"[...] Uma das escolas de Tlön chega a negar o tempo: argumenta que o presente é indefinido, que o futuro não tem realidade senão como esperança presente, que o passado não tem realidade senão como recordação presente. (Russell, em 'The analysis of mind', 1921, página 159, supõe que o planeta tenha sido criado há alguns minutos, provido de uma humanidade que 'recorda' um passado ilusório.) Outra escola declara que todo o tempo já transcorreu e que nossa vida é apenas a recordação, ou o reflexo crepuscular, sem dúvida flaseado e mutilado, de um processo irrecuperável.
"[...] Essa conjetura feliz afirma que há um só sujeito, que esse sujeito indivisível é cada um dos seres do universo e que esses são órgãos e máscaras da divindade. X é Y e é Z. [...] Já sabemos que em Tlön o sijeito do conhecimento é uno e eterno. Nos hábitos literários também é todo-poderosa a idéia de um sujeito único. É raro que os livros sejam assinados. Não existe o conceito de plágio: ficou estabelecido que todas as obras são obra de um só autor, que é intemporal e anônimo.
"[...] Tlön pode ser um labirinto, mas é um labirinto urdido pelos homens, um labirinto destinado a ser decifrado pelos homens. [...]"
'Tlön, Uqbar, Orbis Tertius' in BORGES, Jorge Luis. Ficciones. 1944.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
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