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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nós não cansamos de tentar controlar a verdade incontrolável, tornar certeza a incerteza que permeia tudo. E isso vai se transformando em endurecimento dos músculos, tensão corporal que impede a fruição das coisas como elas são. Somente não desejando controlar é que podemos viver uma relação (entre qualquer coisa e/ou ser) até o seu fundo, até o máximo de suas possibilidades e potencialidades, com a regulação divina do Acaso não-causal.


Claro enigma
(Helio Ponciano)

Com o DVD de 'Cidade dos sonhos' (2001), de David Lynch, pode-se desfazer a impressão de alta complexidade que o filme deixou quando foi lançado. A trajetória . . . é confusa apenas à primeira vista (...). O limite entre sonho e realidade importa menos do que a força com que o imaginário - ditado por sentimentos como ódio, ciúme, inveja, culpa - interfere e detona o real. É que certos índices da trama (como a chave azul, a agenda em poder de um assassino, o crachá de uma garçonete, a cena do jantar) se revelam como atrativos certeiros para a montagem de um quebra-cabeça que, depois de compreendido em sua lógica interna (o nonsense do sonho e a galeria de tipos esdrúxulos) e assim desmitificado, permite o salto para a fruição da maior virtude de 'Cidade dos sonhos': satirizar habilmente Hollywood e retratar, com uma estrutura narrativa à altura de seu tema, os abismos da alma humana.

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