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terça-feira, 3 de outubro de 2017

"O nosso mundo interno acaba sendo espelhado pelos objetos. Os objetos são espelhos que refletem nosso mundo interno. Relacionamo-nos com um objeto como se ele existisse por si, fora. Nós não vemos o aspecto interno. Existe uma inseparatividade incessante. Ainda que surja uma obra de arte, aquilo que eu vejo numa obra de arte é inseparável de como eu próprio surjo. Eu não posso descrever a realidade descrevendo a aparência externa; é insuficiente. A mente se divide entre objeto e observador, mas ela segue sendo uma só. Objeto e observador são aparências, e a não compreensão disso é 'avídia', é a perda da lucidez. Isso fica mais claro no sonho. De repente, estamos assustados no meio de um sonho, e os objetos de sonho são a mente. Mas a mente não constrói só os objetos de sonho: ela constrói também o observador dos objetos de sonho. Os sonhos são etéreos, eles não podem ser vistos senão pela própria mente. Então a mente surge como observador daquilo que ela mesma produz. A arte é a expressão da originação dependente. Ela atua num bordo. Não existe a pretensão de que os objetos sejam verdadeiros. / Num livro, cada palavra que é dita toca na nossa região sutil, nas nossas memórias, na região dos carmas e méritos (carma é aquilo que faz brilhar o que não deveria brilhar). Se formos olhar com cuidado, é um papel cheio de risquinhos. Nós somos capazes de olhar para um desses, e o nosso olho brilha, nossas emoções começam a andar. Não só criamos os objetos que estão na nossa frente, mas os objetos também nos criam. / A concentração está ligada a uma falta de interesse pelos outros, pode gerar uma insensibilidade. Se eu olho para a realidade de um modo bem específico, eu fico vulnerável, porque coisas podem estar acontecendo em volta e eu não estou vendo. A pessoa muito auto-centrada está concentrada numa visão estreita. Isso é um problema, porque ela tende a causar problemas para os outros. A pessoa com uma desordem psicológica, de modo geral, tem uma visão estreita, ela não consegue ver os outros; ela não consegue ver a sensibilidade que os outros têm com relação a sua própria ação, não está entendendo como os outros estão operando. / A realidade é múltipla: são vários mundos se interpenetrando. As pessoas veem a partir dos seus diferentes 'lugares'. São diferentes realidades que vão surgindo. O aspecto construtor da realidade é incessante. Precisamos descobrir qual é o 'lugar' onde estamos." (Lama Samten)

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