"O homem do nosso tempo acredita francamente que sua informação filosófica e histórica o salva do realismo ingênuo. Em conferências universitárias e em conversas nos cafés, chega a admitir que a realidade não é o que parece, e está sempre disposto a reconhecer que seus sentidos o enganam e que sua inteligência constrói uma visão tolerável porém incompleta do mundo. Cada vez que pensa metafisicamente, sente-se 'mais triste e mais sábio', mas sua confissão é momentânea e excepcional, enquanto o contínuo da vida o instala de cheio na aparência, concretiza-a em torno dele, veste-a de definições, funções e valores.
"Esse homem é um ingênuo realista, mais que um realista ingênuo. Basta observar seu comportamento frente ao excepcional, o insólito: ou o reduz a fenômeno estético ou poético ("era algo realmente surrealista, te juro") ou desiste, em seguida, de buscar na entrevisão que ganhara um sonho, um ato frustrado, uma associação verbal ou causal fora do comum, uma coincidência perturbadora, qualquer das fraturas instantâneas do contínuo." (Júlio Cortázar)
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
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