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sábado, 1 de novembro de 2014

"A direita brasileira vai na direção da direita norte-americana, que não está mais interessada em constituir maiorias de governo; está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações. Por isso, seus integrantes podem se dar ao luxo de ter posições nítidas e inegociáveis. E partem para cima, tornando impossível qualquer mudança de status quo. Há uma direita no Brasil que está indo nessa direção. A esquerda não pode fazer isso porque tem que governar, constituir maiorias, transigir, negociar, transformar tudo em um mingau. Nesse confronto, surge o que sociólogos nos EUA classificam como uma 'polarização assimétrica', com um lado sem freios e outro tentando contemporizar. A lenga-lenga do Brasil polarizado é apenas uma lenga-lenga, um teatro. Nos Estados Unidos, democratas e liberais se caracterizam pela moderação – como a esquerda oficial no Brasil, que é moderada. O outro lado não é moderado. Por isso a polarização é assimétrica." (Paulo Eduardo Arantes, filósofo e professor aposentado da USP)

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