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domingo, 11 de agosto de 2013
"Primeiro que tudo, o isolamento. O ficar sozinho ou no mais dentro de nós mesmos, ainda que haja alguém por perto. Alguém por perto, pode acontecer, mas sempre do lado de fora da nossa mais centrada introspecção. Em segundo lugar, a quietude. O estar a salvo do vai-e-vem do pescoço, do nervoso balanço das pernas, da curiosidade dos olhos por tudo em volta e da mexida das mãos pelo nosso corpo e pelas solícitas franjas do ar. Por último, o silêncio. O nosso próprio e absoluto silêncio. Não o dos outros. Não dos automóveis, animais, pássaros, do balançar de árvores e do estalar dos raios. Pois bem, presentes que estejam os três estratégicos ingredientes do isolamento, do silêncio e da meditação, o que nos cabe é fechar os olhos e ficar ao dispor deles. Inteira e confiantemente. Eles que façam de nós o que bem entenderem, pois sempre que os três se juntam é para se transfundir num único ser. Para personalizar-se num autonomizado ente. Numa espécie de maestro que nos ensina a tocar a sinfonia do tudo ouvir sem dar a menor opinião. Acriticamente. Como uma testemunha que persiste neutra até mesmo quando se vê como o foco de sua observação. O meditante enquanto sujeito que testemunha e pessoa testemunhada, ao mesmo tempo, sem que nenhum 'dos dois' palpite sobre nada." (Ayres Britto)
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