Sinestesia na arte.
Universidade Federal de Pernambuco
Centro de Informática
Jarbas Jácome de Oliveira Júnior
Sintetizador de Imagens Metafóricas de Execução Musical
Trabalho apresentado ao Programa de Graduação em Ciência da Computação do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciência da Computação.
Orientador: Sílvio Melo
Co-orientador: Geber Ramalho
Recife
11 de março de 2005
Resumo
Este projeto tem por finalidade a pesquisa e o estudo de tecnologias de infra-estrutura de softwares multimídia que possam ser usados no desenvolvimento de sistemas capazes de gerar imagens e efeitos visuais. Os usuários desses sistemas podem ser artistas que se apresentam em público exibindo vídeos sintetizados em tempo real. Entre os principais interesses do projeto, mais especificamente, está a síntese de imagens e efeitos em vídeo capturado em tempo real, utilizando a análise da entrada de áudio como parâmetro desses efeitos e da síntese.
Introdução
'Jovem suíça (27 anos, musicista) é capaz de saborear literalmente a música', título de uma reportagem de [Presse, 2005] para o jornal [FolhaOnLine, 2005], de 2 de Março de 2005: 'consegue ver cores ao ouvir uma música (...) Um intervalo musical de segunda menor a induz a sentir acidez, enquanto o de segunda maior deixa um gosto amargo em sua boca. A terça menor é salgada e a terça maior, doce. (...) ela apresenta o caso mais extremo jamais visto de sinestesia, no qual a música estimula uma resposta em outros órgãos sensoriais'.
A criação, produção e manipulação de imagens projetadas para exibição ao público, durante concertos musicais é considerada uma nova linguagem artística e vem sendo cada vez mais difundida nos últimos anos. Desde muito tempo atrás, os espetáculos de execução musical já são acompanhados por elementos visuais como a iluminação. Atualmente, graças ao avanço tecnológico e queda do preço do hardware necessário, além do artista iluminador, está se tornando comum em apresentações públicas de grupos musicais, a presença do VJ (Video Jockey), um artista que opera softwares em um computador ligado a um projetor durante o concerto, para que este exiba imagens criadas ou transformadas por ele naquele momento. Na Europa, é muito comum que grupos musicais possuam um VJ como componente fixo da banda.
Existe, assim, uma demanda por sistemas, que podemos chamar de instrumentos visuais capazes de auxiliar esses novos artistas a expressarem sua arte, e concretizarem, em imagem, suas idéias. As possibilidades de operação, funcionamento e interface destes sistemas são incontáveis e a maioria ainda não foi imaginada, devido ao fato de ser uma modalidade artística muito recente. (...)

Nenhum comentário:
Postar um comentário