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terça-feira, 14 de abril de 2009

QUATRO MUNDOS DA CRIAÇÃO
Charles Kiefer (a partir da Cabala)



1. Atsilut: Mundo da Emanação

Tem-se uma idéia geral, ainda indefinida. A idéia está o mais perto possível da fonte de criação. A fonte pode ser o Grande Arquiteto, o inconsciente, a Musa, a paixão.


2. Beriá: Mundo da Criação

Já se tem uma idéia definida do que se fará. Nesse momento, o desejo vira palavra. Faça-se a luz e a luz se fez. Aqui entra a vontade, o querer fazer. É o momento de se apanhar um papel e uma caneta, ou o teclado de um computador, e deixar as palavras fluírem, sem censura, sem policiamento.


3. Yetsirá: Mundo da Formação

Momento de se fazer um plano ou desenho arquitético daquilo que se pretende. O projeto começa a se consolidar, a se sedimentar. Consegue-se ver o vir-a-ser. A imagem mental começa a se tornar realidade objetual.


4. Assiyá: Mundo da Ação

Neste momento, começa a construção em si. Aqui, o fazer se retro-alimenta. Ao ser criada a criatura cria o criador (Bruno Stein). Quanto mais se investir energia libidinal nesta fase sobre o objeto, mais ele brilhará depois. É o estágio final do processo criador.


Obs.: Entre cada um dos mundos, há graus infinitos. Cada pessoa demora-se mais ou menos em cada um deles, daí advém a infinita variedade artística.

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