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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Leandro Demori, The Intercept Brasil, escreve a real verdade sobre a profissão do jornalista:

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É hora do jornalismo fincar o pé em terreno mais sólido do que o banhado traiçoeiro da falsa mediação de falas públicas, ou, como chamamos no Brasil, do 'jornalismo declaratório'. (...) Um dos mais insidiosos erros é se apegar ao que o crítico de imprensa Jay Rosen chamou de ‘View from Nowhere’ [Vista de Lugar Nenhum] – transmitir cada história, especialmente na política, como uma competição de extremos partidários, com o papel do jornalista reduzido a narrar o que cada lado está dizendo. ‘É uma tentativa de garantir um tipo de legitimidade universal’, Rosen observa. (...)

Fazer isso soa como um crime para muitos jornalistas, que passam a ver você e sua equipe como uma trupe de desajustados que estão traindo os valores da profissão. Afinal, se você reporta sobre Bolsonaro, tem que reportar na mesma medida sobre Lula. Se ouve a mãe de uma vítima de uma chacina cometida pela polícia, tem que dar o mesmo espaço para a própria polícia. É preciso manter a imagem da simetria. Se não fizer isso, você deixa de ser jornalista e passa a ser um ativista, pejorativamente. (...)

É muito simples desmontar essa visão, mas é muito difícil convencer essas mesmas pessoas que o jornalismo como elas foram ensinadas a reconhecer é também cheio de pontos de vista, só que ocultos, tudo parte de uma grande indústria de faz de conta para atingir o maior número de pessoas em nome dos anunciantes, e a pretensa neutralidade é a melhor estratégia para isso. É o que faz a televisão desde os anos 1950, tentando agradar a gregos e troianos. As pessoas já sacaram. (...)

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