento em que foram encenados. Hoje, alguns pretendem substituir a representação do drama pelo exercício performático, a ficção pelo virtuosismo, a ação cênica pela presença física do ator. O que não deixa de ser um equívoco monumental. Alguém vai a um concerto para ver se o pianista é gordo, estrábico ou prognata? Não. Vai para ouvir música, que é uma organização arbitrária e rigorosa de sons. Portanto, continuo preferindo a música e o drama, independentemente de gêneros e estilos.

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