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quinta-feira, 15 de março de 2012


Após previsão de desastre natural, moradores estocam mantimentos em São Francisco de Paula

CARLOS ETCHICHURY e VANESSA FRANZOSI (Zero Hora)

Proprietário de uma malharia no centro de São Francisco de Paula, Luiz Henrique Valim dos Santos armazena 108 quilos de arroz, 500 metros de tecido em rolo, 40 quilos de feijão dentro de garrafas pet, banha de porco às mancheias e tonéis com capacidade para 1,4 mil litros de diesel.

É apenas a parte visível do estoque de uma tonelada de víveres, mantidos na propriedade da família, na localidade de Passo da Ilha, distante 46 quilômetros da sede do município.

— Temos capacidade para alimentar 50 pessoas, durante um ano — garante o comerciante que, nas horas vagas, metido em roupas camufladas e armado com espingarda calibre 12, torna-se um dos mais temidos caçadores de javalis selvagens nos Campos de Cima da Serra.

A cautela de Santos, injustificada para a maioria dos 20 mil habitantes de São Francisco de Paula, deve-se a uma certeza alimentada por ele [MUITOS gaúchos não leram essa parte em negrito e tomaram tudo como verdade, até porque a vontade inconsciente de estar num contexto de vítima induz a isso]: um grande terremoto, sucedido de um tsunami gigantesco, com ondas de até 120 metros de altura, irá devastar parte do Estado [as pessoas a quem desmenti o boato ficaram decepcionadas, quase como se eu tivesse culpa de o tsunami "não mais acontecer"].

No topo do Estado, a 907 metros do nível do mar, São Francisco escaparia [uso do pretérito imperfeito indica "na tese sem indícios"] incólume. A tese do fim do mundo, baseada nos conhecimentos científicos de um médium espírita, é vista com ceticismo por padres, professores, empresários, vereadores, comerciantes locais. Mas tem adeptos ilustres como o prefeito Décio Antônio Colla (PT).

Os primeiros prognósticos sombrios ouvidos por Colla partiram da boca de Seu Chiquinho – um médium, [ninguém leu isso também] radicado em São Francisco de Paula, que teria deixado Araranguá (SC), sua cidade natal, temendo a fúria dos mares.

Dois anos depois, Colla monitora, diariamente, um site que o informa sobre todos os tremores no mundo. O alcaide aguarda para o próximo 1º de abril, celebrado como dia dos bobos, uma mensagem no celular que o avisará sobre um terremoto entre o Brasil e a África [isto as pessoas leram como "o tsunami vai acontecer em 1º de abril...]. Pelas suas previsões, as ondas atingiriam o país em seis horas.

Para sobreviver ao caos e à falta de mantimentos nessa possível catástrofe aos 67 anos de idade, Colla tem se mostrado prudente. Comprou alimento, lenha, velas para a casa, medicamentos para a Secretaria de Saúde e mais merenda para abastecer as escolas da cidade.

— Eles (os moradores da cidade) têm de saber para decidirem como se organizar — diz o prefeito, que é médico clínico e anestesista.

Sua dica é que todos se abasteçam com artigos básicos à sobrevivência e alimentos como arroz, feijão, óleo e sal. Para suprir a falta de energia, Colla agregou a sua casa um fogão à lenha e comprou madeira suficiente para um ano e meio.

Estocou pelo menos 50 quilos de arroz e 16 quilos de feijão para cada um de seus familiares. Com sua mãe, que se mudará de Santo Ângelo a São Francisco de Paula nos próximos dias, as duas filhas, genros e neto, o prefeito se prepara para abrigar mais de 10 pessoas em sua casa.

Colla tem ampliado as compras de produtos não perecíveis para a merenda escolar e de medicamentos básicos. Tem estoque para atender os habitantes da cidade por oito meses.

— Hoje estamos absolutamente despreparados se uma catástrofe ocorrer no Brasil.

E completa, para espanto dos incautos:

— Estou sendo precavido e proativo.




Prefeito teme tsunami e aguarda ''nova era''

Colla acredita que as placas tectônicas sul-americana e africana entrarão em colapso
HALDER RAMOS (Correio do Povo)

Apesar de não existir qualquer evidência científica, o prefeito de São Francisco de Paula, na Serra gaúcha, Décio Colla, acredita que a costa do Rio Grande do Sul poderá ser "atingida por um tsunami". Segundo ele, "as placas tectônicas sul-americana e africana se chocariam provocando uma onda gigante capaz de causar estragos irreparáveis nos municípios que estão no nível do mar". O fenômeno estaria relacionado com diferentes teorias de que o mundo irá passar por "uma grande transformação" em 2012. O prefeito cita o Calendário Maia e premonições. "Ninguém diz que é o fim do mundo, mas todos falam das mudanças que irão ocorrer. Iremos entrar em uma nova era. Embora traumática, será uma evolução", diz o prefeito, que é médico e atende no hospital do município.

