Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime
(José Cláudio Souza Alves)
Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.
De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.
Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.
Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.
Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.
Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?
Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.
Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.
Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.
A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.
Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro?
Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.
Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
* José Cláudio Souza Alves e sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro: Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense.
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domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Ser alegre (muito melhor do que ser feliz) é gostar de viver mesmo quando a vida nos castiga
(Contardo Calligaris)
Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda: 1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta; 2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão. Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga. É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar. Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
(Contardo Calligaris)
Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda: 1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta; 2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão. Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga. É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar. Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
Lembrando o insuperável disco 'A coerência é uma armadilha', dos Frank Poole.
"Posso respeitar a tenacidade corajosa de quem se mantém fiel a suas convicções, mas no que ela difere da teima de quem se esconde atrás dessa fidelidade porque não sabe negociar com quem pensa diferente e com o emaranhado das circunstâncias que mudam? Aplicar princípios e nunca se afastar deles é uma prova de coragem? Ou é a covardice de quem evita se sujar com as nuances da vida concreta? (...) Alguém dirá: espere aí, então a fidelidade a princípios e valores não é uma condição da moralidade? Estou lendo (vorazmente) 'O Ponto de Vista do Outro', de Jurandir Freire Costa. O livro é, no mínimo, uma demonstração de que a forma moderna da moral não é o princípio, mas o dilema. E, no dilema, o que importa não é a fidelidade intransigente a valores estabelecidos; no dilema, o que importa é, ao contrário, nossa capacidade de transigir com as situações concretas e com os outros concretos. A coerência é uma virtude só para quem se orienta por princípios. Para o indivíduo moral, que se orienta (e desorienta) por dilemas, a coerência não é uma virtude, ao contrário, é uma fuga (um tanto covarde) da complexidade concreta. Oscar Wilde, que é um grande fustigador de nossas falsas certezas morais, disse que a coerência é o último refúgio de quem tem pouca fantasia e, eu acrescentaria, de quem tem pouca coragem." (Contardo Calligaris)
"Posso respeitar a tenacidade corajosa de quem se mantém fiel a suas convicções, mas no que ela difere da teima de quem se esconde atrás dessa fidelidade porque não sabe negociar com quem pensa diferente e com o emaranhado das circunstâncias que mudam? Aplicar princípios e nunca se afastar deles é uma prova de coragem? Ou é a covardice de quem evita se sujar com as nuances da vida concreta? (...) Alguém dirá: espere aí, então a fidelidade a princípios e valores não é uma condição da moralidade? Estou lendo (vorazmente) 'O Ponto de Vista do Outro', de Jurandir Freire Costa. O livro é, no mínimo, uma demonstração de que a forma moderna da moral não é o princípio, mas o dilema. E, no dilema, o que importa não é a fidelidade intransigente a valores estabelecidos; no dilema, o que importa é, ao contrário, nossa capacidade de transigir com as situações concretas e com os outros concretos. A coerência é uma virtude só para quem se orienta por princípios. Para o indivíduo moral, que se orienta (e desorienta) por dilemas, a coerência não é uma virtude, ao contrário, é uma fuga (um tanto covarde) da complexidade concreta. Oscar Wilde, que é um grande fustigador de nossas falsas certezas morais, disse que a coerência é o último refúgio de quem tem pouca fantasia e, eu acrescentaria, de quem tem pouca coragem." (Contardo Calligaris)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Personally, I think a lot of these animal rights causes smell a bit. Of course people should treat animals with respect. They shouldn't be used to test cosmetics or used to make music videos. But I don't get the difference between eating some carrots and eating a rabbit. How much difference is there between cutting down trees to make a book and cooking up a lamb chop? Don't misunderstand - I think groups like Greenpeace have done many brilliant things. But there are also problems with Greenpeace. When the orginization began, many of its members were from Germany. For them to march into Greenland and tell the indigenous people to stop killing seals is completly ridiculous. What right have these people, from big industrial cities like Frankfurt, which contribute a lot of pollution, to tell people who live in harmony with nature not to eat seals? What are they supposed to eat? Snow?" (Björk)
EMPREGADO - CLT, Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Conceito do Professor Sérgio P. Martins: é uma pessoa física que presta serviços de natureza contínua a empregador, sob a subordinação deste, mediante pagamento de salário e pessoalmente. Requisitos:
a) Pessoa física;
b) Não-eventualidade, habitualidade;
c) Dependência: sujeição do empregado ao empregador;
d) Salário, montante pago ao empregado;
e) Pessoalidade: a obrigação do empregado é personalíssima perante o empregador;
f) Subordinação.
