Mais Lama Samten.
"(...) A chave numa relação afetiva, ou com amigos, é a disposição de dar, e não a de receber. Todos os mestres budistas falam isso. A origem do sofrimento é colocar a experiência de felicidade na dependência de algo externo. Não há como escapar, com a flutuação do objeto, nossa felicidade flutua junto. (...)"
As "dez ações não-virtuosas", as dez fontes de sofrimento, segundo o Buda Sakiamuni:
01. matar outros seres;
02. roubar;
03. conduta sexual inadequada;
04. mentir;
05. criar discórdia;
06. agredir com palavras;
07. tomar o tempo dos outros com palavras inúteis;
08. ter má vontade com outros seres;
09. dar conselhos que resultem em sofrimento aos outros;
10. ser avarento.
Os "três venenos", as raízes de todos os sofrimentos:
01. ignorância;
02. avareza (apego sórdido ao dinheiro);
03. ódio.
"(...)Não é que algum ser superior sinta-se afetado, nós é que nos sentimos imediatamente afetados. As dez ações quando praticadas produzem aparentes vantagens, mas acarretam infelicidades imediatas e de curta, média e longa duração, para quem a pratica e para as pessoas ao redor. Quando alguém chega a pensar 'seria bom que tal ser morresse' isso, em si mesmo, já é sofrimento. Curiosamente, todos os seres que estão em situações de sofrimento tem todos os argumentos para justificar suas ações equivocadas e não sair dali. Quando a pessoa faz uma ação equivocada, não se dá conta, e pensa que é bom, que vai trazer benefício para ela. Isto é o veneno da ignorância atuando. Não percebe que está construindo um longo carma de sofrimento para si mesma. (...)"
"Há três níveis de motivação budista . . . a maturidade do primeiro nível conduz ao reconhecimento dos ensinamentos que falam da inseparatividade de todos os seres e de todas as coisas. O segundo nível da motivação budista, que é baseado na compaixão começa nesse ponto. Tirar o foco de si e colocar no outro. (...) O terceiro nível de motivação é a percepção de que o próprio local onde estamos e tudo que nos rodeia é perfeito. É a prática da visão pura, o reconhecimento da natureza verdadeira de todas as aparências. (...)"
"Nós construímos a realidade, a paisagem que nos cerca, a partir do conteúdo do nosso coração. No momento em que viajamos para dentro de nós mesmos e transformamos o conteúdo . . . , todo o universo externo muda. Quando somos filhos, vemos nossos pais de um jeito, e quando somos pais, os vemos de maneira inteiramente nova. É uma experiência surpreendente olhar ao redor com olho livre. (...) O que vemos é um espelho de nós. Esse é o primeiro ponto, é toda a mágica do budismo. O que pensamos que é a realidade externa, é na verdade reflexo no nosso ser cármico interno. Quando mudamos o foco, o universo muda. Optamos por um aspecto interno e esse aspecto cria a realidade ao nosso redor. Esse ponto é muito importante, principalmente nas nossas relações. (...)"
As "quatro qualidades incomensuráveis":
"A primeira é a compaixão, o desejo que os seres realizem sua natureza interna e se livrem de suas complicações. Essencialmente é o desejo que o outro supere suas dificuldades e possa melhorar. (...) A segunda é o amor, o desejo que o outro seja feliz, completamente. Não exclui ex-maridos, ex-esposas, ex-sócios... Depois a alegria, a capacidade de se alegrar com as alegrias e vitórias dos outros, pequenas ou grandes. É um poderoso antídoto contra a inveja. Finalmente a equanimidade: perceber as flutuações das alegrias e tristezas da vida; num momento se tem uma grande alegria, em outro aquilo mesmo vira uma grande tristeza. Surge uma serenidade estável frente a essas flutuações e uma fé permanente, inabalável na natureza de todos os Budas, que é a sua própria natureza."
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domingo, 6 de maio de 2007
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