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sábado, 8 de outubro de 2016
"Elaborar uma tristeza é o que permite que a gente não se melancolize. Se não encontramos no outro os recursos para isso, vamos ficando anestesiados e mortificados. Esse é o paradoxo: justamente ao tentar evitar toda e qualquer tristeza é que se pode acabar empurrando alguém para a melancolia. Em vez de representar a falta e elaborar a dimensão da perda, quando entramos com a criança na via de restituição do objeto, ou na via de esquivar o acontecimento doloroso, nós a empurramos para uma situação muito pior, porque não compartilhamos com ela os recursos que permitem elaborar as perdas e as faltas, e isso cria uma fragilidade psíquica muito maior." (Julieta Jerusalinsky, psicanalista)
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