a) Pessoa física;
b) Não-eventualidade, habitualidade;
c) Dependência: sujeição do empregado ao empregador;
d) Salário, montante pago ao empregado;
e) Pessoalidade: a obrigação do empregado é personalíssima perante o empregador;
f) Subordinação.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Mais vitórias em uma temporada
McLaren 1988 15/16 94%
Mais vitórias consecutivas
McLaren 1988 11
Mais pole positions em uma temporada
McLaren 1988 15/16 94%
McLaren 1989 15/16 94%
Pole positions
1 Michael Schumacher 1991-2010 68/263 25%
2 Ayrton Senna 1984-1994 65/162 40%
Pole positions consecutivas
1 Ayrton Senna 8 1988–1989 Grande Prêmio da Espanha de 1988–Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1989
2 Ayrton Senna 7 1990–1991 Grande Prêmio da Espanha de 1990–Grande Prêmio de Mônaco de 1991
Tricampeão mais jovem
Ayrton Senna 1988, 1990 e 1991, aos 31 anos e 227 dias
McLaren 1988 15/16 94%
Mais vitórias consecutivas
McLaren 1988 11
Mais pole positions em uma temporada
McLaren 1988 15/16 94%
McLaren 1989 15/16 94%
Pole positions
1 Michael Schumacher 1991-2010 68/263 25%
2 Ayrton Senna 1984-1994 65/162 40%
Pole positions consecutivas
1 Ayrton Senna 8 1988–1989 Grande Prêmio da Espanha de 1988–Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1989
2 Ayrton Senna 7 1990–1991 Grande Prêmio da Espanha de 1990–Grande Prêmio de Mônaco de 1991
Tricampeão mais jovem
Ayrton Senna 1988, 1990 e 1991, aos 31 anos e 227 dias

A sinfonia de Lou Reed
Lulina)
Quando anunciaram que Lou Reed faria show do Metal Machine Music no Brasil, boa parte dos fãs ficou um tanto decepcionada. O álbum de 1975 foi considerado na época de seu lançamento o pior disco do mundo. Composto só de noise, sem vocais, até chegou a ser recolhido das lojas. Ouvi muito fã comentando que era um desperdício um músico tão conceituado, com canções tão maravilhosas, vir ao país só para fazer barulho na guitarra. Para a minha própria surpresa – pois também esperava ouvir apenas noise sem sentido -, o show de Lou Reed foi não só um dos mais bonitos e profundos que já vi na vida, como um dos momentos mais preciosos que já vivi com música. Em poucos minutos de show, me convenci de que não poderia haver álbum melhor para se assistir ao vivo do que esse.
A idéia que a maioria tem de show é de algo bem ensaiado, organizado, amarrado. Algo que seja uma cópia o mais fiel possível do disco que você tanto gosta, das canções que você já sabe de cor. Mas, diferentemente de assistir a um artista reproduzindo um disco, quem estava no Sesc Pinheiros nos dias 20 e 21 de novembro teve a oportunidade única de ver Lou Reed em meio a seu processo criativo, experimentando à vontade, como se estivesse criando em estúdio. Ele orquestrava seus músicos, trocava de guitarra várias vezes, testava pedais e botões, mas nunca de forma aleatória. Espaços de criações se alternavam com o de execuções extremamente técnicas e planejadas. Harmonias, ritmos e texturas brincavam com intensidades e vazios, prendendo a atenção até de criancinhas que vi na plateia. Tudo fluía de forma tão singela que o resultado final era de pura paz no ambiente. Mesmo nos momentos de noise, a sensação era de calma e tranquilidade. (...)
No final, ele levantou com sua guitarra e ficou parado encarando o público, diante dos aplausos, com uma presença de palco de uma humildade quase sobrenatural. (...)

Marina Abramovic - Existem muitos centros de performance no mundo e a especificidade do meu serão trabalhos de longa duração, porque eu realmente acredito que apenas esse trabalhos têm a capacidade de mudar o artista ou quem o observa. Se você faz uma ação de uma hora, você ainda está atuando, mas depois de seis horas, tudo desmorona, torna-se verdade essencial. E para mim, esse tipo de verdade é muito importante. Posso dar um exemplo muito simples: pegue uma porta e abra ela constantemente, sem entrar ou sair. Se você faz isso por três, cinco minutos, isso não é nada. Mas se você faz isso por três horas, essa porta não é mais uma porta, ela é um espaço, o Cosmos, se transforma em outra coisa, é transcendente. Em todas as culturas arcaicas, rituais e cerimônias eram repetidas sempre da mesma forma e existe um tipo de energia que fica alocada nessa repetição que afeta também o público. Isso só se consegue em performances de longa duração.
