O trabalho e a profissão são tão fincados na mente das pessoas pela tradição e a lógica da sociedade, são tão artificiais e traumatizantes (no fundo, num lugar trancafiado do cérebro), que aqueles que têm muitas tarefas em seu trabalho não suportam e fazem de tudo para não permitir que um colega sem tarefas faça alguma coisa divertida, alguma coisa real, fora da escravidão assalariada. Preferem e fazem de tudo para exigir que o colega disfarce estar trabalhando. O recalque rege o mundo.
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Chegou 1984. A vida começou a se transferir para o mundo virtual. Quem não está nele não vive, apenas subvive em comunicação e informação e facilidade de tempo (quase instantâneo), espaço (todo o mundo conectado) e dinheiro (de graça) para a manifestação da alma e a fruição dessas manifestações. Quem vive nesse admirável mundo novo é monitorado por não apenas um, mas vários Grandes Irmãos (para não usar a expressão em inglês desgastada recentemente pela tevê sem nem sequer estar sendo compreendida pelos espectadores, o que já era de se esperar daqueles que se acreditam animais racionais).
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quinta-feira, 29 de agosto de 2002
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