Os temidos "desastres naturais" teriam início em abril e prosseguiriam até 21 de dezembro de 2012. "Existem pessoas que dizem que nosso Litoral será atingido por uma onda que terá entre 120 e 180 metros de altura e avançará a uma velocidade de 600 quilômetros por hora", diz. Segundo o médico, as "vítimas da tragédia" buscarão abrigo em cidades situadas nas montanhas. "Todos irão procurar os lugares mais seguros, mas não temos condições de receber a população. Tem muita gente que já está vindo para São Francisco, que está a 930 metros do nível do mar, para viver em comunidades", garante o prefeito.

Apesar da altitude, Décio Colla crê que São Francisco e outras cidades serranas também estão ameaçadas. "Teremos, segundo as previsões, muita chuva, muito frio e muito vento. O maior risco é de romper as barragens da região. Gostaria que meu povo amado de São Francisco estivesse preparado", afirma.

O prefeito não confirma estar armazenando mantimentos, mas sugere que a população faça reserva de alimentos, medicamentos, água, lenha, colchões e cobertores. "Espero que nunca ocorra, mas não posso ficar esperando. Preciso agir como pai, médico e homem público. Eu gostaria de ter merenda escolar em grande quantidade, mas estou impedido pela legislação. Não tenho como justificar a compra de alimentos em excesso", diz.

Colla observa ter recomendado que as secretarias de Saúde e Educação fiquem preparadas. "Tudo dentro dos limites da lei", garante. Adianta que pretende reforçar a estrutura de sua casa com recursos próprios. "Com o vento, os telhados irão sofrer muito. Vou instalar uma rede de proteção sobre a minha casa." Ele vê sinais de que o mundo está em transformação. "Podemos reparar que a natureza quer dizer algo. O comportamento dos animais é chocante", conclui.





Falso e-mail sobre tsunami assusta RS

08 de abril de 2005

Uma falsa mensagem distribuída pela rede mundial de computadores, alertando para a possibilidade de ocorrência do fenômeno tsunami na Região Sul do Brasil, congestionou as linhas telefônicas da Defesa Civil no Rio Grande do Sul. O texto dizia que a movimentação de placas tectônicas no sul da África causaria o fenômeno.

A mensagem afirma que centros de pesquisas geológicas dos Estados Unidos teriam enviado um alerta ao Brasil sobre o assunto, sugerindo que poderiam ser atingidas as regiões Norte e Litoral do Estado. "É muito importante esclarecer e pedir a colaboração de todos para que não repassem o e-mail que está causando pânico. A população deve ter cuidado com a procedência das mensagens que encaminha. Estamos trabalhando para atender demandas fundamentais para o Estado, como a seca, e nosso sistema telefônico fica congestionado em função de boatos infundados", explica o tenente-coronel João Luís Soares, subchefe da Defesa Civil.

De acordo com a Rede de Climatologia Urbana de São Leopoldo, parceira da Defesa Civil, a informação é totalmente inverídica, constituindo-se em mais um dos tantos boatos que circulam na internet. A estação meteorológica esclarece, ainda, que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) não emite alertas para a América do Sul.

Outro órgão citado na mensagem - Centro de Nacional de Terremotos do Brasil - nem sequer existe. O meteorologista Eugênio Hackbart afirmou que o monitoramento sísmico no país é feito por instituições universitárias de alta credibilidade, como as universidades federais de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Brasília, e que não há motivo para pânico.

Ele ressalta também que não existem falhas geológicas no Sul do Brasil, o que torna impossível a ocorrência de sismos com epicentro no Rio Grande do Sul, em função de movimentações de placas tectônicas no continente africano. "A única região onde existe atividade sísmica é o oeste da América do Sul, que obviamente não inclui o RS", concluiu Hackbart. (Terra)

3 comentários:

narinha disse...

boa noite conheço o seu chiquinho a 7 anos e nem uma previsão feita por elefalhou ate agora ...bobo quem nao caredita e coitados os que estao zuando ....
só deus pra livrar esses mal educados ..
naõ acredita tudo bem seguroo morreu de velho .. intao se previna vem algo terrivel por aiiii

Douglas Dickel disse...

E é pra acontecer quando, Narinha? Dia 1º ele vai receber um SMS indicando o dia, é isso?

narinha disse...

ola DOUGLAS como eu falei conheço ele a 7 anos .
ele trata da saúde do meu pai e não fizemos nem um negócio compra venda etc.. sem falar com ele .e segundo ele apartir de PRIMEIRO DE ABRIL A QUALQUER MOMENTO O MAR VAI SUBIR A SERRA .FICA O ALERTA PRA QUEM NÃO ACREDITA ( NÃO CUSTA PREVINIR )NÓS ASSIM COMO O PREFEITO DE SÃO CHICO ESTAMOS PREVINIDOS DE MANTIMENTOS LENHA ETC... É MUITO TRISTE PRA QUEM CONHECE O DOM DELE VER QUE TEM TANTOS QUE VÃO SOFRER MUITO POR NÃO ACREDITAR . ATT NARINHA