Folha Online - Esse seu raciocínio me faz lembrar que muitos dos artefatos usados por essas antigas civilizações eram apenas utensílios ritualísticos, religiosos, mas agora são denominados artísticos...
Acho que isso é um grande equívoco, porque acredito que o grande princípio da arte é que ela é uma ferramenta. Se arte é algo que só trata de um objeto, ela perde sua função. A arte tem que ser uma ferramenta para conectar ou questionar ou criar consciência no público, como qualquer outra coisa. Há uma ótima entrevista de André Malraux, quando ele era ministro da Cultura, na França, com Picasso, acho que nos anos 1950. Ele perguntou a Picasso porque ele tinha tantas máscaras africanas e ele respondeu que as máscaras eram muito importantes porque elas eram a chave, a ferramenta para os humanos se comunicarem com as forças divinas, com os espíritos, o desconhecido; e ele queria aprender a fazer o mesmo com suas pinturas. Eu acredito que a performance também é uma ferramenta, e por isso os objetos, eles mesmos, não tenham valor. Quem tem valor é o processo e quando você passa por uma experiência, existe a transformação. Então a arte está completa.
No próximo ano você prepara uma peça com Robert Wilson, "The Life and Death of Marina Abramovic", certo?
Ela é a continuação de uma única peça que tenho feito e que é sobre minha vida, "Biografia". Comecei em 1989, com Charles Atlas, e a cada cinco ou seis anos, eu a refaço com um novo diretor, e eu cedo todo meu material, sem nenhuma condição. Com a direção do Robert Wilson, o Willem Defoe será o narrador e o Antony, do Antony & The Johnsons, está fazendo a música.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Androginia dissecada.

http://www.youtube.com/watch?v=gF16s_pZaVs


http://www.youtube.com/watch?v=d48uEFj55UI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=V5-KqMFblo8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=W2d511I7LJU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=NpIFFRNiYIc&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=jkmphIF4QD4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=aFqAN5F1nEE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=gF16s_pZaVs


http://www.youtube.com/watch?v=d48uEFj55UI&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=NpIFFRNiYIc&feature=related

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Bodyspace - Há quanto tempo fazes música? Como foi que tudo aconteceu?
Computer Magic - Tenho feito música durante os últimos cinco meses. Cresci colecionando discos que nem uma louca, literalmente, discografias inteiras, isso, claro, se eu gostasse mesmo do artista ou da banda. Mas decidi começar a fazer música simplesmente para ver se conseguia. Nunca fui ensinada, por assim dizer, apenas ia compondo de ouvido… As canções de Computer Magic soam bem completamente por acidente, uma vez que eu não conheço a progressão de acordes adequada. Penso que isso faz, de certa forma, com que soe atabalhoado e bem ao mesmo tempo.
Computer Magic - Tenho feito música durante os últimos cinco meses. Cresci colecionando discos que nem uma louca, literalmente, discografias inteiras, isso, claro, se eu gostasse mesmo do artista ou da banda. Mas decidi começar a fazer música simplesmente para ver se conseguia. Nunca fui ensinada, por assim dizer, apenas ia compondo de ouvido… As canções de Computer Magic soam bem completamente por acidente, uma vez que eu não conheço a progressão de acordes adequada. Penso que isso faz, de certa forma, com que soe atabalhoado e bem ao mesmo tempo.
domingo, 21 de novembro de 2010
Proporção áurea, número de ouro, seção áurea, secção áurea, razão áurea, razão de ouro, divina proporção, proporção em extrema razão, divisão de extrema razão ou áurea excelência - é uma constante real algébrica irracional Trata-se do retângulo no qual a proporção entre o comprimento e a largura é aproximadamente o número Phi, ou seja, 1,618. Os egípcios utilizaram o número de ouro nas suas construções. Por exemplo, cada bloco da pirâmide era 1,618 vezes maior que o bloco do nível a cima. As câmaras no interior das pirâmides também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1,618 vezes maior que as larguras. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi π), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas, seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), e até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colmeia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento. Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão frequente. E justamente por haver essa frequência, o número de ouro ganhou um status de "quase mágico", sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático torna-o fascinante.
