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sábado, 8 de outubro de 2016

Mujica supremo.




Noutra ocasião:
Se a vida me ensinou alguma coisa, foi que os únicos derrotados são aqueles que deixam de lutar. No pior dos mundos, temos que persistir e começar de novo. Por quê? Porque a luta e a vida continua. Começamos de novo e seguimos em frente. Mudamos o mundo? Não, mas melhoramos alguma coisa. Nunca se vai triunfar totalmente e tampouco se estará totalmente derrotado. Por isso, se deve que ter fé e compromisso. E ter compromisso significa trabalhar um pouco mais. 
Não gosto que se rompa com o voto do povo. Porque, às vezes, o povo erra, mas ele é o único que tem o direito de errar porque ele é quem paga o custo de seu erro. Este é um problema que vocês, brasileiros, têm que resolver. 
Se a vida me ensinou alguma coisa, foi que os únicos derrotados são aqueles que deixam de lutar. Vocês tem que saber que não há um prêmio no final do caminho. O prêmio é o próprio caminho, é a própria caminhada. Nossa luta é muito velha e são falsos os termos esquerda e direita. São apenas invenções da revolução francesa. Na realidade, são lados permanentes da condição humana, como os lados de uma moeda, que fluem e refluem permanentemente na história. Há que aprender que, em uma vida desordenada, se necessita ter a coragem de sempre voltar a começar. 
E todos sabemos que a democracia nunca será reconhecida como perfeita e não poderá ser. Porque é uma construção humana, e nós somos seres humanos, não somos deuses. Somos diferentes, nascemos de lugares distintos, pertencemos a classes distintas, geneticamente temos matrizes em nosso DNA. Seja o que for, nós homens somos semelhantes, mas cada um é particular e diferente. Porque não somos perfeitos, a sociedade tem e terá sempre conflitos. Porque somos sociais e temos defeitos. Somos diferentes, temos conflito. Por isso, precisamos da política. 
A função da política não é gerar confusão e aborrecer a gente. A função da política é dar um limite à dor e às injustiças. A função da política é lutar por um mundo melhor, buscando conciliar permanentemente as inevitáveis diferenças. A função da política não é apagar, mas negociar as diferenças sociais.

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