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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010



Como ainda não estreou no Brasil, 'The limits of control', o filme de 2009 de Jim Jarmusch, já é o favorito absoluto para melhor filme "de 2010" e melhor filme do diretor, além de um dos melhores da década. É perfeito. Mesmo apesar dos ecos de 'Ghost dog', 'Mulholland drive' (chorando...), 'Lost highway', 'Lost in translation', Steven Soderbergh e Wim Wenders. Quanto a David Lynch, parece que Jarmusch decidiu mostrar como se faz um filme lynchiano mais maduro, um caminho inverso ao que foi 'Inland empire'. E essa veia - ou essa vizinhança - está clara na fala de Tilda Swinton ("The best films are like dreams"), nas coinciências nonsenses, ao mostrar a estrada correndo iluminada por faróis, na obsessão por cenas estranhas com café. No elenco, é marcado o retorno de Paz de la Huerta, que já era sensual em sua pré-adolescência no filme 'Regras da vida' e agora só aparece nua ou com capa de chuva transparente - o que dá no mesmo. A trilha sonora da banda de doom ambient Boris, que dá uma de Earth e flerta com post-rock, Yo La Tengo (trilhas dos filmes do Hal Hartley) e com o tex-mex climático Wenders-esque. A fotografia arrasadora é do Christopher Doyle, que já trabalhou com Wong Kar-Wai ('Fallen angels') e Gus Van Sant ('Paranoid park', em que também é ator). Mas o ponto absolutamente imbatível do filme são as cores dos ternos usados pelo costa-marfinense Isaach De Bankolé ('Ghost dog', 'Manderlay', 'O escafandro e a borboleta') - eu queria ter todos! Ele, que, parecendo-se com o Daddy G, do Massive Attack, completa o clima de cinema trip hop, o clima de videoclipe de 'Angel' - até por causa dos usos maestrais de câmera lenta. Superlativos?

4 comentários:

Gabriel Pardal disse...

marcado. verei. ainda não vi o moon. tá aqui do lado resistindo. o cinema tem feito cara feia pra mim. blargh.

Bruno Galera disse...

Cansativo pra burro, como todo filme do Jarmusch. Mas a estética é tão impressionante que cada take é recompensandor só pelas imagens.

Não lembro de ter visto fotografia tão marcante em nenhum filme recente.

Douglas Dickel disse...

É, eu quase achei que podia terminar antes. Mas pra quem não cansou com Synecdoche...

Gabriel Pardal disse...

Oh no, Synecdoche é o incrível do incrível para mim. O supra do supra. O paroxismo do paroxismo. Foda.