"Você amiguinho, que foi bem feliz na feira do livro esse ano, parabéns por ter apoiado esse belo evento que transforma o espaço público da cidade num shopping center a céu aberto, onde aparentemente não se tem o direito de permanecer se não for para consumir, e onde uma reles manifestação de ideias (e olha, nem parecem ideias muito 'perigosas') já rende uma visita de uma quantidade significativa de otoridades muito bem preparadas e esclarecidas. Parabéns e continue assim, amiguinho. Um grande evento, uma celebração da cultura - nosso bem de consumo preferido do momento." (Jéssica Preuss via Facebook)
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Distúrbio Comportamental do Sono REM
Caracteriza-se por uma falta da atonia muscular normal durante o período do sono quando acontecem os sonhos. Em um indivíduo normal os sonhos se desenvolvem durante um período em que a musculatura antigravitacional está completamente sem tônus. Isto faz com que o sonho, com qualquer conteúdo, não tenha qualquer repercussão na atividade daquele que sonha. Já no DCSR (Distúrbio Comportamental do Sono REM), o indivíduo atua durante o sonho, mostrando uma intensa atividade motora. O conteúdo onírico é habitualmente de aspecto persecutório e envolvendo grande perigo, o que facilita atuações violentas do indivíduo durante estes eventos. O paciente apresenta movimentos bruscos de braços e pernas, às vezes repetitivos ou ações complexas, como deambular, pular, correr e subir em objetos. É comum o indivíduo falar, gritar, sempre com conteúdo de apavoramento, lembrando o TN (Terror Noturno). O que diferencia do TN é o fato de o paciente apresentar uma lembrança muito viva do episódio, o que não acontece no TN. O DCSR pode apresentar-se como doença primária em praticamente metade dos casos, sendo que a outra parte associa-se a doenças degenerativas, narcolepsia, uso de drogas lícitas e ilícitas e lesões vasculares cerebrais. Há uma tentativa de classificar o DCSR em graus, sendo que o grau mais leve acontece quando o paciente movimenta apenas a cabeça. Um grau intermediário é obtido quando o paciente move também os membros, porém sem se levantar. No grau severo, o paciente levanta-se e pode deambular de forma automática, ou dirigida pelo conteúdo do sonho. O diagnóstico diferencial principal se faz com o SNB (Sonambulismo), porém o SNB carrega uma amnésia para o evento, enquanto que o DCSR será quase sempre lembrado, às vezes como um sonho vívido ou mesmo como se fora real.
Caracteriza-se por uma falta da atonia muscular normal durante o período do sono quando acontecem os sonhos. Em um indivíduo normal os sonhos se desenvolvem durante um período em que a musculatura antigravitacional está completamente sem tônus. Isto faz com que o sonho, com qualquer conteúdo, não tenha qualquer repercussão na atividade daquele que sonha. Já no DCSR (Distúrbio Comportamental do Sono REM), o indivíduo atua durante o sonho, mostrando uma intensa atividade motora. O conteúdo onírico é habitualmente de aspecto persecutório e envolvendo grande perigo, o que facilita atuações violentas do indivíduo durante estes eventos. O paciente apresenta movimentos bruscos de braços e pernas, às vezes repetitivos ou ações complexas, como deambular, pular, correr e subir em objetos. É comum o indivíduo falar, gritar, sempre com conteúdo de apavoramento, lembrando o TN (Terror Noturno). O que diferencia do TN é o fato de o paciente apresentar uma lembrança muito viva do episódio, o que não acontece no TN. O DCSR pode apresentar-se como doença primária em praticamente metade dos casos, sendo que a outra parte associa-se a doenças degenerativas, narcolepsia, uso de drogas lícitas e ilícitas e lesões vasculares cerebrais. Há uma tentativa de classificar o DCSR em graus, sendo que o grau mais leve acontece quando o paciente movimenta apenas a cabeça. Um grau intermediário é obtido quando o paciente move também os membros, porém sem se levantar. No grau severo, o paciente levanta-se e pode deambular de forma automática, ou dirigida pelo conteúdo do sonho. O diagnóstico diferencial principal se faz com o SNB (Sonambulismo), porém o SNB carrega uma amnésia para o evento, enquanto que o DCSR será quase sempre lembrado, às vezes como um sonho vívido ou mesmo como se fora real.
"Que terrorismo romperá, como pensamento-espessuração, com a farsa do conhecimento (...)? Que terrorismo é a linha de fuga da afirmação da vida e disparo de arma de fogo sobre o aparelho humanidade?" (Escobar, C. H. Alguns dos motivos deleuzianos in Dossier Deleuze.)
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