Presenciei na rua uma suruba a três com dois voyeurs. Um casal já estava grudado, de costas um para o outro, no asfalto, enquanto um outro com pêlo ondulado branquinho-sujo tentava entrar também, formando um T de cãezinhos. Os voyeurs, na calçada, um estava deitado meio desinteressado e o outro de quatro, atento. Peguei a calçada e ao passar ao lado da suruba o branquinho-sujo trepando rosnou para mim. Atravessei a rua e tomei a calçada da quadra seguinte. Andei alguns metros quando vi um dos dois cães da casa de dois pisos no portão. O com pêlo ondulado pretinho, o mais latidor barulhento para os passantes. Estava atento e suando pela língua, de fora, de excitação pelo cheiro de sexo da cadela e pelo cansaço de tentar mas não poder transpor as grades.
Na manhã do outro dia, por volta das 7h30, estavam os cinco dormindo em escadinhas de portas de casas quase vizinhas, com apenas a rua separando e um ângulo de diferença de 90 graus. Os três clarinhos estavam onde alguém colocou duas caixinhas-caminhas para servir de dormitório dos cães da rua-vizinhança, e os dois pretinhos, noutra porta.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2002
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