Publicamos no New York Times artigo pedindo ao WhatsApp que implemente 3 mudanças para reduzir o alarmante nível de desinformação no processo eleitoral: reduza o número de reenvios, reduza o alcance da transmissão e limite o tamanho de novos grupos.
Segundo o Datafolha, 44% dos brasileiros tem usado o aplicativo para acessar notícias e informações políticas. Reunimos as publicações de 347 grupos públicos de WhatsApp voltados ao debate político e submetemos as 50 imagens mais compartilhadas para serem avaliadas pela Lupa.
A análise mostra que 56% das imagens são falsas, tiradas do contexto ou sem apoio nos fatos. Apenas 8% delas são verdadeiras.
Acompanhando os grupos pudemos observar que a dinâmica de divulgação das informações combina uma organização piramidal e em rede. As campanhas utilizam a transmissão, a capacidade de enviar a mesma mensagem para até 256 contatos, para distribuir a mensagem para os militantes.
Esses, por sua vez, podem reencaminhar para ativistas locais ou diretamente publicar em grupos públicos ou fechados, de família ou amigos. Com apenas dois passos é possível atingir centenas de milhares de eleitores, numa campanha de desinformação em grande escala.
Pedimos ao WhatsApp que restrinja a capacidade de transmissão do aplicativo, que limite a 5 o número de reenvios, como já acontece na Índia e que limite o tamanho de novos grupos.
Acreditamos que com a adoção imediata dessas três medidas é possível uma redução rápida do dano que a desinformação tem causado ao debate eleitoral.
Informamos ao WhatsApp nossa proposta e a empresa nos respondeu que não há tempo para implementá-las. Nós discordamos. Na Índia, após uma série de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudanças em poucos dias.
Estamos conclamando também o TSE e outras instituições com poder regulatório para agir.
Acompanhando os grupos pudemos observar que a dinâmica de divulgação das informações combina uma organização piramidal e em rede. As campanhas utilizam a transmissão, a capacidade de enviar a mesma mensagem para até 256 contatos, para distribuir a mensagem para os militantes.
Esses, por sua vez, podem reencaminhar para ativistas locais ou diretamente publicar em grupos públicos ou fechados, de família ou amigos. Com apenas dois passos é possível atingir centenas de milhares de eleitores, numa campanha de desinformação em grande escala.
Pedimos ao WhatsApp que restrinja a capacidade de transmissão do aplicativo, que limite a 5 o número de reenvios, como já acontece na Índia e que limite o tamanho de novos grupos.
Acreditamos que com a adoção imediata dessas três medidas é possível uma redução rápida do dano que a desinformação tem causado ao debate eleitoral.
Informamos ao WhatsApp nossa proposta e a empresa nos respondeu que não há tempo para implementá-las. Nós discordamos. Na Índia, após uma série de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudanças em poucos dias.
Estamos conclamando também o TSE e outras instituições com poder regulatório para agir.

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